A inteligência artificial já é realidade incontornável no universo da arquitetura — ampliando as fronteiras da criação e otimizando os processos
Publicado em 20 de out. de 2025, 9:00

A inteligência artificial já é realidade incontornável no universo da arquitetura — ampliando as fronteiras da criação e otimizando os processos (CASACOR/CASACOR)
A inteligência artificial está redefinindo o modo como os arquitetos projetam, planejam e se relacionam com os espaços. Se antes as ferramentas digitais serviam apenas para modelar ou renderizar, agora elas aprendem com dados, sugerem soluções e ajudam a prever impactos ambientais e comportamentais com precisão inédita.
Em entrevista à CASACOR, os três arquitetos afirmam que as ferramentas de IA são parte integrante dos seus trabalhos. “Já usei no processo criativo. Acho que é comum ter bloqueios às vezes durante essa etapa. Prazos apertados e bloqueios criativos não são uma boa combinação e, nesse caso, um prompt editado algumas vezes pode ser uma opção”, conta Yara Elias.
As respostas dos arquitetos são as mais diversas possíveis quanto às aplicações da IA na arquitetura. Guto Requena cita os usos para auxiliar na composição de plantas, visualização de projetos, organização pessoal e até paginação de pisos. “A inteligência artificial faz parte do cotidiano da empresa hoje”, pontua.
Uma curiosidade trazida pelos profissionais da CASACOR é que seus clientes não costumam demonstrar estranhamento quanto ao uso da inteligência artificial na arquitetura – pelo contrário, muitos revelam ser adeptos às ferramentas! “Muitos deles já chegam ao escritório com ideias do que querem, e eu acho isso positivo. As IAs trazem uma maneira democrática de os clientes mostrarem o que gostam. Os escritórios de arquitetura vão precisar se adaptar a isso”, opina Guto.
As experiências práticas dos entrevistados – além de tantos outros arquitetos adeptos à inteligência artificial – não negam o poder das ferramentas em otimizar os processos. No entanto, um grande impasse que segue na área é como equilibrar esses usos à sensibilidade humana.