Princípios do Feng Shui indicam escolhas que podem interferir no fluxo de energia e na sensação de equilíbrio dentro de casa
Publicado em 13 de mar. de 2026, 14:30

Polido Arquitetura - Ana Hnszel e Marcelo Polido - Nosso Hangar. Este projeto traduz leveza e sofisticação com naturalidade, unindo fluidez e elegância de forma despretensiosa. Atemporal e cosmopolita, mas com raízes locais e olhar contemporâneo, ele reflete uma trajetória construída a partir de memórias afetivas, referências dos grandes nomes do design nacional e inspirações internacionais que moldaram nossa visão até aqui. É um espaço que celebra o passado, vive o presente e projeta o futuro com autenticidade. (Cristiano Bauce/CASACOR)
O Feng Shui parte da ideia de que os ambientes influenciam diretamente a forma como vivemos, pensamos e sentimos. Mais do que uma tradição milenar chinesa, o método propõe observar a casa como um organismo vivo, no qual circulação, luz, objetos e organização moldam a qualidade da energia presente nos espaços.
Dentro dessa lógica, alguns elementos podem dificultar a harmonia do ambiente ou criar sensações de estagnação, desconforto e excesso visual. Ao compreender o que evitar segundo o Feng Shui, torna-se possível ajustar pequenas escolhas cotidianas e construir uma casa mais leve, organizada e equilibrada.
Entre os elementos mais discutidos no Feng Shui, os espelhos ocupam um papel delicado. Eles são considerados amplificadores de energia: aquilo que refletem tende a se multiplicar no ambiente. Por isso, sua posição precisa ser pensada com cuidado dentro da casa.
Espelhos voltados diretamente para a cama, por exemplo, são frequentemente apontados como desfavoráveis. A reflexão constante pode gerar sensação de inquietação e excesso de estímulo visual durante o descanso. O ideal é posicioná-los de modo que ampliem a luz natural ou revelem paisagens agradáveis dentro do espaço.
Esc Arquitetura - Sala dos Espelhos. Projeto da CASACOR Minas Gerais 2025. (Studio Tertulia/CASACOR)
O acúmulo de itens sem função clara também aparece entre os pontos de atenção no Feng Shui. Ambientes sobrecarregados dificultam a circulação física e simbólica da energia, criando a sensação de peso e desordem.
Isso não significa adotar um minimalismo radical, mas sim manter uma relação consciente com aquilo que ocupa o espaço doméstico. Objetos decorativos, livros e lembranças podem coexistir de forma equilibrada quando há espaço entre eles, permitindo que o ambiente respire visualmente.
Cobertura no Arpoador une minimalismo, design e vista para o mar. Projeto de João Panaggio. (Fotos: Juliano Colodeti, do MCA Estúdio | Produção visual: Paulo Carvalho/CASACOR)
Outro princípio importante do Feng Shui diz respeito ao fluxo dentro da casa. Móveis que bloqueiam passagens, dificultam o caminhar ou criam percursos confusos interferem na dinâmica do espaço e na sensação de conforto cotidiano.
Sofás posicionados no meio de corredores, mesas grandes demais para o ambiente ou armários que comprimem áreas de passagem são exemplos comuns. Ao reorganizar o layout de forma mais fluida, a casa tende a se tornar mais funcional e visualmente leve.
PN+ | Paula Neder - O Quarto dos Sonhos. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2025. (André Nazareth/CASACOR)
No Feng Shui, as plantas são associadas à vitalidade e à renovação. Elas representam crescimento, movimento e presença da natureza dentro do espaço doméstico. Por isso, plantas secas ou mal cuidadas costumam ser vistas como um sinal de energia estagnada.
Quando a manutenção de determinada espécie se torna difícil, pode ser mais interessante substituí-la por outra que se adapte melhor à luminosidade e à rotina da casa. Plantas saudáveis reforçam a sensação de frescor e contribuem para uma atmosfera mais viva.
Ale Mellos Arquitetura de Interiores - Gazebo da Botânica. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Roberta Gewehr/CASACOR)
Itens danificados ou que já não cumprem seu propósito também aparecem entre os elementos que o Feng Shui recomenda observar com atenção. Relógios parados, lâmpadas queimadas, móveis quebrados ou aparelhos eletrônicos sem uso podem transmitir a sensação de algo interrompido no ambiente.
Pequenos reparos ajudam a restaurar o sentido de continuidade da casa. Em muitos casos, descartar o objeto ou restaurá-lo devolve clareza ao espaço, reduzindo a presença de elementos que lembram desgaste ou abandono.
Casa Pitaya, por Bernardo Gaudie-Ley e Tania Braida. Ambiente da CASACOR Rio de Janeiro 2022. (André Nazareth/CASACOR)
Embora o Feng Shui não imponha uma paleta rígida, ele sugere atenção ao impacto emocional das cores dentro de cada espaço. Tons muito escuros ou intensos, quando usados de forma dominante, podem gerar sensação de compressão ou excesso de estímulo visual.
Ambientes destinados ao descanso, como quartos, costumam se beneficiar de cores mais suaves ou equilibradas. Já tons mais marcantes podem aparecer em detalhes, objetos ou superfícies pontuais, criando contraste sem dominar todo o ambiente.
Projeto de Estudio Elmor. (Bia Nauiack/CASACOR)
A luz é um elemento essencial na leitura espacial proposta pelo Feng Shui. Ambientes excessivamente escuros ou pouco ventilados podem transmitir sensação de estagnação e diminuir a vitalidade da casa.
Sempre que possível, a presença de luz natural deve ser valorizada. Cortinas leves, janelas desobstruídas e cores claras ajudam a refletir a luminosidade e ampliar a percepção de abertura dentro do espaço doméstico.
Armentano Arquitetura - Entre Copas Deca. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.