Veja como escolher o colchão de casal ideal com base no tipo, tamanho, conforto e cuidados para garantir noites de sono melhores
Publicado em 2 de jun. de 2025, 13:21

Beatriz Quinelato Arquitetura - Sopro. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Escolher um bom colchão de casal vai muito além da estética do quarto. Trata-se de um investimento direto na qualidade do sono — e, por consequência, no bem-estar do dia a dia. Com tantas opções disponíveis no mercado, desde modelos com molas até versões em espuma com tecnologia avançada, é normal surgir a dúvida: qual colchão de casal escolher para garantir conforto, durabilidade e saúde?
Gabriel Fernandes - Casa de Novela. “É uma casa solar, que contempla o Rio de Janeiro como lugar de poesia e glorifica as mulheres e todo o alcance que elas tiveram na sociedade por meio da teledramaturgia nacional”, explica o arquiteto. Essa narrativa toma conta dos 86 m2, repartidos entre salas de estar e jantar, quarto, banheiro e closet. Entre os pontos altos, há as estantes, projetadas em homenagem ao Palácio Capanema, um marco modernista carioca, e o mobiliário totalmente brasileiro. Tecidos com estampas assinadas pelo profissional revestem os nichos preenchidos com blocos cerâmicos, fruto de uma parceria do autor do ambiente com o Instituto Maria do Barro, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
Genésio Maranhão - Samba de ¼. Projeto da CASACOR Goiás 2025. (Edgard César/CASACOR)
É um dos mais populares entre os colchões de casal. Existem variações como as molas ensacadas individualmente, que garantem mais conforto ao reduzir o impacto dos movimentos do parceiro. Já as molas são interligadas e costumam oferecer mais firmeza, mas com menor isolamento de movimento. Esse modelo é indicado para quem busca uma cama com boa sustentação, ventilação e durabilidade.
Os colchões de espuma costumam ser mais leves e acessíveis. São classificados por densidade, que deve ser escolhida de acordo com o peso e altura de quem vai dormir sobre ele. Um casal com pesos diferentes, por exemplo, pode optar por modelos com densidades combinadas ou espuma de alta resiliência. Ideal para quem prefere uma superfície mais firme e compacta.
Projeto de Estudio Elmor. (Bia Nauiack/Divulgação)
O modelo híbrido combina molas e espuma (geralmente viscoelástica ou de alta densidade), oferecendo o melhor dos dois mundos: suporte e maciez. É ideal para quem deseja um colchão mais tecnológico, com conforto adaptável ao corpo. Algumas versões ainda contam com camadas de gel ou látex, que ajudam na regulação da temperatura.
Apesar do nome, os colchões ortopédicos não são indicados para todos os perfis. Eles são extremamente firmes e só devem ser escolhidos com recomendação médica específica, especialmente para quem tem problemas na coluna. O excesso de rigidez pode causar desconforto em algumas pessoas.
Projeto de Vangii Guerra. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/Divulgação)
Na hora de escolher, é importante considerar alguns pontos além do tipo de colchão:
Biotipo do casal: peso e altura influenciam diretamente na escolha da densidade (no caso dos colchões de espuma) ou no tipo de mola ideal.
Preferência de conforto: alguns preferem colchões mais firmes, outros optam por uma superfície mais macia. Testar pessoalmente é a melhor forma de decidir.
Isolamento de movimento: para quem se incomoda com os movimentos do parceiro, modelos com molas ensacadas ou espuma viscoelástica são os mais indicados.
Temperatura e ventilação: colchões com tecnologia de resfriamento ou materiais respiráveis proporcionam mais conforto térmico.
Garantia e durabilidade: bons colchões devem oferecer pelo menos 5 anos de garantia. Verifique também se há certificações de qualidade e resistência.
Projeto de Andrea Chicharo. (Gui Morelli/Divulgação)
Além do tipo e da firmeza, o tamanho do colchão de casal é um fator decisivo na hora da compra. É importante considerar tanto o conforto dos usuários quanto o espaço disponível no quarto.
