Conheça 6 artistas que revolucionaram a colagem na arte, inspirando novas técnicas, expressões e possibilidades criativas
Publicado em 26 de mar. de 2026, 9:30

Hannah Höch, Modenschau (Desfile de Moda), obra de colagem realizada no início do século XX. (Art History Project/Divulgação)
As colagens ocupam um lugar singular na história da arte por sua capacidade de transformar o ordinário em algo extraordinário. A partir da justaposição de diferentes materiais — como papéis, tecidos, fotografias e até objetos encontrados — essa técnica convida o olhar a reconstruir significados.
Colagem: Recortes e sobreposições que dão vida a novas narrativas visuais. (MOCA Toronto/Divulgação)
Mais do que um recurso estético, as colagens revelam um modo de pensar fragmentado, sensível ao acaso e aberto à experimentação. Ao longo do tempo, diversos artistas exploraram esse método como linguagem principal, ampliando suas possibilidades e aproximando a arte do cotidiano.
A seguir, conheça seis nomes que revolucionaram o uso das colagens, criando obras que seguem influentes até hoje.
Pablo Picasso, Women at Their Toilette, colagem produzida entre o inverno de 1937 e 1938. (Cortesia do Cleveland Museum of Art/Divulgação)
Considerado um dos pioneiros das colagens na arte moderna, Pablo Picasso incorporou a técnica ao movimento cubista no início do século XX. Ao colar pedaços de jornal, papel de parede e outros materiais em suas pinturas, ele rompeu com a representação tradicional e introduziu uma nova forma de construção visual.
Suas colagens ampliaram o conceito de pintura ao integrar elementos do mundo real diretamente na obra, criando composições que desafiavam a percepção e redefiniam os limites entre arte e vida.
Colagem (TheCollector/Divulgação)
Figura central do movimento dadaísta, Hannah Höch levou as colagens a um território político e crítico. Suas obras utilizavam fotomontagens — uma vertente da colagem feita com imagens fotográficas — para questionar padrões de gênero, cultura e poder na sociedade alemã do início do século XX.
Ao reorganizar imagens da mídia e da publicidade, Höch criava composições provocativas que desafiavam normas sociais e revelavam as contradições do seu tempo.
Kurt Schwitters, En Morn, colagem de 1947. (Centre Pompidou/Divulgação)
Kurt Schwitters expandiu o conceito de colagem ao incorporar materiais descartados, como bilhetes, embalagens e detritos urbanos. Seu trabalho, que ele chamou de “Merz”, transformava restos do cotidiano em composições poéticas e abstratas.
Ao valorizar o que era considerado lixo, Schwitters não apenas inovou tecnicamente, mas também trouxe uma nova sensibilidade à arte, mostrando que qualquer fragmento pode carregar significado.
Henri Matisse, The Knife Thrower (Le Lanceur de couteaux), colagem da série Jazz, produzida entre 1943 e 1947. (MoMA/Divulgação)
Já em uma fase tardia de sua carreira, Henri Matisse reinventou sua produção artística por meio das colagens com recortes de papel colorido, conhecidas como “cut-outs”.
Limitado fisicamente, ele passou a “desenhar com a tesoura”, criando formas orgânicas e vibrantes que exploravam cor e movimento de maneira inédita. Suas obras demonstram como as colagens podem ser também um exercício de liberdade e síntese visual.
Romare Bearden, La Primavera, colagem de 1967. (Frye Art Museum/Divulgação)
Romare Bearden utilizou as colagens para narrar experiências da cultura afro-americana, combinando fotografias, pinturas e texturas em composições ricas em significado.
Suas obras retratam cenas do cotidiano, música, espiritualidade e memória coletiva, criando uma estética única que mistura tradição e modernidade. Bearden mostrou como as colagens podem ser uma poderosa ferramenta de expressão identitária.
Vik Muniz, *Siesta, after Bonnard (Siesta, após Bonnard)*, colagem da série *Pictures of Magazines 2*, criada em 2011. (Vik Muniz/Divulgação)
O brasileiro Vik Muniz leva a ideia de colagem para além do papel ao criar imagens com materiais inusitados, como açúcar, lixo e chocolate, que depois são fotografadas.
Seu trabalho dialoga com temas sociais e ambientais, ao mesmo tempo em que questiona a percepção da imagem e o valor dos materiais. Ao transformar elementos simples em obras sofisticadas, Muniz reafirma a potência criativa das colagens na arte contemporânea.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.