O Labirinto Playground é um espaço para interagir e vivenciar que reflete sobre a construção de espaços voltados para o lazer em áreas públicas
Publicado em 4 de set. de 2022, 12:00

(Carlos Teixeira)
(Carlos Teixeira/CASACOR)
A iniciativa dialoga com princípios do Vazio S/A, como o diálogo com a natureza e a valorização dos espaços coletivos. Quem estiver sem pressa vai se perder entre os pilares, quem quiser brincar vai trepar pela grelha metálica, e quem quiser observá-lo de longe vai ver um objeto às vezes fechado, às vezes aberto, às vezes, entreaberto. Mas o Labirinto não é para ser visto de longe e nem é uma escultura: ele convida à experiência com suas texturas e o jogo entre regular/irregular de seus elementos.
O interesse do escritório pelos playgrounds, inclusive, faz parte de um projeto mais amplo, que inclui a construção de espaços voltados para o lazer em instituições públicas, como em uma Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), localizada em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. “Acho curioso que os arquitetos geralmente não investigam muito o potencial do playground. Não é uma tipologia considerada nobre, mas deveria ser, porque estamos trabalhando com uma estrutura que vai melhorar a condição, por exemplo, de um projeto que ajuda na reinserção dessa pessoa condenada no mercado de trabalho. É uma contribuição positiva da arquitetura para a sociedade. Seria um playground tanto para os recuperandos quanto para seus filhos”, reforça o arquiteto.