No Dia Mundial da Água, projetos que têm a água como protagonista integram arquitetura e paisagem de forma sustentável, criando experiências mais conectadas com o ambiente natural
Publicado em 22 de mar. de 2026, 10:00

(Divulgação/CASACOR)
A água é um dos elementos mais potentes da arquitetura. Ao ampliar a relação entre o construído e o entorno, o elemento assume diferentes funções em projetos residenciais e institucionais – ora como protagonista visual, ora como solução climática e estrutural.
Casa da Cascata, 1935, Mill Run, Pennsylvania, USA - Frank Lloyd Wright (Divulgação/CASACOR)
Da força bruta de uma cascata à delicadeza de um espelho d’água, esses projetos mostram que a água vai além da função: ela constrói atmosferas, regula o ambiente e conecta arquitetura e natureza. No Dia Mundial da Água (22 de março), reunimos obras emblemáticas que exploram esse diálogo de forma singular, atravessando diferentes geografias e intenções projetuais. Confira!
(Divulgação/CASACOR)
Ícone absoluto da arquitetura moderna, a Casa da Cascata leva ao limite a integração entre construção e natureza. Erguida sobre uma queda d’água, transforma o som e o movimento do rio em parte da experiência doméstica, dissolvendo as fronteiras entre interior e exterior.
(Divulgação/CASACOR)
Na ilha de Capri, a Casa Malaparte se impõe sobre o rochedo, em um diálogo com o mar. Aqui, a água não é tocada, mas contemplada como horizonte infinito — um elemento que amplia a percepção do espaço e reforça o caráter escultórico da arquitetura.
Casa Gilardi, de Luis Barragán (Barragan Foundation Suíça SOMAAP Arquivo de Fred Sandback/CASACOR)
Na obra de Barragán, a água ganha dimensão sensorial e simbólica. Na Casa Gilardi, a piscina interna reflete cores e luz, criando uma atmosfera contemplativa onde arquitetura, arte e emoção se encontram.
Pavilhão Alemão – Mies van der Rohe. (Todamo/Shutterstock/CASACOR)
Construído para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929, o pavilhão utiliza espelhos d’água como extensão do espaço arquitetônico. As superfícies líquidas duplicam planos e volumes, reforçando a leveza e a precisão do projeto moderno.
Casa Das Canoas, 1951, Rio de Janeiro, Rio, BR - Oscar Niemeyer (Divulgação/CASACOR)
No Rio de Janeiro, a residência de Niemeyer se integra à paisagem tropical por meio de curvas, vegetação e um espelho d’água que acompanha o relevo natural. A água atua tanto como elemento estético quanto como mediadora climática.
(Duc Nguyen/CASACOR)
Neste projeto contemporâneo, a água aparece associada à vegetação como estratégia ambiental. Espelhos d’água e superfícies permeáveis contribuem para o conforto térmico e reforçam a presença do paisagismo como parte essencial da arquitetura.
(Nelson Kon/CASACOR)
No centro de São Paulo, a água surge como experiência no topo do edifício, com a piscina que se abre para a paisagem urbana. Mais do que lazer, ela redefine a relação entre arquitetura e cidade, oferecendo respiro e contemplação em meio à densidade.