Se os brasileiros vão dominar o mundo? Disso não temos dúvida. E está comprovado nos maiores eventos de arquitetura e de design que rolam em todos os continentes e países. Sem contar as premiações e conquistas que os "brazucas" vêm conquistando – importante ressaltar o recente Prêmio RIBA que escolheu pela primeira vez um projeto brasileiro, a
Escola da Fazenda de Canuanã, assinado pelo Marcelo Rosenbaum + Aleph Zero. E não está sendo diferente nas feiras, como a
Miami Art Week.
A Miami Art Week movimenta o mercado e reúne nomes consagrados e expoente do universo da arte e do design. E os brasileiros estão fazendo sucesso nas exposições e ganhando visibilidade mundial. Neste ano, a PINTA Miami – que ocorre entre os dias 5 e 9 de dezembro – completa a sua 12ª edição, no Mana Wynwood Convention Center, em Miami, composta por 85 galerias, focada em arte moderna e contemporânea da América Latina, Espanha e Portugal.
Com o tema
Crossing Cultures, a feira está dividida por seções de países, sendo eles Argentina, Brasil, Colômbia, México, Peru, Portugal, Espanha e Venezuela. E estamos aqui, para falar de um especial, é claro:
Brazilian Section curated by Mario Goia
Luciana Magno exibe a série Orgânicos na Pinta Miami. Obra: Sem título, 2014, Pigmento sobre papel de algodão, 80 x 120 cm. (Reprodução)
Na seção brasileira da PINTA, que leva curadoria de Mario Goia, a intenção é apresentar os conceitos, temas, galerias e artistas selecionados para os pavilhões. Cinco galerias marcam presença: Baró Galeria (São Paulo), Caldeira (Curitiba), Estação (São Paulo), Janaina Torres (São Paulo), Mamute (Porto Alegre) e Murilo Castro (Belo Horizonte).
O foco do curador centra-se na expressão repetida de “país do futuro”, que, segundo Goia, traça os caminhos sinuosos da história brasileira contemporânea. Assim, os trabalhos de artistas como Luciano Magno, Maya Weishoff, e Vitor Mizael, sondam o processo de criação de identidade através do imaginário visual deste país latinoamericano. Essa “busca quase utópica”, como definida pelo curador, estabelece uma dialética entre os processos, elementos e ordens visuais que apresentam o espaço como uma discussão, em vez de ilustração ou definição.
Presença extendida