Estrutura de tecido que recebe os visitantes foi desenvolvida por Anonima Arquitetura para fazer a interface entre a mostra paulistana e o Pq. da Água Branca
Publicado em 27 de mai. de 2025, 14:24

AB_00021 (Adriana Barbosa/CASACOR)
“Tudo que eu faço sempre traz uma referência a Lina Bo Bardi”, afirma a arquiteta Victoria Braga, fundadora e diretora criativa da Anonima Arquitetura, sobre a inspiração para a cenografia da edição paulistana. Com forte apelo conceitual, a intervenção estabelece o primeiro contato do visitante com a mostra e pode ser apreciada à distância também por aqueles que estão só de passagem. “Quis abrir as cortinas da CASACOR para o Parque da Água Branca e vice-versa”, explica.

A ideia chama a atenção pela simplicidade ao conjugar uma extensa estrutura componível de andaimes, cada um com 3 x 0,70 m e 2,50 m de altura, a duas camadas de tecido: a interna, tensionada, e a externa, esvoaçante – daí a comparação com uma cortina.
Cenografia CASACOR São Paulo 2025 (Mario Daloia/CASACOR)
(Adriana Barbosa/CASACOR)
(Adriana Barbosa/CASACOR)
Cenografia CASACOR São Paulo 2025 (Mario Daloia/CASACOR)
A armação funciona como paisagem e delimita o perímetro da CASACOR ao longo de 400 m de extensão. “Empregamos um material modular, flexível, desmontável e útil desde o início. Primeiro, ele teve a função de fechar o espaço para a montagem da mostra, que, assim, abriu mão de tapumes descartáveis”, explica a arquiteta, para quem a preocupação com volume de resíduos é um ponto inegociável. “O andaime é a estrutura mais reutilizada do mundo. Ele é alugado, ou seja, já foi usado em vários lugares. E, depois, vai servir em muitas obras ainda”, argumenta.
(Adriana Barbosa/CASACOR)
Cenografia CASACOR São Paulo 2025 (Mario Daloia/CASACOR)
A delicadeza dá o tom também nas cores escolhidas para o tecido: o amarelo mimetiza as fachadas históricas; o verde como continuidade da vegetação do parque; enquanto o prateado (nos fundos dos edifícios) reflete a água do lago.
(Adriana Barbosa/CASACOR)
(Adriana Barbosa/CASACOR)