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Arte

O que não perder na SP-Arte 2026: novidades e destaques da feira

De 8 a 12 de abril, a SP-Arte reúne 180 expositores e apresenta novos setores, mostras e instalações dedicadas à arte e ao design contemporâneo

Por Milena Garcia

Publicado em 25 de mar. de 2026, 18:23

08 min de leitura
SP-Arte 2026

SP-Arte 2026 (Divulgação/Divulgação)

A SP-Arte 2026 ocorre entre os dias 8 e 12 de abril, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Em sua 22ª edição, a feira reúne cerca de 180 expositores, entre galerias nacionais e internacionais, consolidando-se como um dos principais encontros de arte e design da América Latina.

SJ Continuidades

SJ Continuidades (Divulgação/Divulgação)

Além da programação já conhecida, a edição deste ano incorpora novos recortes e amplia áreas expositivas. Nesse contexto, a criação do setor Design NOW, dedicado à produção contemporânea, indica um interesse crescente em aproximar diferentes linguagens e processos dentro do mesmo circuito. A seguir, destacamos o que não dá para perder na visita à feira.

Novidades da SP-Arte 2026


Entre as atualizações da SP-Arte, está a retomada do setor Showcase, que reúne galerias internacionais estreantes ou que não participaram das últimas edições. O espaço amplia o repertório com representantes de países como Argentina (Ruth Benzacar e Pasto), Portugal (Kubik e Foco), Peru (Crisis) e México (Curro).

SP-Arte 2026

SP-Arte 2026 (Divulgação/Divulgação)

O terceiro andar do pavilhão foi expandido e passa a concentrar diferentes experiências. Além do Palco SP-Arte, com debates sobre mercado e colecionismo, o espaço inclui áreas de convivência, estandes institucionais, livraria, restaurante e o novo setor Design NOW. No segundo andar, a Arena Iguatemi segue com encontros entre artistas e curadores, enquanto outros espaços recebem conversas com profissionais de diferentes áreas.

Destaques entre as galerias e exposições da SP-Arte


Existe uma Árvore

Com curadoria de Livia Debbane, a mostra “Existe uma árvore” parte de um princípio direto: antes do objeto, existe a matéria-prima. A exposição propõe revisitar o design brasileiro a partir das espécies nativas e de sua relação com o território.

Existe uma Árvore

Existe uma Árvore. (Divulgação/Divulgação)

As peças selecionadas articulam temas como manejo, diversidade e regeneração, conectando diferentes momentos da produção nacional. Nomes como Sergio Rodrigues, Lina Bo Bardi, Joaquim Tenreiro, Jorge Zalszupin, Zanine Caldas e Carlos Motta compõem o percurso.

Fahrer

O estúdio Fahrer apresenta uma instalação que transforma seu estande em uma paisagem inspirada na Serra da Mantiqueira. Desenvolvido em parceria com a Punto & Filo e o paisagista Marcelo Faisal, o projeto propõe um diálogo entre mobiliário, natureza e superfícies têxteis.

Fahrer

Fahrer (Max Fahrer/Divulgação)

As peças em madeira curvada se integram ao espaço, enquanto o paisagismo organiza o ambiente em diferentes tons de verde. As tapeçarias, produzidas com nylon reciclado, reforçam a relação entre materialidade e sustentabilidade em uma proposta imersiva.

Jader Almeida

Jader Almeida apresenta uma exposição dedicada à coleção Memory, que completa dez anos. A mostra revisita as luminárias com novos acabamentos e composições, propondo uma leitura atualizada das peças.

Croqui da exposição de Jader Almeida

Croqui da exposição de Jader Almeida (JADERALMEIDA/Divulgação)

A expografia organiza o percurso a partir de luz, escala e repetição, evidenciando o desenvolvimento da coleção ao longo do tempo. O conjunto reforça uma abordagem marcada pela precisão formal e pela atenção aos detalhes.

Estúdio LinBrasil

O Estúdio LinBrasil apresenta o relançamento de peças de Sergio Rodrigues na ala de design da feira. São seis criações que retomam projetos desenvolvidos entre as décadas de 1950 e 1960.

Sergio Rodrigues by LinBrasil

Sergio Rodrigues by LinBrasil. (Divulgação/Divulgação)

Entre elas, está a cadeira Paiol, um dos últimos desenhos do designer. A iniciativa reintroduz essas peças no contexto contemporâneo, destacando sua relevância histórica e permanência no repertório atual.

Lilian Malta

Em sua primeira participação, Lilian Malta apresenta obras das séries Conchas e Ninhos. Produzidas em porcelana Bone China, as peças exploram a relação entre forma, natureza e transformação.

Lilian Malta

Lilian Malta (Will Carvalho/Divulgação)

Um móbile inédito e uma videoinstalação ampliam a leitura da série Conchas. Enquanto isso, a série Ninhos, iniciada recentemente, aborda a ideia de abrigo a partir de estruturas que combinam materiais naturais e elementos produzidos manualmente.

Roca


A Roca apresenta a exposição “ENCANTADAS” no São Paulo Gallery, reunindo cerca de 50 obras em cerâmica produzidas por mulheres da etnia Jenipapo Kanindé, do Ceará. A mostra parte de técnicas tradicionais e incorpora impressões botânicas.

Exposição “Encantadas”

Exposição “Encantadas” (Gentil Barreira/Divulgação)

Parte das peças passa por queima em forno industrial, aproximando processos artesanais e tecnologia. O conjunto evidencia a relação entre território, materialidade e saberes ancestrais.

Serviço SP-Arte 2026


  • Data: 8 a 12 de abril de 2026

  • Local: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera (portão 3) – São Paulo

  • Ingressos: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada)

  • Mais informações: https://www.sp-arte.com/