Confira 12 livros lançados em junho que passeiam entre romance, suspense, ficção científica e reflexões contemporâneas
Publicado em 1 de jun. de 2026, 11:30

Junho chegou com uma safra nova de leituras para todos os gostos. (Divulgação/Divulgação)
Junho chega com uma seleção de lançamentos literários que promete agradar leitores dos mais diversos gêneros. Entre romances introspectivos, thrillers eletrizantes, clássicos revisitados e obras de não ficção, o mês traz livros que discutem memória, amor, política, identidade e até os limites da própria realidade.
Muitos dos títulos são assinados por autores já consagrados internacionalmente, enquanto outros apresentam novas vozes que vêm conquistando espaço nas livrarias e nas redes sociais. A seguir, confira 12 lançamentos de livros em junho que merecem entrar na sua lista de leitura.
A vida invisível da sra. Orwell - Anna Funder. (Companhia das Letras/Divulgação)
Em “A vida invisível da sra. Orwell”, Anna Funder revisita a história de George Orwell a partir da figura frequentemente apagada de Eileen O’Shaughnessy, sua primeira esposa. Misturando pesquisa histórica, cartas, diários e trechos ficcionalizados, a autora constrói um ensaio sensível sobre os bastidores da criação literária e o trabalho invisível das mulheres. A obra também propõe uma reflexão contemporânea sobre casamento, autoria e desigualdade de gênero, revelando como muitas narrativas históricas foram construídas a partir de omissões.
Vertigem - Lela Brandão. (Editora Sextante/Divulgação)
Criadora do podcast “Gostosas também choram”, Lela Brandão estreia na literatura com um livro íntimo e reflexivo sobre exaustão, ansiedade e reconexão consigo mesma. Em “Vertigem”, a autora parte de experiências pessoais para discutir as pressões da vida contemporânea, especialmente sobre as mulheres, que vivem entre a busca por produtividade constante e o esgotamento emocional. O resultado é uma leitura honesta, marcada por questionamentos profundos sobre descanso, silêncio e presença.
Terra à deriva: Contos - Cixin Liu. (Suma/Divulgação)
Conhecido pela trilogia “O problema dos três corpos”, Cixin Liu retorna com uma coletânea de contos de ficção científica grandiosa e filosófica. Em “Terra à deriva”, o autor imagina futuros extremos em que a humanidade precisa lidar com catástrofes cósmicas, avanços tecnológicos colossais e dilemas existenciais. As histórias misturam rigor científico e emoção humana, explorando temas como sobrevivência, ambição e fragilidade diante da imensidão do universo.
Menino negro - Richard Wright. (Companhia das Letras/Divulgação)
Clássico da literatura autobiográfica norte-americana, “Menino negro” ganha nova edição ao revisitar a infância e juventude de Richard Wright no sul segregado dos Estados Unidos. O autor narra a fome, a violência racial e a exclusão social que marcaram sua trajetória, ao mesmo tempo em que descobre na leitura e na escrita uma possibilidade de liberdade. A obra continua atual ao evidenciar estruturas de desigualdade e racismo que ainda ecoam em diferentes sociedades.
Fim de partida - Samuel Beckett. (Companhia das Letras/Divulgação)
Uma das peças mais importantes de Samuel Beckett, “Fim de partida” retorna às livrarias reafirmando sua relevância para a dramaturgia moderna. Ambientada em um cenário sufocante e quase apocalíptico, a obra acompanha personagens presos em relações marcadas pela dependência, repetição e vazio existencial. Com humor ácido e diálogos absurdos, Beckett constrói uma reflexão sobre o fim, a solidão e a condição humana no pós-guerra.
Os que amam, odeiam - Silvina Ocampo e Adolfo Bioy Casares. (Companhia das Letras/Divulgação)
Escrito por Silvina Ocampo e Adolfo Bioy Casares, “Os que amam, odeiam” mistura suspense policial, ironia e tensão psicológica. A trama se passa em um hotel isolado à beira-mar, onde hóspedes ficam confinados após uma tempestade e precisam lidar com um assassinato e um desaparecimento misterioso. O romance explora paixões obsessivas, ressentimentos e segredos, enquanto mantém o leitor em constante suspeita sobre quem é o verdadeiro culpado.
A cidade e suas muralhas incertas - Haruki Murakami. (Alfaguara/Divulgação)
Em "A cidade e suas muralhas incertas" de Haruki Murakami, realidade e fantasia se misturam em uma narrativa melancólica sobre amor, memória e perda. O protagonista embarca em uma busca por uma cidade misteriosa descrita por sua antiga namorada, desaparecida anos antes. Entre bibliotecas silenciosas, unicórnios e mundos paralelos, Murakami constrói uma história contemplativa e simbólica, marcada pelo estilo onírico que tornou o autor japonês conhecido mundialmente.
Todas as mentiras - S. T. Abby. (Paralela/Divulgação)
“Todas as mentiras” aprofunda o suspense envolvendo Lana Myers e Logan Bennett em uma trama de perseguições, crimes e revelações. O livro mergulha no passado da protagonista para explicar os eventos traumáticos que moldaram sua personalidade, enquanto o FBI se aproxima cada vez mais da verdade. Com ritmo acelerado e tensão constante, o thriller explora os limites entre justiça, obsessão e vingança.
Ala D - Freida McFadden. (Editora Record/Divulgação)
Freida McFadden, autora conhecida por sucessos de suspense psicológico, apresenta em “Ala D” uma narrativa claustrofóbica ambientada em uma unidade psiquiátrica. A estudante de medicina Amy Brenner precisa enfrentar um plantão noturno cercado de traumas pessoais, pacientes perigosos e acontecimentos inexplicáveis. Conforme pessoas desaparecem e o isolamento aumenta, o livro cria uma atmosfera de paranoia e medo que prende o leitor até as últimas páginas.
Formas de narrar um corpo - Rita von Hunty. (Editora Planeta/Divulgação)
Entre teoria, autobiografia e crítica cultural, Rita von Hunty discute em “Formas de narrar um corpo” como determinados corpos são representados, silenciados ou autorizados socialmente. A autora aborda questões de gênero, sexualidade e poder de maneira acessível e provocativa, articulando referências da sociologia, psicanálise e literatura. O livro propõe uma reflexão sobre identidade e sobre quem ocupa os espaços de fala e conhecimento na sociedade contemporânea.
A Figura - Natalia Grecco. (Maquinaria Editorial/Divulgação)
Ambientado em Paranapiacaba, “A Figura” combina terror psicológico, trauma e mistério em uma atmosfera marcada pela neblina e pelo isolamento. A protagonista Cristina tenta lidar com dificuldades financeiras e lembranças dolorosas enquanto investiga acontecimentos estranhos ligados ao passado da melhor amiga. Natalia Grecco constrói uma narrativa inquietante sobre memória, loucura e percepção da realidade, explorando o medo tanto no ambiente quanto na mente humana.
O Trem da Meia-Noite - Matt Haig. ( Bertrand Brasil/Divulgação)
No mesmo universo de “A Biblioteca da Meia-Noite”, Matt Haig apresenta uma nova história sobre arrependimento, escolhas e segundas chances. Em “O Trem da Meia-Noite”, Wilbur recebe a oportunidade de revisitar momentos decisivos de sua vida e refletir sobre os caminhos que escolheu seguir. Misturando fantasia e emoção, o autor constrói uma narrativa sobre amor, culpa e o desejo universal de voltar ao passado para mudar aquilo que parecia definitivo.
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