Erguida a 176 metros em Barcelona, a estrutura mais alta da basílica foi abençoada pelo Papa Leão XIV em cerimônia marcada por espetáculo de luz.
Publicado em 11 de jun. de 2026, 12:30

(Divulgação/CASACOR)
Em 10 de junho de 2026, ontem, exatamente um século após a morte de Antoni Gaudí, a Sagrada Família inaugurou a torre de Jesus Cristo — a estrutura mais alta e de maior carga simbólica da basílica barcelonesa. A cerimônia de bênção foi conduzida pelo Papa Leão XIV e encerrada com um espetáculo luminoso que transformou a torre em homenagem viva ao arquiteto catalão.
Com 172,5 metros de altura e coroada por uma cruz monumental que eleva o conjunto a 176 metros, a torre ocupa o centro vertical e espiritual do templo. Ao seu redor, as quatro torres dos Evangelistas se conectam a ela por passarelas; a torre da Virgem Maria, por sua vez, liga-se internamente à estrutura central.
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A geometria da torre — com doze faces e doze níveis de painéis pré-fabricados — orientou toda a lógica construtiva adotada desde o início das obras do fuste, em outubro de 2018, quando a estrutura estava a 85 metros do solo.
A execução da torre empregou o sistema de pedra tensionada, método que combina pedra e aço e permite a fabricação de grandes painéis fora do canteiro para posterior montagem nível a nível.
Na base do pináculo, um elemento de 29 metros revestido em cerâmica esmaltada branca e tijolo traz a inscrição Tu solus Sanctus, tu solus Dominus, tu solus Altissimus ("Só Tu és o Santo, só Tu o Senhor, só Tu o Altíssimo"), ladeada por palmeiras esculpidas.
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A cruz, com 17 metros de altura e 13,5 metros de largura, é formada por quatro braços corrugados revestidos de vidro e cerâmica esmaltada branca.
Fabricada na Alemanha em 2025, foi transportada a Barcelona em módulos e pré-montada em uma plataforma de trabalho a 54 metros sobre a nave central. A instalação ocorreu em sete etapas: braço inferior, núcleo, quatro braços laterais e, por fim, o braço superior, posicionado em 20 de fevereiro de 2026. A colocação do braço inferior, em outubro de 2025, havia elevado a torre a 162,91 metros.
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No interior do braço superior será instalada uma escultura do Agnus Dei do artista Andrea Mastrovito. No centro da cruz, visível de dentro da estrutura, o Cordeiro de Deus concebido por Gaudí ocupará seu lugar definitivo.
A finalização da torre dialoga diretamente com os registros deixados pelo próprio Gaudí. O Quart Àlbum del Temple Expiatori de la Sagrada Família (1927–1929) descrevia com precisão o que hoje se materializou: uma grande lanterna apoiada sobre as colunas do cruzeiro, coroada a 176 metros por uma cruz de quatro braços corrugados, com o Cordeiro de Deus ao centro.
Para o arquiteto-chefe Jordi Faulí, a conquista vai além da engenharia: "A conclusão da cruz na torre de Jesus Cristo representa muito mais do que o término de uma fase construtiva: é o resultado de anos de trabalho e do estudo do legado que Antoni Gaudí nos deixou. É também um compromisso firme com o futuro, para continuar trabalhando até completar a Sagrada Família."
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Com o exterior da torre concluído, as atenções se voltam agora para o interior — obras estão previstas para 2027 e 2028. A basílica, iniciada em 1882 e ainda em construção, segue seu curso singular: um projeto que atravessa gerações, fiel à visão de um arquiteto que nunca viu sua obra terminada e que, cem anos depois de sua morte, continua guiando cada pedra colocada no alto de Barcelona.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.