comScore
CASACOR
Arquitetura, Design

Labirinto rosa de Lina Ghotmeh cria percurso sinuoso no Palazzo Litta durante a MDW

Instalação da arquiteta franco-libanesa propõe uma arquitetura efêmera nos pátios do Palazzo Litta como forma de investigar memória, percepção e novas formas de interação entre corpo e espaço

Por Redação

Publicado em 24 de abr. de 2026, 10:03

03 min de leitura
Labirinto rosa de Lina Ghotmeh cria percurso sinuoso no Palazzo Litta durante a MDW

(Lina Ghotmeh Architecture/CASACOR)

Um labirinto em tons de rosa ocupa os pátios históricos do Palazzo Litta na edição de 2026 da Milan Design Week, onde a arquiteta Lina Ghotmeh propõe um percurso interativo e sensorial pelo edifício. Concebida como parte da mostra organizada pela MoscaPartners, a instalação se insere em um dos circuitos mais experimentais da semana.

Labirinto rosa de Lina Ghotmeh transforma o Palazzo Litta em percurso sinuoso na MDW

(Nathalie Krag/CASACOR)

A proposta se estrutura como uma paisagem labiríntica formada por paredes leves e translúcidas, que filtram luz e cor ao longo do trajeto. Ao caminhar pelo espaço, o visitante experimenta uma sequência de atmosferas que variam em intensidade, densidade e transparência, reforçando a ideia de um percurso introspectivo e em constante transformação.

Labirinto rosa de Lina Ghotmeh transforma o Palazzo Litta em percurso sinuoso na MDW

(Nathalie Krag/CASACOR)

O uso do rosa — ao mesmo tempo delicado e envolvente — é central para a construção dessa experiência. Longe de uma escolha meramente estética, a cor atua como elemento sensorial que altera a percepção do espaço, criando uma ambiência quase onírica. A intervenção propõe uma suspensão do ritmo urbano, convidando o público a desacelerar e se reconectar com o ambiente ao redor.

Labirinto rosa de Lina Ghotmeh transforma o Palazzo Litta em percurso sinuoso na MDW

(Nathalie Krag/CASACOR)

O projeto dialoga com temas recorrentes no trabalho de Ghotmeh, como memória, pertencimento e a relação entre corpo e espaço. Em entrevistas a portais internacionais, a arquiteta destaca que o labirinto deve ser entendido como um espaço de descoberta, não de solução. “Não é um labirinto para se perder, mas para se encontrar”, afirma.

Labirinto rosa de Lina Ghotmeh transforma o Palazzo Litta em percurso sinuoso na MDW

(Nathalie Krag/CASACOR)

A materialidade também desempenha papel fundamental. Desenvolvido com elementos leves e de baixo impacto, o projeto reflete uma preocupação com processos construtivos mais sustentáveis e reversíveis.

Labirinto rosa de Lina Ghotmeh transforma o Palazzo Litta em percurso sinuoso na MDW

(Lina Ghotmeh Architecture/CASACOR)

Inserido no contexto do Palazzo Litta, o labirinto estabelece um contraste potente entre o peso da arquitetura clássica e a leveza da intervenção contemporânea. Essa justaposição evidencia o potencial de diálogo entre passado e presente, ativando o edifício histórico por meio de uma experiência sensorial e participativa.