Marco do Carnaval paulistano, o Sambódromo do Anhembi impressiona pela arquitetura, escala e histórias pouco conhecidas.
Publicado em 16 de fev. de 2026, 11:30

(José Cordeiro/SPTuris/CASACOR)
Poucos lugares traduzem tão bem a grandiosidade do Carnaval paulistano quanto o Sambódromo do Anhembi. Mais do que uma passarela para desfiles, o espaço é um marco da arquitetura brasileira contemporânea e um símbolo de potência cultural.
A seguir, reunimos curiosidades que revelam por que o Sambódromo é também um capítulo importante na história do urbanismo e do entretenimento no país.
O Sambódromo do Anhembi foi projetado por Oscar Niemeyer, um dos maiores nomes da arquitetura moderna mundial. Inaugurado em 1991, o espaço carrega as marcas registradas do arquiteto: monumentalidade, uso expressivo do concreto e linhas curvas que dialogam com a escala urbana.
Assim como no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, também concebido por Niemeyer, a proposta era criar uma “passarela do samba” definitiva — um palco arquitetônico à altura da cultura popular.
(Reprodução/CASACOR)
Embora popularmente conhecido como Sambódromo do Anhembi, o nome oficial do espaço é Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo. A homenagem é ao ator e comediante Grande Otelo, um dos maiores nomes do cinema e da cultura brasileira.
O apelido “Sambódromo” acabou prevalecendo pela força do evento que o consagrou: os desfiles das escolas de samba.
O Sambódromo do Anhembi pode receber até 103.200 pessoas em sua capacidade máxima — um número que impressiona quando comparado à população de cidades inteiras do interior paulista.
Para ter ideia da escala, esse público é maior ou equivalente à população de municípios como São João da Boa Vista, Amparo, Votuporanga e Itatiba. Em uma única noite de desfile, o Sambódromo pode concentrar o equivalente a uma cidade de porte pequeno/médio inteira reunida para assistir ao espetáculo.
(Prefeitura de São Paulo/SP/CASACOR)
Apesar de ser o principal palco dos desfiles das escolas de samba de São Paulo, o espaço também recebe shows, festivais, eventos esportivos e celebrações religiosas. Sua configuração linear e arquibancadas permanentes criam uma arena versátil, capaz de se adaptar a diferentes formatos.
Essa multifuncionalidade é um ponto interessante do ponto de vista arquitetônico: o projeto foi pensado para atender a demandas diversas, ampliando o uso do equipamento urbano ao longo do ano.
A passarela tem cerca de 530 metros de extensão, com arquibancadas fixas e camarotes distribuídos ao longo do percurso. Em noites de desfile, a lotação transforma o espaço em uma verdadeira cidade efêmera — onde cenografia, iluminação, figurino e arquitetura dialogam intensamente.
É nesse encontro entre espetáculo e concreto que o projeto ganha força: o vazio monumental da passarela se torna suporte para narrativas visuais grandiosas.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.