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5 autores contemporâneos que prometem virar os "novos clássicos"

Conheça 5 autores contemporâneos cujas obras já conquistaram status de clássico na literatura atual e influenciam leitores no mundo todo

Por Chrys Hadrian

Publicado em 5 de fev. de 2026, 10:00

05 min de leitura
5 autores contemporâneos que prometem virar os "novos clássicos"

(Gulfer Ergin/Unsplash/Divulgação)

A literatura vive em constante transformação, mas alguns escritores conseguem atravessar as fronteiras do tempo ainda em vida. São nomes que, mesmo pertencendo à produção recente, já figuram em listas acadêmicas, clubes de leitura e prateleiras como se fossem parte de um cânone consolidado. Esses autores contemporâneos não apenas vendem milhões de exemplares, mas também influenciam gerações, pautam debates culturais e constroem narrativas que dialogam profundamente com o espírito do nosso tempo.

livro; leitura

livro; leitura (Sincerly Media/Unsplash/Divulgação)

Se antes eram necessárias décadas — ou até séculos — para que um escritor fosse considerado “clássico”, hoje vemos autores que, em poucos anos, alcançaram esse patamar simbólico. Suas obras são estudadas, adaptadas para o audiovisual, traduzidas para dezenas de idiomas e citadas como referência por outros escritores. A seguir, conheça cinco nomes da literatura atual que já parecem destinados à imortalidade literária.

Elena Ferrante


A amiga genial, de Elena Ferrante.

A amiga genial, de Elena Ferrante. (Reprodução/Divulgação)

O mistério em torno da identidade de Elena Ferrante só reforça a força de sua obra. A tetralogia napolitana, iniciada com A amiga genial, transformou a autora italiana em um fenômeno mundial.

Sua escrita delicada e brutal ao mesmo tempo, centrada na complexidade das relações femininas, aborda amizade, classe social, machismo e formação pessoal com uma profundidade que remete aos grandes romances do século XIX. Ferrante constrói personagens densas, falhas e absolutamente humanas, criando uma narrativa tão envolvente que já é tratada como leitura obrigatória em universidades e clubes literários ao redor do mundo.

Haruki Murakami


Kafka à Beira-Mar, de Haruki Murakami.

Kafka à Beira-Mar, de Haruki Murakami. (Reprodução/Divulgação)

Misturando realismo, surrealismo, cultura pop, solidão urbana e existencialismo, Haruki Murakami construiu uma assinatura literária inconfundível. Obras como Kafka à beira-mar e 1Q84 transportam o leitor para universos paralelos que parecem, paradoxalmente, muito próximos da realidade.

O autor japonês é constantemente cotado para o Nobel de Literatura e já se tornou referência quando se fala em narrativa contemporânea com elementos fantásticos e introspectivos. Sua capacidade de falar sobre o vazio, a memória e o inconsciente coletivo faz com que seus livros sejam revisitados como verdadeiros clássicos modernos.

Chimamanda Ngozi Adichie


Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie (Reprodução/Divulgação)

A escritora nigeriana se tornou uma das vozes mais potentes da literatura atual ao abordar temas como feminismo, identidade, colonialismo e racismo com elegância narrativa e profundidade política. Em obras como Americanah e Meio sol amarelo, Chimamanda cria histórias que cruzam experiências pessoais e contextos históricos, oferecendo ao leitor uma visão rica sobre diásporas, pertencimento e desigualdade.

Seu impacto ultrapassa a literatura: palestras, ensaios e discursos transformaram suas ideias em referências culturais globais, consolidando-a como uma autora que já ocupa lugar entre os grandes nomes da história literária.

Conceição Evaristo


Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo.

Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo. (Reprodução/Divulgação)

Uma das vozes mais importantes da literatura brasileira contemporânea, Conceição Evaristo constrói narrativas marcadas pela noção de “escrevivência” — termo criado pela própria autora para definir uma escrita que nasce das vivências e memórias da população negra no Brasil.

Em obras como Olhos d’água e Ponciá Vicêncio, ela aborda racismo, ancestralidade, desigualdade social e resistência com uma linguagem poética e profundamente humana. Sua produção já é amplamente estudada em universidades e reconhecida como essencial para compreender a literatura brasileira atual, ocupando um lugar que dialoga diretamente com o futuro cânone literário do país.

Sally Rooney


Pessoas normais, de Sally Rooney.

Pessoas normais, de Sally Rooney. (Reprodução/Divulgação)

Representante de uma geração que cresceu conectada, Sally Rooney captura com precisão as tensões emocionais, afetivas e sociais dos jovens adultos contemporâneos. Em romances como Pessoas normais e Conversas entre amigos, a autora irlandesa aborda temas como intimidade, classe social, comunicação e vulnerabilidade emocional com uma escrita direta, sensível e extremamente atual.

Sua capacidade de traduzir o espírito do tempo em histórias aparentemente simples, mas profundamente densas, já a coloca como uma das autoras mais estudadas e discutidas da literatura recente, com obras adaptadas para a televisão e presença constante em debates literários globais.



CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.