As saunas reaparecem no cotidiano como espaços de pausa e reconexão, integrando práticas antigas a novas formas de cuidado com o corpo e a mente
Publicado em 8 de abr. de 2026, 15:00

(Gabriela Daltro/Divulgação)
As saunas deixaram de ser vistas apenas como espaços pontuais de relaxamento e passaram a ocupar um lugar permanente nas rotinas de bem-estar. O que antes era associado a clubes ou spas hoje aparece integrado a projetos residenciais e a uma lógica mais ampla de autocuidado.
(Clay Banks/Unsplash/Divulgação)
Esse movimento não surge por acaso. Em um cenário marcado por excesso de estímulos e ritmo acelerado, práticas que convidam à desaceleração ganham um novo significado. Como uma prática que favorece a introspecção, a saunaterapia dialoga diretamente com uma busca contemporânea por equilíbrio.
A retomada das saunas revela a uma mudança de comportamento, especialmente entre a Geração Z. Os mais jovens têm ressignificado o conceito de bem-estar, priorizando experiências que envolvem presença, saúde mental e autocuidado.

Além disso, há uma dimensão estética (o famoso "aesthetic") que é essencial para essa geração. Projetos de saunas com design minimalista, materiais naturais e integração com áreas externas reforçam a experiência sensorial, onde o ambiente deixa de ser apenas funcional e passa a compor uma narrativa mais ampla.
(Lukas Kubica/Unsplash/Divulgação)
O uso das saunas envolve diferentes camadas de benefícios, que se manifestam tanto no corpo quanto na mente. O calor, o ambiente controlado e o tempo de permanência criam condições específicas que favorecem o relaxamento e a regeneração.
O calor das saunas contribui para o relaxamento da musculatura, ajudando a aliviar tensões acumuladas ao longo do dia. Esse efeito é especialmente percebido após atividades físicas ou longos períodos de esforço.
A exposição ao calor provoca a dilatação dos vasos sanguíneos, uma resposta natural do organismo, e aumenta a circulação sanguínea. Esse estímulo favorece a oxigenação dos tecidos e contribui para a recuperação muscular. Além disso, é o principal responsável pela sensação de leveza corporal.
As saunas também influenciam o estado mental, criando um ambiente propício à desaceleração. A ausência de estímulos externos e o calor constante favorecem um estado de relaxamento profundo.
Esse contexto pode contribuir para a redução do estresse e para momentos de introspecção. Dessa maneira, o tempo dentro da sauna se torna uma pausa consciente, que dialoga com práticas atuais de atenção plena.
Além disso, o suor intenso ajuda a eliminar impurezas, sendo frequentemente associado a uma sensação de limpeza e renovação.
Rosa Marimon- Espaço Bio, Sauna, SPA e banheiros, área adjacente à piscina repleta de memórias de celebrações animadas. (Lio Simas/Divulgação)
Apesar de seus inúmeros benefícios, a prática exige alguns cuidados para garantir uma experiência segura. Os principais são:
O tempo dentro das saunas deve ser controlado, geralmente entre 10 e 20 minutos por sessão. Permanências mais longas podem sobrecarregar o organismo, especialmente para quem está começando. Fazer pausas entre as sessões e observar a resposta do corpo ajuda a evitar desconfortos.
A hidratação também é um dos pontos mais importantes na saunaterapia. Como o corpo perde líquidos por meio do suor, é essencial ingerir água antes e após o uso das saunas. Esse cuidado ajuda a manter o equilíbrio do organismo e evita sintomas como tontura ou fadiga.
Pessoas com condições específicas, como problemas cardiovasculares ou pressão arterial desregulada, devem ter atenção redobrada ao utilizar saunas. Nesses casos, a orientação profissional é fundamental.
A saunaterapia pode ser integrada a outras práticas, como banhos frios, momentos de descanso ou rotinas de autocuidado. Essa combinação potencializa os efeitos e amplia a experiência.