De dramas familiares a retratos sociais, estes filmes brasileiros revelam diferentes olhares sobre o país por meio de histórias marcantes e singulares
Publicado em 19 de jun. de 2026, 14:30

Dia do Cinema Nacional: 10 filmes brasileiros fora do óbvio para conhecer (Divulgação/Divulgação)
O cinema brasileiro reúne obras que atravessam diferentes épocas, territórios e formas de contar histórias. Além dos grandes sucessos que costumam chegar ao público, existe uma produção diversa formada por filmes que exploram relações humanas, questões sociais e diferentes retratos da vida no país.
Celebrado em 19 de junho, o Dia do Cinema Nacional é uma oportunidade para revisitar produções que ajudam a compreender a riqueza da nossa cinematografia. Entre ficções e documentários, esta seleção reúne filmes brasileiros que escapam do circuito mais conhecido e apresentam narrativas capazes de permanecer na memória.
Marte Um (Divulgação/Divulgação)
Ambientado em Minas Gerais após a eleição de um presidente extremista, o filme acompanha a família Martins, que vive os desafios e sonhos cotidianos de uma classe média baixa brasileira. O jovem Deivinho sonha em ser astrofísico, enquanto sua família enfrenta mudanças, expectativas e conflitos internos.
Benzinho (Divulgação/Divulgação)
O longa conta a história de Irene, uma mãe de quatro filhos que precisa lidar com a saída do primogênito para jogar handebol na Alemanha. Enquanto enfrenta mudanças na estrutura familiar, ela também busca reconstruir sua própria identidade. O filme retrata afetos, despedidas e transformações com uma abordagem delicada sobre relações familiares.
O Som ao Redor (Divulgação/Divulgação)
Primeiro longa-metragem de Kleber Mendonça Filho, o filme retrata moradores de uma rua de classe média no Recife, onde a chegada de uma empresa de segurança altera a dinâmica do bairro. A partir de situações aparentemente comuns, a produção revela tensões sociais, relações de poder e marcas históricas presentes no cotidiano brasileiro.
Jogo de Cena (Divulgação/Divulgação)
O documentário de Eduardo Coutinho mistura realidade e representação ao reunir mulheres contando suas próprias histórias diante da câmera. Depois, atrizes interpretam esses mesmos relatos, criando uma reflexão sobre memória, identidade e os limites entre verdade e ficção. A obra questiona a própria linguagem cinematográfica e o papel de quem narra uma experiência.
Cinema, Aspirinas e Urubus (Divulgação/Divulgação)
Dirigido por Marcelo Gomes, o filme ilustra a viagem de Johann, um alemão que percorre o sertão nordestino vendendo aspirinas durante a Segunda Guerra Mundial. No caminho, ele conhece Ranulpho, um homem que deseja deixar sua cidade em busca de novas oportunidades. A narrativa mistura paisagem, memória e encontros inesperados em uma reflexão sobre deslocamento e pertencimento.
Cidade Baixa (Divulgação/Divulgação)
A história acompanha dois amigos, Deco e Naldinho, que vivem de pequenos trabalhos no litoral baiano e se envolvem com Karinna, uma jovem que também busca novos caminhos. O trio estabelece uma relação marcada por desejo, amizade e conflitos. O filme explora as tensões humanas em meio às paisagens urbanas e costeiras de Salvador.
Madame Satã (Divulgação/Divulgação)
Inspirado na trajetória de João Francisco dos Santos, o filme retrata a juventude de uma das figuras mais emblemáticas da cultura popular carioca. Entre marginalização, resistência e expressão artística, a narrativa acompanha sua transformação em Madame Satã, personagem ligada ao samba, ao carnaval e à boemia da Lapa nos anos 1930.
Edifício Master (Divulgação/Divulgação)
Neste documentário, Eduardo Coutinho entrevista moradores de um prédio em Copacabana, revelando histórias pessoais de pessoas anônimas. Cada depoimento apresenta diferentes trajetórias, desejos e lembranças, transformando o cotidiano de um edifício residencial em um retrato amplo sobre a vida urbana brasileira.
Bicho de Sete Cabeças (Divulgação/Divulgação)
Baseado em uma história real, o filme acompanha Neto, um jovem internado pelo próprio pai em uma instituição psiquiátrica após ser encontrado com drogas. A produção expõe a violência do sistema manicomial brasileiro e discute temas como abandono, incompreensão familiar e os impactos da falta de diálogo.
Pixote (Divulgação/Divulgação)
Dirigido por Hector Babenco, o filme acompanha Pixote, um menino abandonado que passa a viver nas ruas de São Paulo após ser enviado para uma instituição de menores. A narrativa revela a vulnerabilidade da infância marginalizada e constrói um retrato duro sobre desigualdade, violência e sobrevivência nas grandes cidades.