Preservadas como museus, essas casas de artistas refletem sua genialidade e reúnem suas histórias , inspirações e intimidades
Publicado em 31 de dez. de 1900, 20:59

Casa de Salvador Dalí, à beira-mar na Costa Brava, na Espanha. (Divulgação/Divulgação)
Explorar a casa de um artista é mergulhar em seu universo particular. Mais do que simples residências, esses espaços são testemunhos da vida e da obra de grandes nomes da cultura. Algumas dessas casas foram transformadas em museus e hoje oferecem ao público a oportunidade de conhecer de perto os objetos, os cenários e as atmosferas que moldaram a criatividade desses mestres. Selecionamos sete casas icônicas ao redor do mundo:
(Divulgação/Divulgação)
Localizada no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, essa casa foi o lar do casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai por mais de 40 anos. Transformada em memorial, o espaço apresenta ambientes preservados com objetos pessoais, cartas, roupas, fotografias e vídeos que retratam a intimidade do casal. Há também um jardim com cinzas de ambos, além de uma completa programação cultural. A casa é interativa e oferece uma experiência sensorial sobre o universo literário e afetivo dos dois autores.
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O centro cultural que leva o nome do escritor Jorge Amado, localizada no Pelourinho, em Salvador, preserva seus manuscritos, fotografias, prêmios e objetos pessoais. Além de contar a história do autor de Gabriela, Cravo e Canela, o espaço abriga exposições temporárias, encontros literários e eventos culturais que celebram a cultura baiana e a obra do escritor, apesar do mesmo não ter morado lá. A casa, com sua arquitetura colonial preservada, é uma parada obrigatória para os amantes da literatura e da história do Brasil.
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A vibrante casa azul onde Frida Kahlo viveu e criou suas icônicas pinturas está aberta ao público na Cidade do México. O museu mantém móveis, roupas (inclusive vestidos típicos), cartas, pinturas e objetos que revelam detalhes da intensa vida da artista e de seu relacionamento com Diego Rivera. As exposições exibidas no local mostram as influências políticas e culturais que moldaram as obras de Frida, e a construção do ambiente da casa permite a compreensão das inspirações que alimentaram sua criatividade.
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O Anexo Secreto onde Anne Frank e sua família se esconderam durante a Segunda Guerra Mundial é hoje um dos museus mais visitados de Amsterdã. O local preserva o esconderijo, trechos do diário original e exposições sobre o Holocausto e a luta pelos direitos humanos. O museu mantém os cômodos originais com alguns móveis onde Anne viveu por mais de dois anos, o que proporcionam uma experiência imersiva e reflexiva aos visitantes sobre a história comovente da jovem escritora.
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O poeta Pablo Neruda projetou La Chascona com detalhes que refletem sua personalidade, marcada principalmente por elementos náuticos. O espaço guarda sua biblioteca pessoal, coleções de arte e objetos que traduzem sua paixão pelo mar e pela poesia. A casa, construída para sua amante e depois esposa Matilde Urrutia, é repleta de passagens secretas, móveis peculiares e objetos de coleção que mostram o lado lúdico do escritor. O museu oferece visitas guiadas que contam sobre a vida de Neruda, suas influências literárias e seu engajamento político.
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A casa de Salvador Dalí, à beira-mar na Costa Brava, na Espanha, é um exemplo concreto da genialidade surrealista do artista. Com cômodos irregulares, objetos inusitados e seu ateliê original, o museu permite que os visitantes entendam um pouco do mundo em que Dali vivia. O espaço mantém sua atmosfera excêntrica, com esculturas peculiares, móveis desenhados por ele e uma vista impressionante do Mediterrâneo, que serviu de inspiração para muitas de suas obras.
Casa-Museu Gaudí (Sagrada Família/Divulgação)
A Casa-Museu Gaudí foi o lar do arquiteto entre 1906 e 1925. Construída inicialmente como residência modelo do Parque Güell, a casa foi projetada por Francesc d’Assis Berenguer i Mestres, amigo íntimo e braço direito de Gaudí. Após permanecer sob propriedade privada por alguns anos depois da morte do arquiteto, o imóvel foi transformado em museu e aberto ao público em 1963.
Distribuído em quatro níveis, o edifício tem térreo e primeiro andar dedicados à visitação, enquanto o subsolo não é acessível e o segundo pavimento abriga a Biblioteca Enric Casanelles, disponível mediante autorização. O acervo reúne ambientes preservados, objetos pessoais e uma coleção significativa de móveis desenhados por Gaudí, revelando uma dimensão mais íntima de sua trajetória criativa.