Para quem divide a cama, modelos maiores tendem a oferecer mais liberdade de movimento e noites mais tranquilas. No entanto, é fundamental garantir que o ambiente comporte o colchão sem comprometer a circulação e a funcionalidade dos móveis ao redor.
Projeto de Romário Rodrigues. (Thiago Travesso/Divulgação)
Confira os tamanhos mais comuns disponíveis no Brasil:
Casal padrão – 138 cm x 188 cm
O modelo tradicional de colchão de casal. Ideal para quartos menores ou para quem dorme sozinho com mais espaço.
Queen size – 158 cm x 198 cm
Um pouco maior que o casal padrão, oferece mais conforto para duas pessoas, sem ocupar tanto espaço quanto o King. É uma escolha equilibrada para casais que valorizam o conforto, mas têm quarto de tamanho médio.
King size – 193 cm x 203 cm
É o maior modelo convencional. Indicado para quem tem quarto amplo e deseja o máximo de espaço individual na hora de dormir. É especialmente recomendado para casais que se movimentam bastante durante a noite ou dormem com crianças ou pets.
Super King (ou King nacional estendido) – 203 cm x 203 cm
Menos comum, mas disponível em algumas marcas premium. É ideal para suítes grandes e garante conforto excepcional.
Antes de definir o tamanho, meça o espaço disponível no quarto, levando em conta não só o colchão, mas também a base, criados-mudos, passagem e outros móveis. Uma boa circulação é essencial para manter a funcionalidade do ambiente.
Projeto de Andrea Chicharo. (Gui Morelli/Divulgação)
A higienização regular do colchão é essencial para manter a saúde do sono, evitar alergias e prolongar a vida útil do produto. Aqui vão algumas dicas práticas:
Use uma capa protetora: capas impermeáveis ou antialérgicas ajudam a evitar o acúmulo de poeira, suor e líquidos, facilitando a limpeza.
Aspire o colchão a cada 15 dias: isso ajuda a remover ácaros, células mortas e partículas de sujeira. Dê atenção especial às costuras e laterais.
Evite molhar o colchão: em caso de manchas, use um pano úmido com sabão neutro e seque bem. Nunca encharque o colchão para evitar mofo.
Areje o ambiente com frequência: abra janelas e mantenha o quarto ventilado para evitar umidade.
Vire e gire o colchão: alguns modelos permitem ser virados (de cima para baixo) e girados (cabeceira para os pés). Faça isso a cada 3 meses para evitar desgaste localizado.
Projeto de Tetriz Arquitetura. (Fernando Crescenti/Divulgação)
Para uma limpeza mais profunda, como remoção de manchas antigas ou odores persistentes, o ideal é contratar um serviço profissional especializado em higienização de colchões. Eles utilizam equipamentos a seco e produtos específicos que eliminam bactérias e ácaros sem danificar o tecido ou o interior do colchão.
Cuidar bem do colchão é uma forma de garantir não apenas a durabilidade do produto, mas também uma noite de sono mais saudável, higiênica e restauradora.
Projeto de Tetriz Arquitetura. (Fernando Crescenti/Divulgação)
O colchão, mesmo sendo um item durável, tem vida útil limitada. De acordo com especialistas em sono e fabricantes, o ideal é trocar o colchão a cada 7 a 10 anos, dependendo do material, da frequência de uso e dos cuidados adotados no dia a dia. Modelos de espuma tendem a durar um pouco menos, enquanto os de molas ensacadas ou híbridos geralmente oferecem maior durabilidade.
Projeto de Tetriz Arquitetura. (Renato Navarro/Divulgação)
Alguns sinais indicam que está na hora de trocar o colchão:
Afundamentos ou deformações visíveis;
Presença de rangidos ou ruídos ao se movimentar;
Acordar com dores nas costas ou sensação de cansaço;
Excesso de ácaros, manchas ou odores, mesmo após a limpeza.