Com seus 500.000 m² de áreas verdes, espaços culturais e soluções ecológicas, o Parque da Cidade se torna um legado permanente do evento
Publicado em 14 de nov. de 2025, 8:00

Com seus 500.000 m² de áreas verdes, espaços culturais e soluções ecológicas, o Parque da Cidade se torna um legado permanente do evento (Divulgação/Divulgação)
Belém vive um momento de renovação com a chegada da COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que acontece de 10 a 21 de novembro na capital paraense. A cidade se preparou para receber mais de 50 mil pessoas, incluindo chefes de Estado, organizações internacionais e membros da sociedade civil. Entre painéis e reuniões, o evento coloca a Amazônia no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.
A transformação urbana que antecedeu a conferência foi a maior já realizada na cidade. Novas obras de mobilidade, drenagem, saneamento e espaços públicos foram planejadas para modernizar Belém e garantir a infraestrutura necessária para o evento. Entre todas as intervenções, o destaque é o Parque da Cidade, construído no bairro da Sacramenta.
(Raphael Luz/Agência Pará/Divulgação)
Com 500 mil metros quadrados, o Parque da Cidade é a principal obra da COP30 e o maior investimento urbano do estado do Pará nos últimos 100 anos. Com orçamento de R$ 980 milhões e início das obras em maio de 2023, o espaço foi projetado para sediar as principais atividades oficiais da conferência, funcionando como ponto de encontro entre delegações, autoridades e o público.
(Tânia Rêgo/Agência Brasil/Divulgação)
O parque abriga as duas zonas principais da COP: a Zona Azul, restrita a representantes e chefes de Estado, e a Zona Verde, aberta à população. Durante a conferência, o local reúne atividades culturais, exposições e apresentações artísticas, promovendo uma conexão entre sustentabilidade, cultura e participação social.
Mais do que uma estrutura temporária, o Parque da Cidade foi pensado como um espaço permanente para o lazer e a convivência da população. Após a COP30, o local se manterá aberto ao público — se consolidando como um novo marco urbano de Belém.
O Parque da Cidade reúne diversos espaços culturais, esportivos e de convivência distribuídos em uma área de 50 hectares de paisagismo. De maneira geral, o projeto contempla:
Centro de economia criativa e ateliê multiuso;
Centro gastronômico e praça de alimentação;
Cinema e teatro multiuso;
Estúdio de gravação musical;
Mercado de produtos regionais;
Biblioteca e fonoteca;
Torre de contemplação;
Templo ecumênico “Oratório da Água e da Luz”;
Palcos interno e externo;
Praça de exposição de aeronaves.
A diversidade de usos faz do parque um espaço multifuncional, que acolhe tanto eventos culturais e esportivos quanto atividades educativas e ambientais. Além disso, a área verde do local é um dos destaques: mais de 1.500 árvores e 190 mil plantas ornamentais cobrem 83 mil metros quadrados, favorecendo o microclima e oferecendo sombra e conforto térmico aos visitantes.
O Parque da Cidade foi projetado com soluções sustentáveis que o tornam um exemplo de arquitetura e urbanismo voltados à mitigação das mudanças climáticas. Entre as tecnologias adotadas está o uso de energia solar fotovoltaica, que converte luz solar em eletricidade limpa e renovável, e o sistema de captação e reaproveitamento de água da chuva, que reduz o desperdício e garante eficiência hídrica.
(Cássio Matos/Agência Pará/Divulgação)
A integração entre natureza e infraestrutura é uma das principais premissas do projeto. As áreas gramadas e arborizadas ajudam a amenizar as temperaturas e a diminuir as ilhas de calor urbano, enquanto o uso de espécies nativas reforça o papel ecológico do espaço. Essas soluções transformam o Parque da Cidade em um legado ambiental duradouro, alinhado à missão da COP30 de impulsionar políticas climáticas eficazes e inclusivas.
(Augusto Miranda/Agência Pará/Divulgação)
O impacto da COP30 em Belém vai além da construção do parque. O evento acelerou investimentos em obras de infraestrutura, mobilidade e saneamento básico. Na última área, mais de 500 mil pessoas (cerca de um terço da população da cidade) foram beneficiadas, com novas redes de esgoto, drenagem e tratamento de água.
Os projetos de macrodrenagem e requalificação urbana também foram ampliados, modernizando bairros e preparando a cidade para o futuro. Os investimentos totais ultrapassam R$ 5 bilhões, com o objetivo de garantir que os benefícios da conferência se estendam após o evento.