O projeto do escritório Romário Rodrigues Arquitetos – do elenco CASACOR São Paulo – envolveu a ampliação, a integração de ambientes e a redefinição dos interiores
Publicado em 20 de jan. de 2026, 18:00

Casa de 440 m² preza por convívio familiar com curadoria afetiva de peças (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
Localizada em Eusébio, no Ceará, esta casa de 440 m² assinada pelo escritório Romário Rodrigues Arquitetos (do elenco CASACOR São Paulo) passou por uma reforma completa para acomodar um casal jovem com quatro filhos. Com dois pavimentos e subsolo, o imóvel foi ampliado e reorganizado para privilegiar integração, circulação eficiente e espaços sociais que acompanham o ritmo da família.
Casa de 440 m² preza por convívio familiar com curadoria afetiva de peças (Leo Soares/CASACOR)
“O principal desafio foi criar uma nova proposta, em um imóvel existente, que equilibrasse a sofisticação estética com a funcionalidade exigida por uma família com quatro crianças”, explica o arquiteto Romário Rodrigues.
Casa de 440 m² preza por convívio familiar com curadoria afetiva de peças (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
A reestruturação priorizou ambientes comunicantes e uma área externa conectada ao interior. “A área externa ganhou protagonismo como verdadeiro espaço de convívio familiar, com deque e piscina que se integram visualmente à sala e à cozinha.”
Casa de 440 m² preza por convívio familiar com curadoria afetiva de peças (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
A paleta neutra — composta por cinzas, off-whites, marfim e tons terrosos — serve como base para a proposta. Associada a materiais como quartzito, madeira natural, muxarabi, pedras e metais escovados, ela reforça a sensação de continuidade, potencializada pelo porcelanato que percorre os ambientes. “Optamos por trabalhar com materiais nobres que aliam beleza e durabilidade”, comenta Romário.
Casa de 440 m² preza por convívio familiar com curadoria afetiva de peças (Denilson Machado/CASACOR)
Os objetos afetivos também desempenham papel central na ambientação. “A casa é repleta de objetos pessoais que contam a história da família. A estante da sala foi pensada como uma galeria de memórias, onde cada prateleira revela um fragmento da trajetória dos moradores”, afirma o arquiteto, destacando a intenção de unir praticidade ao caráter emocional do acervo.
Casa de 440 m² preza por convívio familiar com curadoria afetiva de peças (Leo Soares/CASACOR)
A curadoria de arte reforça essa narrativa, com obras de João Carlos Galvão, Jaildo Marinho e Cadeh Juaçaba na área social. Entre os móveis de destaque, aparecem o sofá Chapada, de Roberta Banqueri, em tom vinho, e a poltrona verde de Jader Almeida, além de peças de design distribuídas nos demais ambientes.




















