As obras do sul-coreano questionam o espaço, a ocupação e a permanência
Publicado em 19 de jan. de 2018, 14:33

(Reprodução Designboom)




Em escala real, feita em tecido transparente, essa casa de três andares é uma representação de lar. Na camada mais externa está a primeira residência que Suh ocupou em Rhode Island, assim que chegou aos Estados Unidos. Embaixo dela, está a “casa de Seoul”, um modelo de construção tradicional na Coreia, na qual o artista cresceu. A sobreposição dos espaços coincide com a sobreposição e fusão dos sentimentos e identidade.
Apartment A, unit 2, corridor and staircase, 348 west 22nd street, New York, NY 10011, USA




Explorando mais uma vez o conceito de lar, Suh constrói, em tecido transparente, aquele que parece representar, de certa forma, a maioria dos apartamentos pequenos de Nova Iorque. Nesse delicado imóvel incrivelmente detalhado a sensação que se tem é de estar em casa, contudo, a rigidez e a solidez dos materiais que compõe a casa estão ausentes, substituídos por um nylon que oscila ao toque. Será o lar algo mais etéreo do que o concreto?
Floor (Chão)



Uma grande plataforma coberta com uma grossa camada de vidro é o “chão” que o visitante pisa. Ao olhar mais de perto, porém, percebe-se que todo o peso está apoiado em pequenas figuras humanas de PVC de diversas cores. Essa obra de tom mais severo e social de Suh pode levantar questões sobre a tomada massacrante do espaço e o custo da permanência (milhares se esforçam para um ficar em pé).