O casal formado por uma brasileira e um inglês pesquisou todo o litoral paulista até encontrar esta
casa de praia repleta de plantas de 220 m² na praia de Maresias, em São Sebastião. O pedido para o arquiteto
Ricardo Abreu, do elenco
CASACOR SP, foi claro: era preciso
trazer a mata nativa para dentro da casa. (André Mortatti/Divulgação)
"Curiosamente, o projeto original não permitia uma relação direta com a mata. As aberturas estavam voltadas apenas para os recuos laterais, e aos fundos, um telhado extremamente baixo com telhas cerâmicas impedia a vista da copa das árvores", conta o profissional.
(André Mortatti/Divulgação)
No piso térreo, todo o espaço foi integrado, criando uma sala ampla, iluminada e agora voltada para a exuberante vegetação nativa. "Removemos o telhado dos fundos e criamos uma grande varanda, com área gourmet e um SPA embaixo da copa das árvores", explica Ricardo.
(André Mortatti/Divulgação)
Todos os materiais empregados buscaram uma melhor proximidade com a natureza, com o uso de
pedras naturais, cerâmicas e ladrilhos hidráulicos. Nos pisos internos, o porcelanato provê praticidade e todas as
bancadas foram construídas com concreto e aplicação de cimento queimado para garantir um aspecto rústico, sem perder a contemporaneidade.
(André Mortatti/Divulgação)
Com a derrubada de paredes do térreo, novas vigas e pilares de estrutura metálica foram estrategicamente posicionados para sustentar o andar superior. O
lavabo e área de serviço foram para a frente da casa.
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A cor que predomina na casa é sem dúvidas o verde. Nas fachadas, marcenarias da cozinha, nos revestimentos cerâmicos do banheiro e nos ladrilhos hidráulicos, a cor predomina", conta o arquiteto.
(André Mortatti/Divulgação)
As plantas invadem o interior em composições escalonadas de
bromélias nativas, lírios, samambaias, pacovás e ficus.
Helicônias, marantas e outras herbáceas se misturam a
cactos mandacarus e frutíferas como o cajá-manga. Na área externa,
palmeiras cicas, ráfias, arecas e coqueiros reforçam a exuberância das árvores nativas.
(André Mortatti/Divulgação)
Na decoração há poucos elementos, predominando o artesanato brasileiro.
Luminárias de fibra de bananeira e cestarias fazem companhia a objetos adquiridos de artistas da região. No mobiliário, peças vintage garimpadas se mesclam com outras clássicas, como a cadeira Girafa da
Lina Bo Bardi.
(André Mortatti/Divulgação)
O tapete de fibra de sisal acolhe a área de convívio e reforça a simplicidade buscada no projeto. Na
cozinha, a mesa de jantar e os bancos vieram de Londres, peças que o casal carrega desde sua primeira morada na Inglaterra.