Na última quinta-feira (5), a exposição Ecos Armoriais – apresentada na CASACOR São Paulo 2024 – chegou ao Lar Center, shopping especializado em arquitetura e decoração localizado na zona norte de São Paulo. Com curadoria de Rodrigo Ambrósio e
Pedro Ariel Santana, a mostra exalta a cultura popular nordestina e, especialmente nesta nova temporada, celebra a memória de J. Borges, xilogravurista pernambucano falecido em julho deste ano. Além das xilogravuras presentes na cômoda exposta em
CASACOR, os curadores acrescentaram outras
10 obras de J. Borges para representar o artista nesta nova seleção. "Nós resolvemos fazer uma homenagem ao J. Borges, que fazia não só xilogravuras, como também a própria literatura de cordel,
a base do movimento armorial", afirma Pedro Ariel.
(Adriana Barbosa/CASACOR)
O chamado Movimento Armorial, fundado por Ariano Suassuna na década de 1970, reuniu artistas e intelectuais do nordeste brasileiro que acreditavam na possibilidade de criar uma arte erudita com raízes nas tradições populares do país. Principalmente a partir da literatura de cordel, o movimento foi responsável por difundir as produções culturais nordestinas no imaginário nacional. "Essa exposição surge de um desejo de reunir artistas que beberam na fonte armorial, mas também temos obras de grandes mestres e de seu fundador, Ariano Suassuna. O visitante encontra murais, peças de design, obras de arte, literatura, música e esculturas. É
uma verdadeira imersão pelo o que foi e o que é a
essência do armorial", detalha Pedro.
(Adriana Barbosa/CASACOR)
Quem são os artistas que ecoam o Armorial?
Para manter viva a chama do Movimento Armorial, Pedro e Rodrigo apresentaram na exposição artistas nordestinos que, por meio de suas respectivas obras, reverberam o legado da corrente inaugurada por Suassuna. Os curadores conseguiram trazer para a mostra no Lar Center 23 das 25 obras originais exibidas na última edição da CASACOR São Paulo. (Adriana Barbosa/CASACOR)
Podem ser vistos na mostra trabalhos de
Joana Lira e seu conterrâneo
Derlon, artistas visuais pernambucanos que assinam os
murais no espaço. O cearense
Iury Simões espalha pelas paredes da exposição figuras clássicas como a mulher, o padre, o diabo, a besta-fera.
(Adriana Barbosa/CASACOR)