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Decoração, Profissionais, Ambientes

Casa Raízes do Cerrado celebra as cores e a essência do bioma brasileiro

Mergulhando no universo do cerrado, Nathália Lemos traz os tons terrosos e muita cultura em ambiente que resgata suas raízes mineiras

Por Chrys Hadrian

Publicado em 29 de nov. de 2024, 5:58

05 min de leitura
Natália Lemos - Casa Raizes do Cerrado. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2024.

Natália Lemos - Casa Raizes do Cerrado. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2024. (MCA Estúdio)

Na agitada rotina da cidade, encontrar um refúgio que nos reconecta com a terra e nossas memórias mais profundas é um privilégio. A Casa Raízes do Cerrado, projetada pela arquiteta Natália Lemos para a CASACOR Rio 2024, é um convite para desacelerar e revisitar as nossas raízes. Com 178 m², a decoração evoca a simplicidade e a força do cerrado mineiro, transformando a ancestralidade em arquitetura e paisagismo.
Natália Lemos - Casa Raizes do Cerrado. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2024.

(André Nazareth/CASACOR)

Ao adentrar o espaço, os visitantes são recebidos pelos tons terrosos que abraçam cada canto, remetendo ao solo vermelho e às paisagens do cerrado. O teto de biriba, uma homenagem às técnicas artesanais, e o fogão a lenha de barro nos transportam para as cozinhas de nossas avós, onde o calor do fogo era sinônimo de afeto e histórias compartilhadas. A rusticidade das madeiras e as lajotas de barro no piso são detalhes que carregam a essência do bioma, enquanto obras de artistas mineiros dão vida à cultura local.
Natália Lemos - Casa Raizes do Cerrado. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2024.

Natália Lemos - Casa Raizes do Cerrado. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2024. (MCA Estúdio/CASACOR)

"Como arquiteta e filha dessa terra, este projeto é um tributo pessoal. Cresci no cerrado, e a Casa Raízes do Cerrado reflete essa conexão, convidando todos a redescobrirem suas próprias origens", compartilha Natália Lemos.
O espaço externo, batizado de Varanda Raízes, foi concebido por Maira Duarte e Kaio Duarte, do Horto Girassol, e é uma extensão harmoniosa do conceito interno. Dividida em áreas de descanso, refeições e socialização, a varanda conta com um jardim de estética árida, repleto de espécies típicas do cerrado, como bromélia Porto Seguro, jasmim-manga e acácia seyal. "A acácia seyal tem uma história curiosa: introduzida no Brasil por Burle Marx, é uma árvore de tronco avermelhado que reflete a beleza única do bioma", explica Maira Duarte.
Horto Girassol - Varanda Raizes do Cerrado. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2024.

(MCA Estúdio/CASACOR)

Com vasos artesanais, divisórias de biriba e cortinas de juta que filtram a luz natural, a varanda é um oásis de simplicidade e acolhimento. Cada detalhe celebra a sabedoria e a resiliência do cerrado, resgatando memórias e inspirando um futuro mais consciente e integrado. Na Casa Raízes do Cerrado, arquitetura e paisagismo se unem para criar mais que um espaço — uma experiência sensorial e emocional que honra a terra e as histórias que nos moldam.