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As tendências de morar que vão guiar os próximos anos

Moradias alternativas revelam como os novos jeitos de morar estão conectados a escolhas afetivas, econômicas e urbanas – conheça prós e contras!

Por Milena Garcia

Publicado em 11 de dez. de 2025, 11:00

08 min de leitura
Gabriela Casagrande - Tiny House. Projeto da CASACOR Paraná 2025.

Gabriela Casagrande - Tiny House. Projeto da CASACOR Paraná 2025. (Fabio Severo/CASACOR)

Os novos jeitos de morar estão transformando a relação dos brasileiros com suas casas e com a cidade. A convergência entre custo de vida, mobilidade, sustentabilidade e mudança de prioridades cria uma nova cartografia urbana, mais flexível e conectada ao estilo de vida contemporâneo. Uma nova pesquisa do Grupo Quinto Andar mostra que morar deixou de ser apenas ocupar um espaço e passou a refletir escolhas afetivas, financeiras e ambientais.

Ambientes compartilhados e bem planejados são o coração do co-living, promovendo interação e praticidade no dia a dia.

Ambientes compartilhados e bem planejados são o coração do co-living, promovendo interação e praticidade no dia a dia. (Vitacon/CASACOR)

Segundo o estudo “Retratos do Morar – Como vivem e sonham as gerações de brasileiros”, a abertura para experiências de moradia alternativa cresce entre as gerações mais jovens, especialmente X e Z, enquanto parte da população ainda demonstra resistência. Nesse cenário plural, quatro formatos ganham relevância: tiny houses, flex living, cohousing e coliving. Cada modelo revela nuances diferentes dos novos jeitos de morar, apontando tendências para os próximos anos. Exploramos cada um deles abaixo!

Tiny House: menos espaço, mais propósito


As tiny houses representam um dos novos jeitos de morar mais discutidos dos últimos anos. Com até 37 metros quadrados, elas priorizam um estilo de vida simples, sustentável e eficiente. O uso de móveis multifuncionais, soluções verticais de armazenamento e um desenho compacto ampliam a sensação de funcionalidade sem exigir grandes metragens.

Henrique Freneda - Casa Viva. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

Henrique Freneda - Casa Viva. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Roberta Gewehr/CASACOR)

De acordo com a pesquisa, 31% dos entrevistados se imaginam vivendo em uma tiny house, impulsionados pelo desejo de reduzir custos e adotar um ritmo de vida mais simples, sustentável ou minimalista. Para outros 17%, no entanto, a limitação de espaço é um impeditivo inegociável.

Flex Living: mobilidade como estilo de vida


O flex living surge como um formato que sintetiza a fluidez dos novos jeitos de morar. Baseado em moradias por assinatura, com unidades prontas para uso e contratos flexíveis, ele atende quem deseja circular entre cidades, encurtar processos burocráticos ou experimentar bairros diferentes sem grandes compromissos.

Amanda Xavier e Debora Borkoski - Casa Manacá. Projeto da CASACOR Paraná 2025.

Amanda Xavier e Debora Borkoski - Casa Manacá. Projeto da CASACOR Paraná 2025. (Matheus Procopio/CASACOR)

A pesquisa mostra que 25% dos brasileiros se imaginam morando nesse modelo, atraídos pela simplicidade e pela redução de custos. Os 21% que rejeitam a ideia mencionam desconfortos com regras internas ou responsabilidades compartilhadas. Ainda assim, a expansão desse tipo de moradia acompanha movimentos globais de nomadismo digital e de trabalho híbrido, aproximando a casa de experiências mais temporárias e dinâmicas.

Cohousing: comunidade como arquitetura


Entre todos os novos jeitos de morar, o cohousing é o que mais se ancora na vida comunitária. Os moradores mantêm casas privadas, mas compartilham áreas como jardins, hortas, cozinhas coletivas ou espaços de convivência. Além disso, participam de decisões conjuntas, criando uma dinâmica colaborativa que transforma a arquitetura em uma extensão da comunidade.

Caroline Feldman, Marcia Lenz e Kathy Cárdenas - In/Out: Espacio de conexión. Projeto da CASACOR Peru 2025.

Caroline Feldman, Marcia Lenz e Kathy Cárdenas - In/Out: Espacio de conexión. Projeto da CASACOR Peru 2025. (Renzo Rebagliati/CASACOR)

Mesmo assim, 38% dos entrevistados descartam totalmente essa forma de moradia, enquanto apenas 17% se imaginam nela. Os principais atrativos apontados são o apoio entre vizinhos e a possibilidade de dividir custos. Em contrapartida, a perda de privacidade e as regras coletivas ainda geram desconforto. Apesar disso, o cohousing ressurge no urbanismo contemporâneo como alternativa para envelhecer com qualidade, viver de forma mais sustentável e fortalecer redes de cuidado.

Coliving: experiências compartilhadas nas grandes cidades


O coliving também integra o conjunto de novos jeitos de morar, especialmente entre jovens adultos que buscam autonomia com custos controlados. Nesse formato, o morador tem um quarto individual — com ou sem banheiro privativo — enquanto cozinha, lavanderia e espaços de estar são compartilhados.

Empresas especializadas em co-living oferecem contratos flexíveis, com serviços como limpeza, internet e manutenção já inclusos.

Empresas especializadas em co-living oferecem contratos flexíveis, com serviços como limpeza, internet e manutenção já inclusos. (Vitacon/CASACOR)

Segundo a pesquisa, apenas 12% dos entrevistados consideram a possibilidade, enquanto 55% rejeitam. O modelo ecoa desafios semelhantes ao cohousing, como regras internas e divisão de rotinas, mas oferece vantagens importantes em grandes centros: localização estratégica, infraestrutura completa e mensalidades mais acessíveis. Seu crescimento acompanha a tendência global de “comunidades urbanas”, onde a convivência se torna parte do desenho arquitetônico.


CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.