Após décadas de mistério, investigação Reuters associa obras de Banksy a homem britânico de 51 anos; advogado nega identidade
Publicado em 19 de mar. de 2026, 15:26

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Um dos maiores mistérios da mundo da arte contemporânea foi, supostamente, desvendado pela agências de notícias Reuters: a verdadeira identidade do artista Banksy! A investigação conduzida pelos repórteres Simon Gardner, James Pearson e Blake Morrison aponta que o homem por trás das famosas intervenções urbanas é Robin Gunningham – um britânico com cerca de 51 anos que teria mudado sua documentação em 2008, passando a usar o nome David Jones.
(Miguel Discart/Wikimedia Commons/Divulgação)
Banksy construiu uma trajetória marcada por trabalhos em grafite, stencil e instalações em muros, pontes e espaços públicos. Suas artes sempre carregaram forte carga simbólica, com temáticas relacionadas à críticas ao poder, guerras, desigualdade social e consumo. Por esses motivos, o britânico prezou pelo anonimato – assim, evitando ameaças a sua segurança e possíveis complicações na justiça.
Segundo a Reuters, a associação de Robin Gunningham ao artista se deu após o cruzamento de documentos, registros policiais e padrões de deslocamento. No entanto, as desconfianças sobre a possível identidade de Banksy já existem há décadas.
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Um episódio marcante seria quando Gunningham foi preso após fazer intervenções visuais em um outdoor da marca Marc Jacobs durante a Semana de Moda de Nova York, em 2000 – as quais apresentavam grande semelhança à proposta de Banksy. Na época, o homem teria sido liberado após pagamento de fiança.
Anos mais tarde, o britânico supostamente realizou um processo formal para a alteração de sua identidade de David Jones. Dessa maneira, pôde seguir com seu trabalho e realizar viagens pelo mundo sem levantar suspeitas.
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Os representantes legais de Banksy negam as informações divulgadas pela Reuters. “[O anonimato] protege a liberdade de expressão ao permitir que criadores falem a verdade ao poder sem medo de retaliação, censura ou perseguição — especialmente ao abordar questões sensíveis como política, religião ou justiça social”, afirmou o advogado Mark Stephens em nota.
O anonimato sempre foi um dos pilares do trabalho de Banksy. Desde o início da carreira, o artista adotou diversas táticas para evitar a exposição. Entre elas, o uso de pseudônimos, a execução de obras durante a madrugada e a escolha de locais públicos sem prévia autorização.
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Para especialistas, o mistério é mais do que uma estratégia de proteção contra implicações legais e pressões políticas. É também uma forma de reforçar o impacto conceitual de suas obras – impulsionando o valor de mercado em galerias e leilões!