Estúdio Hygge, de Melina Romano para a CASACOR São Paulo 2019. (Denilson Machado)
Estar em casa, mais do que nunca, se tornou sinônimo de qualidade de vida. O lar é onde nos protegemos dos estímulos externos e encontramos refúgio em tudo aquilo que nos acolhe e traz boas memórias. Na Dinamarca, o termo
hygge (pronuncia-se “riuga”) representa essa relação terapêutica de proteção e acalento entre as pessoas e o que as faz bem. Sem tradução exata, a palavra vem sendo incorporada no universo da decoração como uma chave para o bem-estar. Neste conceito, a casa deve fazer bem para a alma do morador, combinando uma variedade de seus objetos favoritos e sendo seu templo particular de felicidade. Diferentes projetos da
CASACOR 2019 transmitem a amplitude de significados envoltos no conceito hygge, mas dois em particular se destacam: o
Estúdio Hygge, da designer Melina Romano para a
CASACOR São Paulo, e a
sala Hygge, do escritório HB Interiores para a mostra no
Rio Grande do Sul.
O segredo pode estar nas coisas simples, como livros, quadros e fotografias com alto valor sentimental, lembranças de herança familiar ou de viagens, objetos que por si já carregam uma história e ativam a memória afetiva. O aconchego também está no despertar de sensações, que brincam com os sentidos, seja através de texturas com toque sensível, que estimulam o tato, ou vasos com temperos, ervas e flores cujo perfume atrai o olfato.
Estofados confortáveis e convidativos, com revestimentos aquecidos em tecidos como linho e veludo, tornam o ambiente visualmente agradável, ainda que simples e aconchegante. Para tornar o lar descomplicado, aposte em acabamentos de fácil manutenção e limpeza, como pedra natural, cimento queimado e tijolo aparente, preferidos também por seu charme rústico, que fazem referência às casas mais tradicionais do país. De toda forma, o lar acolhedor deve abraçar seu morador, provendo todas suas necessidades e cultivando nele um estado leve e feliz.
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