O festival no deserto da Califórnia prova que a experiência de imersão vai muito além da música
Publicado em 15 de abr. de 2026, 11:27

Maze, por Sabine Marcelis. (Lance Gerber/Coachella/CASACOR)
O Coachella é mundialmente reconhecido por seus line-ups aguardados com as maiores estrelas da música, mas o festival vai muito além da música. Além de ponto de encontro de celebridades, influencers e marcas, em 2026, o Coachella reforça ainda uma outra vocação: a de criar cenários imersivos para os fãs de música. As instalações de arte deste ano transformam o deserto da Califórnia em um verdadeiro playground, que parece saído de um cenário de sonho.
Maze, por Sabine Marcelis. (Lance Gerber/Coachella/CASACOR)
As instalações de arte imersivas convidam a entrar, descansar e, claro, fotografar. Entre sombras bem-vindas e jogos de luz que mudam ao longo do dia, tudo parece pensado para provocar reações e não passar despercebido. A seguir, conheça as principais instalações de arte do Coachella 2026!
Maze, por Sabine Marcelis. (Lance Gerber/Coachella/CASACOR)
Um dos hits da edição é o Maze, da designer Sabine Marcelis. Imagine um labirinto inflável gigante, com paredes translúcidas que vão do amarelo suave ao vermelho intenso, como um pôr do sol em versão imersiva.
Maze, por Sabine Marcelis. (Lance Gerber/Coachella/CASACOR)
Durante o dia, o espaço funciona quase como um refúgio: fresco, silencioso e cheio de cantinhos para desacelerar. À noite, tudo muda — a estrutura se ilumina e vira um cenário etéreo, daqueles que fazem qualquer caminhada parecer mágica.
Starry Eyes, por Kyriakos Chatziparaskevas. (Lance Gerber/Coachella/CASACOR)
Outro ponto que chama atenção são as torres Starry Eyes, do arquiteto Kyriakos Chatziparaskevas. Altas, geométricas e inspiradas nos cactos da região, elas funcionam como pequenos mirantes no meio do deserto.
Starry Eyes, por Kyriakos Chatziparaskevas. (Lance Gerber/Coachella/CASACOR)
Ao entrar, o visitante encontra aberturas em forma de estrela que enquadram o céu. É o tipo de lugar que pede uma pausa mais longa, nem que seja só para observar a luz mudar. Quando anoitece, as torres se iluminam como lanternas espalhadas pela paisagem.
Visage Brut, por Los Angeles Design Group. (Lance Gerber/Coachella/CASACOR)
Já a instalação Visage Brut, do Los Angeles Design Group, traz uma presença mais gráfica ao festival. Composta por módulos empilhados, ela lembra um grande totem contemporâneo — ao mesmo tempo industrial e quase humano.
Visage Brut, por Los Angeles Design Group. (Lance Gerber/Coachella/CASACOR)
Dependendo da hora do dia, a obra muda completamente: ora mais sólida e silenciosa, ora cheia de recortes de luz e sombra.
Network Operations, por Dedo Vabo. (Lance Gerber/Coachella/CASACOR)
Entre os artistas que retornam ao Coachella, a dupla Dedo Vabo apresenta Network Operations. Aqui, a proposta é inusitada: um complexo de transmissão de três andares, cheio de antenas, torres vermelhas e salas de vidro onde hipopótamos — sim, hipopótamos — comandam sua própria central de mídia.
Network Operations, por Dedo Vabo. (Lance Gerber/Coachella/CASACOR)
Lá dentro, tudo acontece ao mesmo tempo: jornais sendo impressos, rádios no ar com DJs animados e até um hipopótamo solitário girando uma enorme roda, como se fosse o coração energético da operação. O resultado é caótico, divertido e levemente ácido — uma espécie de espelho exagerado do nosso mundo hiperconectado.