Conheça 20 itens da decoração brasileira cheios de memória e afeto, que provavelmente já estiveram no seu lar
Publicado em 24 de set. de 2025, 17:00

(Chrys Hadrian)
A decoração brasileira é um reflexo da diversidade cultural e da criatividade que definem o país. Mais do que tendências de design, ela é feita de símbolos que atravessam gerações, transmitindo valores como acolhimento, simplicidade e alegria.
(Objekti/Divulgação)
Esses objetos são parte do imaginário coletivo, presentes em memórias de infância, reuniões de família e no dia a dia das casas, independentemente da classe social. Quando aparecem em projetos sofisticados, não são apenas elementos decorativos, mas verdadeiros guardiões da identidade nacional.
(Rede Artesol/Objekti/Divulgação)
Em Raízes do Brasil, o famoso historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda descreve o brasileiro como o “homem cordial”, alguém que carrega para fora de casa os laços de afeto e hospitalidade, tornando a vida pública uma extensão do espaço doméstico. Inspirados por essa ideia, podemos enxergar os objetos que compõem nossos lares como expressões desse jeito de viver. De Norte a Sul, certos itens aparecem de forma recorrente nas casas brasileiras, funcionando como símbolos da cultura popular. Eles misturam influências indígenas, africanas e europeias, contam histórias e revelam hábitos que seguem vivos até hoje. Ao revisitá-los, percebemos que cada peça é também um pedaço da identidade do país.
A seguir, reunimos 20 ícones que são a cara do Brasil e despertam um sentimento imediato de lar
(Codarin/Divulgação)
O filtro de barro é um dos símbolos mais fortes da cozinha brasileira. Ele tem origem no século XIX, quando foi adotado em larga escala no Brasil por manter a água fresca mesmo sem refrigeração — perfeito para o clima tropical. Sua eficiência é reconhecida mundialmente, sendo um dos métodos mais simples e acessíveis para purificar a água. Além de prático e saudável, ele evoca lembranças afetivas e o aconchego das cozinhas de antigamente.
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A rede de descanso é herança indígena e se tornou um dos itens mais reconhecidos da cultura brasileira. Ela representa descanso, contemplação e uma forma de vida mais lenta. É comum lembrar das redes balançando nas varandas ou nos quintais, onde se deitava para cochilar depois do almoço. Sua presença nas casas transmite uma sensação de paz e acolhimento, algo muito valorizado na cultura popular.
(Romeo/Divulgação)
Típico das décadas de 1980 e 1990, esse espelho carrega uma estética vibrante que dialoga com o gosto popular por cores quentes e alegres. Ele é mais do que um objeto funcional: remete a uma época em que as casas brasileiras buscavam traduzir energia e otimismo por meio de cores. Era item de presença em banheiros e corredores, muitas vezes combinado com pisos coloridos, ganhando hoje releituras e usos mais modernos e criativos.
(Leroy Merlin/Divulgação)
A cadeira de cordinha, também conhecida como cadeira de área, feita com estrutura metálica e fios de PVC colorido, é um verdadeiro ícone das casas brasileiras. Símbolo de encontros informais, ela é facilmente encontrada em casas do interior, presente em varandas, quintais e calçadas, representando a convivência e o hábito de “tomar um ar” no fim da tarde. Sua simplicidade e cores vivas a tornaram parte da cultura popular, evocando memórias de rodas de conversa, aniversários em família e tardes preguiçosas.
(Círculo/Divulgação)
O crochê é uma das formas mais tradicionais de artesanato no Brasil, passando de geração em geração. Caminhos de mesa, tapetes, toalhinhas e sousplats de crochê representam paciência, dedicação e afeto. São objetos que carregam histórias familiares, feitos por avós e mães que ensinavam o ofício às filhas. Hoje, é valorizado como item de design artesanal e sustentável.
(Tok&Stok/Divulgação)
Presentes em casas de praia, fazendas e quintais, esses banquinhos são lúdicos e cheios de humor. Esculpidos em madeira, eles são ícones do artesanato popular, famosos nas produções nordestinas — especialmente na Ilha do Ferro, em Alagoas. Nos últimos anos, ganharam destaque no design por trazer tropicalidade e identidade brasileira para dentro de casa.
