Tem-se visto com cada vez mais frequência amplificar-se entre diferentes gerações a
busca por conexão e identidade – no que diz respeito não só à decoração do lar, mas também à moda, à música e até mesmo na forma como utilizamos as redes sociais, com o surgimento diário de novos nichos e subgrupos de diferentes "
aesthetics" capazes de
despertar algum sentimento, tocar alguma corda no interior dos nossos seres que
dê propósito à experiência humana.
Studio Schier - Casa Terroir. Projeto da CASACOR São Paulo 2023. (Romulo Fialdini/CASACOR)
A tendência vai além do incessante desejo encaixar-se – e, portanto, de entender a si mesmo um pouco melhor através dos olhos dos outros. O
anseio por sentir é definidor em uma sociedade recém-saída de uma pandemia, em guerra, regida pela experiência insípida de
scrollar pelas redes sociais. É nesse cenário que se faz necessária a
decoração afetiva: aquela que carrega valor emocional e desperta memórias, ao invés de ser apenas funcional.
É aí onde entram os famosos "cacarecos", as revistas antigas, as fotografias, as lembranças de viagem, os objetos de outrora que perderam seu valor para a sociedade mas resguardam um
significado especial para o portador. A decoração afetiva muitas vezes também é associada à
casa de vó – familiar, aconchegante, repleta de detalhes que passam a sensação de caos organizado. Aquela infinidade de objetos pode não fazer sentido para você, mas para seu proprietário são capazes de evocar lembranças de momentos felizes apenas à primeira olhada. A tendência, é claro, não ficou de fora da
CASACOR 2023, onde os profissionais trouxeram não apenas ideias para dispor sua decoração afetiva, como também dispuseram de objetos de sua
coleção pessoal para despertar o lado emocional nos visitantes. Confira na galeria abaixo!