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CASACOR
Ambientes

Com natureza de sobra e charme modernista, o bar reverencia à paisagem

Lucas Lage cria pavilhão leve e sustentável para abrigar o Bar da Piscina na CASACOR Minas 2019

Por Cristina Bava

Publicado em 15 de jun. de 2020, 11:09

03 min de leitura
Com natureza de sobra e charme modernista, o bar reverencia à paisagem

(Divulgação)

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Para quem teve a oportunidade de conhecer a 25ª edição da CASACOR Minas, pode confirmar que a mostra mineira se destacou entre os mais de 19 eventos da realizados pela marca em 2019. Além da beleza do cenário escolhido, o evento aconteceu no Palácio das Mangabeiras, residência oficial dos governadores do estado, inaugurada em 1955, o elenco apresentou 60 ambientes projetados de forma a respeitar a natureza e a arquitetura original de Oscar Niemeyer e jardins de Roberto Burle Marx. A proposta de ocupar um imóvel histórico e contribuir para ampliar a visibilidade do patrimônio histórico e arquitetônico brasileiro não é uma novidade para a mostra mineira, mas nessa edição a realização do conjunto atingiu seu ápice e emocionou os visitantes. Com recorde de público (foram mais de 70 mil pessoas) o evento deixa saudades. E, um dos espaços que merece distinção, ora pela relevância da escolha de uma estrutura leve e sustentável ora pela qualidade da implantação em diálogo com a paisagem, foi o Bar da Piscina, assinado pelo arquiteto Lucas Lage. A piscina originalmente desenhada pelo mestre Burle Marx, ganhou um bar em estrutura metálica com lounges ao ar livre e mobiliário despretensioso, que se espalhou de forma despojada no entorno da piscina. "Nosso projeto teve a preocupação de interferir minimamente em todo o entorno, o projeto do Niemeyer, o paisagismo de Burle Marx, a paisagem tombada da serra do curral e o horizonte da cidade. A premissa era que de dia a estrutura se mostrasse leve, quase efêmera, que conjugasse a poesia das curvas do desenho da piscina com a cobertura em aço, leve, que apenas repousasse sobre a grama", afirma o arquiteto mineiro. E, como não poderia deixar de ser, o respeito a natureza do entorno se tornou uma necessidade, continua o profissional "nosso bar foi totalmente sustentável, não interferimos no terreno nem em nenhuma vegetação pré-existente, utilizamos materiais que pudessem ser desmontados e realocados em outro lugar posteriormente".
"Retiramos o máximo o excesso de informações e disfuncionalidades dos projetos, gostamos de trabalhar os materiais em toda sua essência, por isso, os nossos projetos sempre tem materiais na sua forma bruta, sem distrações ou maneirismos" diz Lage. E para não deixar dúvidas sobre a reverência aos mestres e respeito ao patrimônio natural e arquitetônico perguntamos ao arquiteto: Como foi criar uma nova construção em diálogo com a casa assinada por Oscar Niemeyer? "Foi pensar no nada, pensar que não importa o que fizesse teria de ser quase um não-ambiente, algo que não agredisse a edificação mas fosse marcante".[newsletter]