Nesta seleção de livros, cada mês do ano convida a atravessar fronteiras e descobrir novas culturas por meio de histórias marcantes da literatura mundial
Publicado em 19 de fev. de 2026, 9:00

(Pixabay/Divulgação)
Viajar sem sair de casa é um dos maiores poderes dos livros. Ao longo de um ano, é possível percorrer continentes, compreender contextos históricos distintos e mergulhar em narrativas que revelam identidades culturais diversas. A proposta aqui é simples: escolher 12 países e 12 livros, organizando uma leitura por mês para ampliar repertórios e experiências.
Mais do que entretenimento, esses livros oferecem janelas para diferentes realidades — da América Latina à África, da Ásia à Europa! A seguir, reunimos uma curadoria com autores consagrados e obras relevantes, capazes de apresentar múltiplas vozes ao redor do mundo.
Escrito por Pepetela, Mayombe retrata o cotidiano de guerrilheiros do MPLA durante a luta pela independência de Angola. Ambientado na floresta que dá nome ao romance, o livro explora conflitos ideológicos, étnicos e pessoais entre os combatentes. É um dos livros fundamentais para compreender a literatura angolana e os processos de libertação africanos.
Mayombe (Divulgação/Divulgação)
No romance de Carla Madeira, a história de um casal é atravessada por traição, culpa e desejo. A narrativa investiga as complexidades das relações humanas com linguagem intensa e sensível. Entre as obras brasileiras recentes de maior repercussão, destaca-se pela profundidade psicológica e pela reflexão sobre perdão e reconstrução.
Tudo é Rio (Divulgação/Divulgação)
No romance de estreia de Isabel Allende, acompanhamos a saga da família Trueba ao longo de décadas de transformações políticas no Chile. Entrelaçando realismo e elementos sobrenaturais, o livro aborda relações familiares, desigualdades sociais e o impacto das mudanças históricas.
A Casa dos Espíritos (Divulgação/Divulgação)
Resultado de relatos colhidos pela jornalista Xinran em um programa de rádio, o livro reúne histórias reais de mulheres chinesas ao longo do século XX. Entre traumas, silêncios e resistência, a obra revela experiências marcadas por transformações políticas e culturais. É um dos livros que ajudam a compreender a complexidade social da China contemporânea sob uma perspectiva feminina.
As Boas Mulheres da China, de Xinran. (Reprodução/Divulgação)
Publicado em 1967, Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, é um dos livros mais emblemáticos do realismo mágico latino-americano. A obra acompanha várias gerações da família Buendía na fictícia Macondo, misturando acontecimentos históricos, elementos fantásticos e reflexões sobre poder, solidão e destino. O romance constrói um panorama simbólico da história da América Latina, com linguagem rica e atmosfera mítica.
Cem anos de Solidão (Divulgação/Divulgação)
O filósofo Byung-Chul Han analisa, neste ensaio, os efeitos do excesso de desempenho e produtividade na sociedade contemporânea. Embora não seja um romance, está entre os livros mais influentes do pensamento atual. Han argumenta que vivemos em uma era marcada pela autoexploração, que leva ao esgotamento físico e mental, oferecendo reflexões sobre trabalho, tecnologia e subjetividade.
Sociedade do Cansaço (Divulgação/Divulgação)
Em Três, Valérie Perrin constrói a trajetória de três amigos que se conhecem na infância e mantêm laços ao longo da vida. Alternando tempos narrativos, o romance aborda amizade, escolhas e segredos. A obra combina suspense e emoção em uma narrativa envolvente.
Três (Divulgação/Divulgação)
No romance de Sally Rooney, acompanhamos a relação entre Marianne e Connell desde a adolescência até a vida universitária. A narrativa explora classe social, comunicação e vulnerabilidade emocional. Entre os livros irlandeses mais comentados, destaca-se pelo retrato sensível das relações afetivas contemporâneas.
Pessoas Normais (Divulgação/Divulgação)
Primeiro volume da tetralogia napolitana de Elena Ferrante, o romance acompanha a amizade entre Elena e Lila desde a infância em um bairro popular de Nápoles. Ao longo das décadas, a narrativa aborda desigualdade social, educação e construção da identidade feminina.
A Amiga Genial (Divulgação/Divulgação)
Escrito por Sayaka Murata, Querida Konbini apresenta a história de Keiko Furukura, mulher de 36 anos que trabalha há quase duas décadas em uma loja de conveniência em Tóquio. Considerada “estranha” pela sociedade, Keiko encontra na rotina da konbini uma forma de pertencimento. A obra discute normas sociais, expectativas de gênero e identidade.
Querida Konbini, de Sayaka Murata (Reprodução/Divulgação)
No romance, acompanhamos uma trama que mistura memória, tradição e elementos simbólicos, marca registrada do autor. Ambientada em Moçambique, a narrativa dialoga com a história recente do país e com as tensões entre passado e presente. Entre os livros de língua portuguesa mais relevantes da África, a obra evidencia a força poética de Mia Couto.
A Cegueira do Rio (Divulgação/Divulgação)
Em Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie narra a trajetória de Ifemelu, jovem nigeriana que se muda para os Estados Unidos para estudar. A partir de suas vivências, o romance aborda imigração, racismo, identidade e pertencimento.
Americanah (Divulgação/Divulgação)