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Arquitetura

Marcio Kogan lidera projeto que representará o Brasil na Expo Osaka 2025

O Pavilhão Brasil vai ser representado pelos escritórios MK27 e Magnetoscópio, vencedores do concurso realizado pela ApexBrasil

Por Yeska Coelho

Publicado em 8 de dez. de 2022, 13:50

08 min de leitura
Marcio Kogan lidera projeto que representará o Brasil na Expo Osaka 2025

(@blackhaus_studio)

Marcio Kogan, expo Osaka 2025, pavilhão do Brasil

(@blackhaus_studio/CASACOR)

Famosa mundialmente, a Expo Osaka recebe projetos que se destacam no mundo inteiro com propostas de inovação, tecnologia e sustentabilidade. O Brasil já tem um nome (e projeto) que irá representar o país na próxima edição da mostra, em 2025: Marcio Kogan. O arquiteto, fundador do escritório MK27, venceu o concurso realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) para levar o Pavilhão Brasil para a Expo Osaka 2025. O projeto é encabeçado pelos profissionais dos escritórios MK27 e Magnetoscópio que, além de Kogan, tem os arquitetos Renata Furlanetto e Marcello Dantas como autores. A proposta vitoriosa representará uma imagem brasileira de sustentabilidade, acessibilidade e tecnologia.
Marcio Kogan, expo Osaka 2025, pavilhão do Brasil

(@blackhaus_studio/CASACOR)

"As Exposições Universais são uma chance de mostrar o que temos de melhor em nossa brasilidade, é uma forma de projeção da imagem do país”, disse o presidente da ApexBrasil e Comissário-Geral do Brasil para a Expo Osaka 2025, Augusto Pestana.

Um pavilhão para todos


Marcio Kogan, expo Osaka 2025, pavilhão do Brasil

(@blackhaus_studio/CASACOR)

O projeto de Marcio Kogan foi bem recebido pela comissão julgadora por trazer uma temática de grande interesse atualmente: a sustentabilidade. Seu acesso por rampas foi observado pela comissão como um aspecto positivo, por ampliar a acessibilidade e a possibilidade de circulação do grande público, bem como seu espaço frontal aberto, que permitirá que a programação cultural seja admirada e percebida de diferentes ângulos.
Marcio Kogan, expo Osaka 2025, pavilhão do Brasil

(@blackhaus_studio/CASACOR)

Marcio Kogan, expo Osaka 2025, pavilhão do Brasil

(@blackhaus_studio/CASACOR)

A Expo Osaka é uma mostra de arquitetura que reúne talentos do mundo todo. As Exposições Universais são atualmente realizadas a cada cinco anos. O objetivo é informar, entreter e principalmente surpreender o público visitante impactando-os com temas relevantes e atuais. Têm como sua maior atração os pavilhões nacionais construídos pelos países participantes. O tema central da Expo Osaka é “Designing Future Society for Our Lives” (em tradução: Projetando a sociedade do futuro em nossas vidas), havendo ainda três subtemas: “Saving Lives” (Salvando Vidas), “Empowering Lives” (Emponderando Vidas) e “Connecting Lives” (Conectando Vidas), que dividem geograficamente o parque de exposições. O Pavilhão do Brasil estará localizado no distrito “Empowering Lives”. Desde a Expo Xangai 2010, a ApexBrasil recebe do governo brasileiro a missão de liderar a participação do país nesses eventos.

Outros vencedores


Expo Osaka 2025 Pavilhão Brasil

(Divulgação/CASACOR)

De acordo com o parecer da comissão julgadora, apresentado pela arquiteta Gabriela Bilá, o projeto vencedor é uma proposta experimental, com temática de grande interesse e atualidade. “Sua estrutura suscita a agenda da sustentabilidade, com grande capacidade de atração de público”, disse Gabriela. Em segundo lugar, esteve o projeto inscrito pelo arquiteto Thiago Manuel Bernardes, do elenco CASACOR, natural do Rio de Janeiro (RJ), que apresentava a ideia do Brasil como uma potência ecológica. Assim, o pavilhão se propunha a ser um horizonte natural da Floresta Amazônica a partir do tema da agrofloresta desenvolvida pela colônia japonesa em Tomé-Açu, no interior do Pará.
Expo Osaka 2025 Pavilhão Brasil

(Divulgação/CASACOR)

Já em terceiro lugar o projeto enviado por Fábio Henrique Faria, de Curitiba (PR). Teve destaque ainda o projeto inscrito pela arquiteta Marina Rosenberg, de São Paulo (SP), e menção honrosa à obra assinada pelo arquiteto Eder Rodrigues de Alencar, de Brasília (DF).