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CASACOR São Paulo 2026: 70 ambientes que propõem a pausa e a reconexão

Em sua segunda edição no Parque da Água Branca, a maior mostra de decoração, arquitetura, design e paisagismo das Américas propõe um percurso imersivo entre jardins, instalações e ambientes que refletem o tema Mente e Coração

Por Nádia Sayuri Kaku

Publicado em 30 de mai. de 2026, 8:30

Mais de 10 min de leitura
Nildo José | NJ+ Arquitetos - Casa Coral Celeiro Alvorada. De um lugar íntimo vem o projeto do arquiteto Nildo José: uma homenagem à memória de seu pai. O verbo selar, ou guardar o que importa, guiou as escolhas, tomando a arquitetura como suporte para o que permanece. No living, uma estante ocupa o pé-direito duplo com livros e fotografias de pai e filho – para alcançar a porção mais alta, há um mezanino, acessível por uma escada helicoidal pintada de roxo. Lembranças da fazenda se expressam na bancada de travertino com figuras rurais esculpidas. Cores terrosas e naturais tingem a área de 213 m², que contém ainda quarto e banheiro.

Nildo José | NJ+ Arquitetos - Casa Coral Celeiro Alvorada. De um lugar íntimo vem o projeto do arquiteto Nildo José: uma homenagem à memória de seu pai. O verbo selar, ou guardar o que importa, guiou as escolhas, tomando a arquitetura como suporte para o que permanece. No living, uma estante ocupa o pé-direito duplo com livros e fotografias de pai e filho – para alcançar a porção mais alta, há um mezanino, acessível por uma escada helicoidal pintada de roxo. Lembranças da fazenda se expressam na bancada de travertino com figuras rurais esculpidas. Cores terrosas e naturais tingem a área de 213 m², que contém ainda quarto e banheiro. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)

A CASACOR São Paulo 2026 apresenta uma edição que convida o público a desacelerar e se reconectar com o que é essencial. Em sua segunda passagem pelo Parque da Água Branca, a mostra propõe uma experiência profundamente ligada à natureza, ao bem-estar e às relações humanas, traduzindo o tema Mente e Coração em um percurso que integra arquitetura, paisagismo, design, cultura e afetividade. Com mais de 10 mil m² de área construída, o evento apresenta 70 ambientes que mesclam arquitetura, paisagismo, design e arte, integrando harmoniosamente casas, estúdios, lofts, tiny houses e instalações em meio à vegetação preservada do parque. Desse percurso, 40% da mostra é aberta ao público, ampliando a integração entre a CASACOR e a vida cotidiana do parque.

Confira todos os ambientes na galeria abaixo!

Favaro Arquitetos - Galeria Muxarabi
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Favaro Arquitetos - Galeria Muxarabi. Sem encobrir os edifícios históricos – conforme exigido pelos órgãos de proteção ao patrimônio – nem isolar a CASACOR do contexto do Parque da Água Branca, a cenografia com painéis metálicos vazados abraça delicadamente os 400 m de perímetro da mostra. Além desse invólucro, os arquitetos planejaram uma galeria de entrada com quase 20 m de comprimento, co­berta e levemente labiríntica, montada com os mesmos muxarabis. A dispo­sição garante jogos de luz e sombra em um pórtico que faz a transição entre a área idílica do Parque e o es­paço expositivo. Autoportantes por terem sido instaladas em zigue-zague, as chapas estão fixadas em sa­patas de concreto com 20 cm de altura (as quais atendem à prerrogativa de apenas se sobrepor ao piso).

(Bia Nauiack)
Ana Lui e Karen Marini - Jardim Respiro
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Ana Lui e Karen Marini - Jardim Respiro. Com 300 m², este jardim dá início à jornada pela mostra. As paisagistas Ana Lui e Karen Marini adotaram uma curadoria botânica que privilegia espécies brasileiras pouco usuais, como orelha-de-onça e tataré, dispostas sob princípios do paisagismo naturalista contemporâneo, que valoriza ecossistemas locais. A fim de reduzir intervenções e respeitar a dinâmica do solo, a dupla não tocou na base do terreno nem interferiu na drenagem original. O projeto inclui um espelho d’água, a escultura Geometria da Alma, de Luhly Abreu, e um meliponário (conjunto de casinhas destinadas à criação de abelhas sem ferrão).

