Conheça 10 vãos incríveis da CASACOR que mostram como a ausência de portas pode valorizar a integração, a luz e a fluidez dos ambientes
Publicado em 7 de jun. de 2025, 9:34

Traço 8 Arquitetura - Trilha Onírica. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Israel Gollino)
A arquitetura contemporânea valoriza cada vez mais os espaços abertos, fluidos e bem iluminados. Dentro dessa tendência, os vãos — aberturas arquitetônicas sem fechamento por portas — têm ganhado destaque em projetos residenciais, comerciais e institucionais.
Em vez de dividir, eles conectam, promovem a circulação de luz e ar e criam uma sensação de amplitude difícil de alcançar com paredes e portas convencionais. Neste conteúdo, você vai conhecer 10 vãos incríveis apresentados na CASACOR São Paulo 2025, além de entender as razões técnicas e estéticas para optar por essas aberturas generosas.
Gabriel Fernandes - Casa de Novela. “É uma casa solar, que contempla o Rio de Janeiro como lugar de poesia e glorifica as mulheres e todo o alcance que elas tiveram na sociedade por meio da teledramaturgia nacional”, explica o arquiteto. Essa narrativa toma conta dos 86 m2, repartidos entre salas de estar e jantar, quarto, banheiro e closet. Entre os pontos altos, há as estantes, projetadas em homenagem ao Palácio Capanema, um marco modernista carioca, e o mobiliário totalmente brasileiro. Tecidos com estampas assinadas pelo profissional revestem os nichos preenchidos com blocos cerâmicos, fruto de uma parceria do autor do ambiente com o Instituto Maria do Barro, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
A distinção entre porta e vão é mais simples do que parece. Enquanto a porta é uma estrutura que serve para abrir ou fechar um ambiente, o vão é uma abertura sem fechamento — permanente ou não — que conecta espaços. O vão pode ser, por exemplo, o espaço de passagem entre dois cômodos, uma janela sem vidro, ou ainda um nicho aberto em uma parede.
A porta implica em controle: ela bloqueia ou permite o acesso, filtra sons e garante privacidade. Já o vão oferece permeabilidade visual, integração e leveza. Em muitos casos, é o próprio vão que estrutura o fluxo do ambiente, determinando como as pessoas se movem dentro da arquitetura.
Felipe Carolo Arquitetura - Estúdio Theodoro. Com estética calcada na Bauhaus e nos ideais do modernismo brasileiro, este estúdio rememora a Casa Lana, projeto de Ettore Sottsass de 1965. Os 72 m² distribuem home office, living, cozinha integrada ao jantar, quarto e banheiro, apartados pela marcenaria abaulada e por painéis de madeira certificada com orifícios centrais. Elementos com história, textura e geometria ganham evidência, como as placas de laminado melamínico, o tapete multicolorido, o veludo e as luminárias de vidro soprado. O mobiliário alterna design nacional com peças de Fritz Hansen e Marcel Breuer. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
Em diversos projetos da CASACOR São Paulo, o vão arquitetônico é usado como solução estética e funcional. Há várias razões para essa escolha:
Integração de ambientes: sem portas, os espaços se conectam de forma fluida, ideal para áreas sociais e projetos com conceito aberto.
Ampliação visual: vãos contribuem para criar uma percepção de amplitude, mesmo em ambientes compactos.
Melhor iluminação e ventilação: permitem a circulação livre de ar e entrada de luz natural, reduzindo a necessidade de iluminação artificial.
Estética contemporânea: o uso de grandes aberturas valoriza o design minimalista e a limpeza visual.
Criatividade no layout: o vão pode se transformar em elemento escultural, moldando percursos e emoldurando vistas.






