Os aeroportos selecionados pelo Prix Versailles 2026 mostram como arquitetura, cultura e inovação podem transformar a experiência de viajar
Publicado em 8 de jul. de 2026, 15:16

Os aeroportos mais bonitos do mundo em 2026 (Divulgação/Divulgação)
Os aeroportos figuram entre os edifícios mais complexos da arquitetura contemporânea. Além de atender às exigências técnicas, muitos projetos recentes procuram incorporar soluções voltadas ao conforto dos passageiros, à acessibilidade, ao desempenho ambiental e à valorização da identidade cultural do lugar onde estão inseridos.
Essas qualidades orientam a seleção do Prix Versailles sobre os aeroportos mais bonitos de 2026. Os jurados da premiação destacaram sete terminais que se sobressaem pela qualidade do projeto, pela integração com o contexto e pela capacidade de representar suas cidades. A seguir, conheça os aeroportos escolhidos!
O novo Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guangzhou Baiyun traduz a identidade de Guangzhou, cidade conhecida por conciliar patrimônio histórico e inovação arquitetônica. Desenvolvido pelo escritório Artelia em parceria com o Instituto de Pesquisa e Design Arquitetônico de Guangdong (GDAD), o projeto busca reinterpretar elementos da cultura Lingnan, característica do sul da China, por meio de uma arquitetura inspirada na paisagem da região.
Aeroporto Internacional de Guangzhou Baiyun (Divulgação/Divulgação)
Formas que remetem a nuvens, cursos d'água e flores organizam a circulação dos passageiros, enquanto átrios, terraços ajardinados e amplos espaços iluminados favorecem uma experiência mais fluida.
Com cerca de 1,3 milhão de m², o Terminal 3 do Aeroporto de Frankfurt está entre os maiores empreendimentos de infraestrutura aeroportuária da Europa. Assinado pelo arquiteto Christoph Mäckler, o projeto organiza píeres, áreas de embarque e salas de espera como uma sucessão de ruas e praças, criando uma circulação intuitiva inspirada na lógica urbana.
Aeroporto de Frankfurt, Alemanha (Divulgação/Divulgação)
A materialidade privilegia revestimentos como calcário e travertino, enquanto as amplas fachadas envidraçadas permitem o aproveitamento da iluminação natural. Entre os elementos de destaque estão três esculturas cinéticas suspensas, formadas por discos de alumínio coloridos que se movimentam continuamente.
O Terminal 2 do Aeroporto Internacional Lokapriya Gopinath Bordoloi, em Guwahati, foi concebido para estabelecer um diálogo direto com a paisagem e a cultura do estado de Assam, no nordeste da Índia. Projetado pelo arquiteto Nuru Karim, o edifício toma como referência a orquídea-bambu, espécie emblemática da região, reinterpretando suas formas em coberturas curvas e estruturas orgânicas.
Aeroporto Internacional Lokapriya Gopinath Bardoloi, Índia (Divulgação/Divulgação)
No interior, obras de arte, artesanato e referências às comunidades indígenas reforçam a identidade cultural do terminal, enquanto soluções como o uso do bambu, a iluminação natural e princípios de design biofílico contribuem para um projeto que combina sustentabilidade, conforto ambiental e forte conexão com o território.
Inaugurado em 2025, o Terminal 1 do Aeroporto Internacional de Navi Mumbai é resultado de uma intervenção de grande escala que transformou uma área marcada por rios, terrenos alagadiços e infraestrutura existente em um novo polo aeroportuário.
Aeroporto Internacional de Navi Mumbai, Índia (Divulgação/Divulgação)
Assinado pelo escritório Zaha Hadid Architects, o projeto adota a flor de lótus como conceito central: sua cobertura é composta por volumes que remetem às pétalas da planta, criando uma silhueta fluida e marcante. O desenho se estende aos beirais e aos espaços internos, reforçando a unidade da linguagem arquitetônica. A experiência dos passageiros também é enriquecida por um circuito de instalações digitais distribuídas ao longo do terminal.
Concebido como um marco da renovação do Camboja, o Aeroporto Internacional de Techo, em Phnom Penh, foi projetado pelo escritório Foster + Partners. O terminal organiza seus espaços sob uma grande cobertura contínua, tornando a circulação mais eficiente entre embarque e desembarque.
Aeroporto Internacional de Techo, Camboja (Divulgação/Divulgação)
No interior, a estrutura remete ao trançado de cestos produzidos artesanalmente com bambu e rattan, reinterpretando técnicas tradicionais. Essa solução também favorece a entrada de luz natural e a ventilação passiva, diminuindo a dependência de sistemas artificiais. Ao longo do percurso, jardins internos e exemplares de rumduol, flor símbolo do Camboja, reforçam a conexão entre arquitetura, paisagem e identidade nacional.
O Aeroporto Internacional de Pittsburgh foi concebido como uma extensão da paisagem da região, com uma arquitetura que faz referência às Montanhas Allegheny e às florestas que caracterizam o território. Desenvolvido pelos escritórios Gensler, HDR e luis vidal + architects, o projeto tem como destaque uma ampla cobertura de formas onduladas, sustentada por 38 colunas de aços.
Aeroporto Internacional de Pittsburgh, Estados Unidos (Divulgação/Divulgação)
A relação entre interior e exterior é reforçada pelo uso de grandes superfícies envidraçadas e por terraços abertos destinados ao descanso. Obras de artistas locais e elementos como o Túnel de Pétalas, inspirado no tradicional Túnel de Fort Pitt, completam a proposta de valorizar a identidade cultural de Pittsburgh.
O Terminal 1 do Aeroporto Internacional de San Diego passou por uma ampla requalificação que envolveu não apenas o edifício principal, mas também os sistemas de acesso, estacionamento e transporte associados ao complexo. Assinado pelo escritório Gensler, o projeto organiza a experiência do passageiro como um percurso contínuo, conectando a chegada ao aeroporto até o embarque de forma intuitiva.
Aeroporto Internacional de San Diego, Estados Unidos (Divulgação/Divulgação)
Um dos principais elementos arquitetônicos é a fachada curva de vidro, com 244 metros de extensão, desenvolvida em colaboração com o artista e arquiteto James Carpenter. A estrutura permite a entrada de luz natural e, ao mesmo tempo, ajuda a controlar a incidência solar. Terraços com vista para a baía, áreas de descanso adaptáveis e espaços dedicados a negócios locais complementam a proposta de criar uma experiência mais confortável.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Milena Garcia.