Entre diferentes linguagens e contextos, esses arquitetos modernistas ajudaram a definir a paisagem urbana brasileira ao longo do século XX
Publicado em 10 de mar. de 2026, 9:00

MASP- projetado por Lina Bo Bardi | (Hans Gunter Flieg/Divulgação)
Ao longo do século XX, a arquitetura passou por uma profunda transformação. Novos materiais, métodos construtivos e formas de pensar o espaço urbano deram origem à Arquitetura Moderna, que buscava responder às demandas de uma sociedade em rápida mudança. No Brasil, essa renovação ganhou contornos próprios, incorporando clima, paisagem e modos de vida locais.
Nesse processo, alguns arquitetos modernistas tiveram papel decisivo ao imaginar edifícios, cidades e espaços públicos capazes de dialogar com o presente e com o futuro. Suas obras ultrapassaram o campo da arquitetura, influenciando a cultura, o urbanismo e até a forma como os brasileiros se relacionam com as cidades.
Poucos nomes são tão associados à arquitetura brasileira quanto o de Oscar Niemeyer. Conhecido pelo uso expressivo do concreto armado e pelas formas curvas que desafiam a rigidez da geometria tradicional, o arquiteto construiu uma obra reconhecida internacionalmente.
O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba | (Nani Goes/Divulgação)
Entre seus projetos mais emblemáticos estão diversos edifícios de Brasília, cidade planejada na década de 1950. Obras como o Congresso Nacional e a Catedral Metropolitana demonstram como Niemeyer explorou a plasticidade do concreto para criar espaços monumentais, mas também profundamente simbólicos.
Nascida na Itália e radicada no Brasil, Lina Bo Bardi tornou-se uma das figuras mais importantes entre os arquitetos modernistas que atuaram no país. Sua obra revela uma combinação rara entre rigor arquitetônico e sensibilidade cultural.
(Reprodução/Divulgação)
Projetos como o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e o Sesc Pompeia mostram como Lina pensava a arquitetura como um espaço de convivência. Em vez de criar edifícios isolados, ela buscava integrar cultura, cidade e cotidiano, valorizando o encontro entre pessoas.
Urbanista, professor e arquiteto, Lúcio Costa teve papel central na consolidação do modernismo no Brasil. Além de atuar na difusão das ideias modernas, foi responsável por projetos que definiram novos caminhos para o urbanismo brasileiro.
(Divulgação/Divulgação)
Seu trabalho mais conhecido é o Plano Piloto de Brasília, concebido a partir de uma lógica clara de organização urbana. A proposta combinava eixos monumentais, áreas residenciais e amplos espaços livres, refletindo o desejo de planejar uma capital voltada para o futuro.
Affonso Eduardo Reidy foi responsável por alguns dos projetos mais sofisticados do modernismo brasileiro. Sua arquitetura revela um equilíbrio entre racionalidade estrutural e atenção ao entorno urbano.
Affonso Eduardo Reidy (Divulgação/Divulgação)
Entre suas obras mais conhecidas está o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, projetado nos anos 1950. O edifício se destaca pela leveza das estruturas e pela integração com a paisagem do Aterro do Flamengo.
João Batista Vilanova Artigas foi um um importante formador de gerações de arquitetos. Sua atuação como professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo marcou profundamente o ensino da disciplina no país.
(Itaú Cultural/Divulgação)
Entre suas obras mais emblemáticas está o edifício da FAU-USP, cuja estrutura aberta e monumental reflete a ideia de arquitetura como espaço de encontro e debate. O projeto expressa uma visão coletiva da arquitetura, em que circulação e convivência têm papel central.
Representante de destaque da chamada Escola Paulista, Paulo Mendes da Rocha desenvolveu uma arquitetura marcada pela força estrutural e pela clareza construtiva. Suas obras frequentemente exploram o concreto de forma direta, evidenciando a estrutura como parte da expressão arquitetônica.
(Divulgação)
Entre seus projetos mais conhecidos estão o Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em São Paulo, e a reforma da Pinacoteca do Estado. Em ambos os casos, o arquiteto demonstra interesse pela relação entre edifício, espaço público e circulação das pessoas.
Embora seja frequentemente lembrado como paisagista, Roberto Burle Marx também ocupa um lugar relevante entre os arquitetos modernistas brasileiros. Seu trabalho redefiniu a maneira de pensar jardins e espaços públicos, aproximando paisagismo e arte.
Há 30 anos, morria Roberto Burle Marx, maior nome do paisagismo brasileiro. (TYBA/Divulgação/Divulgação)
Burle Marx incorporou espécies da flora brasileira em composições inovadoras, muitas vezes marcadas por desenhos orgânicos e contrastes de cores. Seus projetos ajudaram a transformar o jardim em parte fundamental da experiência arquitetônica.
Esse texto foi feito com o apoio de CASACOR Publisher, um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.