As
construções modulares vêm conquistando espaço no setor da arquitetura por oferecerem
soluções ágeis, sustentáveis e versáteis. Com fabricação em ambiente controlado e montagem no local final da obra, esse sistema reduz resíduos, otimiza recursos e permite projetos altamente personalizáveis.
Fernanda Lourenço Gonçalves - Loft Aruanã. Projeto da CASACOR Paraná 2025. (Guilherme Rocha/CASACOR)
Na
CASACOR Paraná 2025, realizada em uma residência histórica em Curitiba até 27 de julho, quatro projetos se destacam ao explorar essa abordagem construtiva. São casas
compactas, sensoriais e inteligentes — que mostram como morar pode ser, ao mesmo tempo, prático, elegante e com propósito.
O que são construções modulares?
As construções modulares funcionam como um
quebra-cabeça arquitetônico:
módulos pré-fabricados são produzidos em fábricas, já com instalações elétricas, hidráulicas e acabamentos, e transportados prontos para o local definitivo. As possibilidades incluem
quartos, cozinhas, banheiros ou até casas completas.
Gabriela Casagrande - Tiny House. Projeto da CASACOR Paraná 2025. (Fabio Severo/CASACOR)
Diferente do método tradicional, onde tudo acontece
in loco, esse sistema permite
maior controle de qualidade e redução do tempo de obra. Além disso, o
impacto ambiental é significativamente menor, já que há menor geração de entulho, menor uso de água e redução no deslocamento de equipes e materiais — por isso, são consideradas
opções mais sustentáveis em relação à
alvenaria. A seguir, os destaques da CASACOR Paraná 2025 entre as construções modulares:
1. Loft Aruanã – Fernanda Gonçalves
O projeto de Fernanda Gonçalves parte de uma
planta em “L” para resgatar a ideia dos antigos pátios internos da arquitetura portuguesa. Essa configuração visa integrar interior e exterior de maneira fluida. No centro, uma
jabuticabeira ganha protagonismo e proporciona fluidez espacial.
Fernanda Lourenço Gonçalves - Loft Aruanã. O projeto tem como ponto central uma planta em formato de “L”, que remete aos tradicionais pátios internos da arquitetura portuguesa. Essa configuração valoriza a integração entre interior e exterior, colocando a jabuticabeira da casa em destaque e proporcionando fluidez espacial e resgate do convívio com o ar livre - um gesto de acolhimento e contemplação. (Guilherme Rocha/CASACOR)
O ambiente também transita por
diferentes períodos da história da arquitetura brasileira. O piso remete à terra batida e às casas de adobe do interior, enquanto o mobiliário autoral e a base de cama em vidro iluminado sinalizam a contemporaneidade. A integração com o jardim e as grandes aberturas favorecem
a ventilação cruzada e o conforto térmico — elementos que reforçam a sustentabilidade do projeto.
2. Casa Manacá – Amanda Xavier e Débora Borkoski
Com apenas 14 m², a Casa Manacá traz a essência das
tiny houses com um olhar brasileiro. O projeto das arquitetas Amanda Xavier e Débora Borkoski aposta em uma paleta que vai do verde ao rosa e utiliza materiais naturais que remetem à
identidade nacional, criando um ambiente acolhedor e leve.
Amanda Xavier e Debora Borkoski - Casa Manacá. Projeto da CASACOR Paraná 2025. (Matheus Procopio/CASACOR)
A
proposta de mobilidade também é destaque: a estrutura pode ser transportada sobre rodas, permitindo que a casa acompanhe o estilo de vida do morador. As
amplas aberturas integram o interior à natureza e garantem conforto mesmo em uma metragem reduzida. Um exemplo claro de como as construções modulares podem ser compactas, porém cheias de expressão.
3. Tiny House – Gabriela Casagrande
Com 18 m², a tiny house assinada por Gabriela Casagrande representa um
novo paradigma de moradia: essencial, eficiente e emocionalmente conectado. O uso de
madeira clara, piso de bambu e aberturas generosas cria um
ambiente leve, iluminado e acolhedor.
Gabriela Casagrande - Tiny House. Projeto da CASACOR Paraná 2025. (Fabio Severo/CASACOR)
Mesmo pequena, a casa atende todas as
necessidades básicas com conforto e sofisticação. Como nos exemplos anteriores, a estrutura modular permite
montagem rápida e menor impacto ambiental, sem abrir mão da estética. É um espaço que valoriza o tempo, o silêncio e a escolha consciente de viver com menos — mas melhor!
4. Cozinha Raízes Deca – Mariana Paula Souza
Localizada no jardim da casa, a Cozinha Raízes Deca é mais do que um
espaço funcional: é uma construção modular que nasce em harmonia com o terreno, respeitando a história da residência principal e promovendo
encontros sensoriais.
Mariana Paula Souza - Cozinha Raízes Deca. Projeto da CASACOR Paraná 2025. (Eduardo Macarios/CASACOR)
O projeto de Mariana Paula Souza combina
elementos afetivos, como formas que remetem às cozinhas antigas, em contraste com a tecnologia e os metais modernos. A conexão com o exterior, o uso de
materiais naturais e o layout flexível fazem da cozinha um
espaço central para a convivência. Uma construção enxuta, mas que carrega memórias, inovação e propósito.
Serviço CASACOR Paraná 2025
- Quando: De 01 de junho a 27 de julho de 2025
- Horário de Funcionamento: Terça a sexta-feira: das 14h às 21h Sábados: das 13h às 21h Domingos e feriados: das 13h às 19h Fechada às segundas-feiras
- Onde: Rua Carmelo Rangel, 505 – Batel, Curitiba/Paraná
- Ingressos: Disponíveis para compra no site, no aplicativo oficial ou na bilheteria do evento. O valor individual é R$ 96 e as modalidades disponíveis são: ingresso comum, meia-entrada, ingresso para clientes com cartões Banco BRB (com 25% a 50% de desconto) e compra em grupo (acima de 30 ingressos).