Adote o estilo low profile com hábitos que ajudam a desacelerar e se desconectar das telas no dia a dia. Veja 6 ideias para transformar sua rotina
Publicado em 17 de jul. de 2025, 14:00

Projeto de Beatriz Quinelato. (Rafael Renzo)
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A arquitetura e o design também acompanham esse movimento, com espaços mais introspectivos, materiais naturais e ambientes que convidam à pausa. Mas, antes de mudar o espaço físico, é preciso mudar a forma de viver. A seguir, listamos 6 hábitos simples que ajudam a cultivar um estilo low profile e a se afastar, aos poucos, das telas.
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O modo como iniciamos o dia impacta profundamente nosso ritmo e nosso foco. Um hábito comum — mas prejudicial — é já pegar o celular ao acordar, conferindo mensagens, e-mails ou redes sociais. Isso nos coloca instantaneamente em estado de alerta e desconexão do presente.
Em vez disso, experimente iniciar a manhã com uma respiração profunda, alongamento, leitura ou até alguns minutos de silêncio. Esse pequeno gesto ajuda a ancorar sua atenção no que realmente importa e reduz o consumo digital logo nas primeiras horas.
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O ócio não é perda de tempo — pelo contrário. Reservar momentos do dia para simplesmente não fazer nada ou deixar a mente divagar sem estímulos digitais é um ato poderoso. É nesse espaço que surgem ideias, reflexões e insights criativos.
Criar uma rotina com pausas intencionais, como uma caminhada, um banho sem pressa ou até observar a paisagem da janela, fortalece a conexão consigo mesmo e alimenta o repertório interno, longe do bombardeio das redes.
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Estar sempre disponível gera ansiedade e fragmenta o foco. Um passo importante rumo ao estilo low profile é assumir o controle da sua relação com a tecnologia. Desative notificações não urgentes, silencie grupos e limite o tempo de uso dos aplicativos.
Estabelecer janelas específicas do dia para responder mensagens ou checar e-mails ajuda a manter a produtividade e protege sua atenção. Assim, as telas deixam de ser uma extensão automática do corpo para se tornarem ferramentas usadas com intenção.
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Em tempos de hiperconectividade, retomar práticas manuais e sensoriais é uma maneira eficaz de equilibrar a rotina. Atividades como cerâmica, desenho, jardinagem, tricô ou escrita à mão reconectam o corpo e a mente com o tempo real e com os próprios sentidos.
Além de relaxar, esses hobbies criam um espaço de expressão íntima que não precisa ser compartilhado nas redes. Eles também alimentam o repertório estético e fortalecem a autonomia criativa.
Apartamento de arquiteta Bárbara Dundes em São Paulo. (Fran Parente/Divulgação)
O espaço onde vivemos influencia diretamente nosso comportamento. Por isso, ambientes organizados, silenciosos e com menos estímulos visuais facilitam a desaceleração. Aposte em uma decoração com poucos objetos, cores neutras e elementos naturais, como madeira, cerâmica, tecidos de algodão e iluminação indireta.
Também vale reservar um canto da casa para atividades offline: pode ser um cantinho de leitura, uma poltrona confortável para meditar ou uma mesa só para desenhar e escrever. Pequenas mudanças espaciais ajudam a materializar o estilo low profile no dia a dia.
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Nem todo conteúdo digital é prejudicial — o problema está na quantidade, na frequência e na falta de critério com o que se consome. Praticar um uso mais consciente da internet significa escolher melhor o que você lê, vê e ouve, evitando o fluxo automático de rolagens infinitas.
Assinar uma newsletter que você realmente lê, ouvir um podcast que estimula reflexões ou assistir a um documentário com calma são formas de desacelerar sem se desconectar totalmente. O segredo está na intenção: consumir menos, mas com mais profundidade.
O slow living é um desdobramento natural da busca por um estilo low profile. Enquanto este propõe uma vida com menos exposição e ruído digital, o slow living convida a desacelerar em todas as esferas: trabalho, alimentação, lazer, relações e até a maneira como se consome e decora a casa. Essa filosofia valoriza a presença, o cuidado e a atenção plena em cada gesto cotidiano.
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Na arquitetura e no design, esse movimento se traduz em espaços que acolhem o silêncio, o descanso e o tempo natural das coisas. Materiais orgânicos, iluminação suave, texturas confortáveis e a valorização do feito à mão são marcas desse estilo. Mas, mais do que estética, trata-se de uma escolha de ritmo — e alguns pequenos passos podem ajudar a começar essa transformação:
Valorize a rotina: encontre beleza nas tarefas simples do dia a dia, como preparar o café da manhã com calma ou organizar seus livros.
Reveja suas prioridades: reserve tempo para o que realmente importa, sem sobrecarregar a agenda com compromissos desnecessários.
Consuma com consciência: prefira produtos duráveis, feitos localmente e com propósito, em vez de compras por impulso.
Desconecte-se regularmente: pratique momentos de silêncio digital, como um domingo offline ou uma noite sem telas.
Crie rituais pessoais: pequenas práticas como acender uma vela, ouvir música tranquila ou escrever à mão ajudam a marcar o tempo com significado.
Aprecie o tempo natural: observe o pôr do sol, escute a chuva ou caminhe sem pressa — reconectar-se com o ritmo da natureza é um antídoto para a correria.
Adotar o slow living não significa rejeitar a tecnologia ou abandonar responsabilidades, mas sim escolher um modo de vida mais consciente, gentil e equilibrado — onde o tempo deixa de ser inimigo e passa a ser aliado.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.