(Brazilian Shop/Divulgação)
Terços pendurados, oratórios e imagens de santos, protetores ou entidades são símbolos da religiosidade do povo brasileiro. Eles representam fé, proteção e conexão espiritual, refletindo o sincretismo que une tradições católicas, africanas e indígenas. Na cultura popular, funcionam como guardiões do lar, formando pequenos altares para rezar, agradecer e manter viva a espiritualidade cotidiana.
(Garden Delivery SJC/Divulgação)
Plantas como samambaias, costelas-de-adão, jibóias e a espada de São Jorge são presença certa nas casas brasileiras. Além de trazerem vida e frescor aos ambientes, algumas ainda carregam significados: a Espada de São Jorge, por exemplo, é considerada um amuleto de proteção contra energias negativas e é frequentemente colocada na entrada da casa. O hábito de cultivar plantas conecta o lar à natureza e reforça o conceito de cuidado e bem-estar tão valorizado na cultura popular.
(Amazon/Divulgação)
Provavelmente o objeto mais democrático do mundo, a cadeira monobloc está presente em festas, almoços de família e encontros comunitários. Ela é símbolo de socialização, de improviso e de acessibilidade. Ter uma pilha de cadeiras dessas em casa é estar pronto para receber visitas a qualquer momento.
(FGameStore/Divulgação)
Clássicos da cozinha brasileira, os panos de prato estampados ou bordados são itens acessíveis e cheios de personalidade. Com flores, frutas ou frases divertidas, eles carregam um toque nostálgico e afetivo que atravessou gerações. Mais que utensílios, são pequenos detalhes que invadiram muitas casas e ajudam a transformar o cotidiano em algo acolhedor e cheio de memória.
(Antonow Brasil/Divulgação)
As panelas de ferro, herdadas da tradição portuguesa, são famosas por reterem o calor e durarem décadas. No interior, é comum que sejam passadas de geração para geração, carregando o “tempero” da família. Símbolo de comida caseira, elas lembram o feijão cozido lentamente no fogão a lenha.
(Ewel/Divulgação)
O bule esmaltado, com suas cores fortes, é outro clássico da cozinha. Ele era o centro do ritual do café passado na hora, feito com coador de pano. Sua presença remete ao som da chaleira no fogo e ao aroma de café fresco se espalhando pela casa — um dos cenários mais afetivos da vida doméstica.
(Rattan Shops/Divulgação)
A palhinha, feita de fibras naturais, tem origem colonial e já foi sinônimo de simplicidade. Hoje é um material valorizado em design de móveis e divisórias, mas nas casas populares sempre foi uma solução prática e barata para dar ventilação e leveza aos ambientes.
(Villa Rental/Divulgação)
A chita, tecido barato e colorido, foi amplamente usado no período colonial por escravizados e classes populares. Hoje é celebrada como símbolo de brasilidade, associada às festas juninas e à estética vibrante. Almofadas de chita trazem vida e autenticidade a qualquer espaço, lembrando inclusive as festas juninas e a cultura do interior.
(O Ponto das Telhas/Divulgação)
Inventados em Recife, na década de 1920, os cobogós são uma contribuição genuinamente brasileira à arquitetura. Criados para garantir ventilação e luz natural sem comprometer a privacidade, se tornaram marca das casas tropicais e hoje vivem um renascimento em projetos modernos.
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Feita de contas de madeira, plástico ou bambu, a cortina de porta é um ícone das casas brasileiras, especialmente nos anos 1970 e 1980. Além de funcionar como divisória e garantir um pouco de privacidade, ela filtra a luz, suaviza o vento e serve de barreira contra pequenos insetos. O som das contas ao balançar traz uma sensação nostálgica, evocando a simplicidade e o acolhimento da vida doméstica popular.
(Reprodução/Divulgação)
Produzidas desde meados de 1945, as louças Duralex são sinônimo de resistência — há quem brinque que “não quebram nunca”. Os copos de vidro colorido são quase onipresentes em escolas, bares e cozinhas brasileiras, trazendo uma memória coletiva de refeições simples e democráticas.
(Reprodução/Divulgação)
A jarra de abacaxi, geralmente feita de plástico colorido e com tampa, é um ícone nostálgico da cultura popular brasileira. Presente em almoços de domingo, festas de aniversário e reuniões de família, ela representa simplicidade, afeto e aquele charme kitsch que faz parte da memória coletiva. Popularizada em programas de TV como A Grande Família, a jarra é símbolo de convivência e da alegria de servir sucos e refrescos de forma descomplicada. Sua presença na cozinha ou na mesa remete imediatamente a momentos de união e acolhimento.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.