https://youtu.be/fXuUSTQ9uzs Para os índios do Xingu,
Mavutsinim é o grande criador e o primeiro homem do mundo. Ele é o Deus da tribo, uma
deidade antropomorfa e inacessível, que deu origem a outros seres e instituiu o
ritual do
Quarup - homenagem aos mortos ilustres.
Neste rito, os nativos se pintam para se libertarem do luto e da tristeza, para esses sentimentos darem lugar a felicidade e a força. Segundo as crenças do Xingu,
Mavutisinim produziu um desenho, sendo o seu primeiro realizado, que é uma pintura que remete a um jabuti, representando também energia e vivacidade.
Pensando neste conceito e no tema da mostra, Jean de Just, que assinará o
Lavabo dos Encontros na
CASACOR São Paulo 2018, convidou o artista e cacique Anuiá Amarü para recriar a pintura em uma das paredes de destaque do projeto. A obra é composta por quatro cores que possuem seus devidos significados: o tom branco e azul representam o céu; o vermelho, são os seres e a vida e o preto do jenipapo.
Anuiá Amarü vem de uma família de pajés, sendo o filho mais velho de Maniwa Kamayurá, mestre das artes e ofícios dos saberes tradicionais dos povos do Alto Xingu, do projeto Encontro de Saberes, promovido pela Universidade de Brasília (UNB) em parceria com a SID/MINC.
Assim como o pai, Anuiá é especialista em construção da residência tradicional de seu povo e acumula obras espalhadas por diversos lugares, como no
Memorial dos Povos Indígenas de Brasília, em uma construção do Oscar Niemeyer.
Além disso, Anuiá é um exímio flautista e articulista político. Junto à importantes parceiros, ele vem atuado no âmbito das políticas culturais e desempenha um importante papel na busca pelo fortalecimento dos saberes de seu povo e pelo desenvolvimento de projetos que ampliam a qualidade de vida dos povos nativos.
No vídeo acima, o artista mostra um pouco da sua riquíssima arte e fala sobre sua cultura e modo de vida. Dê play e confira!