Saiba se há riscos para o pet, quais cuidados são necessários e como garantir diversão e segurança em ambientes com água
Publicado em 22 de jan. de 2026, 19:00

murilo-viviani-rkkThs64v-A-unsplash (Murilo Viviani/Unsplash/Divulgação)
A convivência com pets faz parte da rotina de muitas famílias, e espaços de lazer como a piscina acabam despertando curiosidade e empolgação também em cães — e, em alguns casos, até em gatos. Ver o animal se refrescando pode parecer uma cena inofensiva e até divertida, especialmente nos dias mais quentes.
Cachorro na piscina; pet (Marcia Soligo/Unsplash/Divulgação)
No entanto, a relação entre pets na piscina exige atenção e informação. Nem todo animal sabe nadar, o contato frequente com produtos químicos pode causar problemas de saúde e o ambiente, se não for adaptado, pode representar riscos reais. Por isso, entender os cuidados necessários é essencial para garantir que a experiência seja segura, confortável e positiva tanto para o pet quanto para os tutores.
Existe um senso comum de que cães, por instinto, sabem nadar, mas isso não é totalmente verdade. Algumas raças têm mais facilidade, como labradores e golden retrievers, enquanto outras — especialmente as braquicefálicas, como pug e bulldog — podem ter dificuldade respiratória e menor flutuabilidade.
cachorro piscina; pet (Anthony Duran/Unsplash/Divulgação)
Outros fatores como idade, condicionamento físico e até experiências anteriores influenciam diretamente na relação do animal com a água. Gatos, por sua vez, geralmente não gostam de piscina e podem entrar em pânico se caírem acidentalmente. Por isso, nunca se deve presumir que o pet está seguro apenas por estar na água. A supervisão constante é indispensável, assim como a introdução gradual ao ambiente, sempre respeitando os limites do animal.
Outro ponto importante ao falar de pets na piscina é a qualidade da água. O cloro e outros produtos químicos usados para tratamento podem causar irritações na pele, nos olhos e nas mucosas dos animais, especialmente quando a exposição é frequente. Pets com dermatites, alergias ou feridas abertas são ainda mais sensíveis.
cachorro na piscina; pet (David Valentine/Unsplash/Divulgação)
Além disso, a ingestão da água da piscina — algo comum quando o animal está brincando — pode provocar problemas gastrointestinais, como vômitos e diarreia. Para reduzir esses riscos, o ideal é manter o equilíbrio químico da água sempre adequado, oferecer água limpa e fresca fora da piscina para evitar que o pet beba a água tratada e, após o uso, enxaguar o animal com água corrente para remover resíduos químicos do pelo e da pele.
A piscina deve ser pensada também do ponto de vista da segurança do pet. Um dos maiores riscos é o animal conseguir entrar na água, mas não conseguir sair. Bordas muito altas, escadas inadequadas ou ausência de rampas podem levar ao cansaço extremo e até ao afogamento. O ideal é instalar rampas ou degraus próprios para pets, com superfície antiderrapante, facilitando a saída de forma autônoma.
pet - cachorro - nadando (Freepik/Divulgação)
Cercas de proteção ao redor da piscina também são altamente recomendadas, principalmente em casas com animais curiosos ou filhotes. Independentemente da estrutura, a supervisão humana é fundamental: nunca deixe o pet sozinho na área da piscina, mesmo que ele já tenha contato frequente com água.
Os cuidados não terminam quando o pet sai da água. Secar bem o animal, principalmente orelhas e dobras da pele, ajuda a prevenir otites, fungos e infecções. Em cães de orelhas caídas, esse cuidado deve ser redobrado. A escovação após o banho também é importante para evitar nós e remover resíduos químicos que possam ter ficado presos ao pelo.
cachorro; pet (Freepik/Divulgação)
Observar o comportamento do pet nas horas seguintes é outro ponto essencial: sinais como coceira excessiva, vermelhidão nos olhos, apatia ou alterações gastrointestinais indicam que algo pode não ter feito bem. Nesses casos, a orientação de um médico veterinário é sempre o melhor caminho.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.