(Camila Santos)
Viviane Teles - Biobilheteria
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Viviane Teles - Biobilheteria. Vigas e arcos de bambu laminado com 8 m de extensão estruturam o pavilhão de 11 m de diâmetro que abriga a bilheteria. Os componentes estão amarrados por uma trama, também de bambu, que lembra a casca da fruta Physalis, na qual está tensionada a lona semitranslúcida e impermeável que fecha a armação. A construção experimental materializa a pesquisa da arquiteta potiguar Viviane Teles na área da bioarquitetura e a influência dos materiais naturais na saúde e no bem-estar das pessoas. No centro do espaço, uma imponente luminária de bambu e micélio com cerca de 2,5 m de altura foi produzida sob medida pelo estúdio Ola Luminárias Acústicas. Nas aberturas laterais, há esculturas do artista Luiz Martins.

(Carolina Mossin)
Pam Faccin Arquiteura Paisagística - Conhecer para Preservar
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Pam Faccin Arquiteura Paisagística - Conhecer para Preservar. Esta praça-jardim de 275 m² descortina a complexidade da Mata Atlântica. “A experiência busca despertar o entendimento sobre o bioma. Depois, vem a conexão emocional com ele”, diz a paisagista Pam Faccin. O piso drenante hexagonal, colocado sobre uma camada de brita, cria um mosaico no caminho, repleto de vegetação nativa. Seguindo diretrizes do Parque, as espécies estão em vasos – muitas vezes imperceptíveis porque cada planta cobre o cachepô da anterior ou por causa da forração com casca de pínus. Com imagens da flora e avifauna brasileiras, o painel Túnel da Biodiversidade reitera a dimensão educativa.

(Bia Nauiack)
Maria Fernandes Marques Paisagismo - Da Terra ao Solo
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Maria Fernandes Marques Paisagismo - Da Terra ao Solo. Um portal de cobogós assinala a chegada a este jardim de 330 m², que leva à tiny house vizinha e a mais duas áreas externas antes de desembocar na entrada monumental do primeiro casarão. O projeto nasceu após harmonização prévia do terreno de acordo com a medicina do habitat – daí a presença de três rochas maiores em locais estratégicos. Colmeias do artista João Machado reiteram o papel das abelhas nativas na manutenção da biodiversidade, enquanto totens da série Verdades, de Carol Ambrósio, ampliam a relação entre arte e paisagem. No alpendre, a paisagista dispôs memórias e fragmentos de sua trajetória.

(Roberta Gewehr)
Edward Van Vliet - Cubijoo Pavilion
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Edward Van Vliet - Cubijoo Pavilion. O designer holandês Edward van Vliet, baseado em Amsterdã, Barcelona e São Paulo, assina este pavilhão modular desmontável cuja estrutura pré-fabricada de aço está oculta por revestimentos cerâmicos e painéis de jequitibá maciço. Os 50 m² articulam um ambiente interno de meditação, organizado sobre um grande tapete, a uma área externa de bem-estar. Materiais como madeira, cerâmica, vidro e latão reforçam a conexão com a natureza nesta construção reversível, parte de uma pesquisa mais ampla do profissional para uma arquitetura inteligente, regenerativa e emocionalmente enriquecedora aplicável a usos diversos.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Kawai Paisagimo - Jardim Ikigai
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Kawai Paisagimo - Jardim Ikigai. O conceito japonês ikigai se traduz como aquilo que faz a vida valer a pena. No contexto deste projeto, assinado pelo paisagista Vitor Kodama, o termo representa um espaço onde técnica, natureza, afeto e propósito convergem. Distribuídos em uma espécie de linha de frente, totens de 50 x 75 cm estruturados com madeira plástica e revestidos de pedra, espelhos e vegetação estabelecem jogos de reflexos – entre as pessoas e o entorno, mas também de cada um consigo mesmo. Com alturas entre 2 e 3 m, esses pilares pontuam o deque, por sua vez tratado com shou sugi ban, método milenar de carbonização controlada. Já a tradição familiar aparece nos ikebanas de Lucia Kodama.

(Roberta Gewehr)
Bia Abreu Paisagismo - Jardim Onde a Mente Pousa
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Bia Abreu Paisagismo - Jardim Onde a Mente Pousa. O recanto de 200 m² entende o paisagismo como ferramenta para praticar a atenção plena e, assim, alcançar o equilíbrio entre mente, corpo e coração. Daí suas diferentes ambiências além do pátio, como a academia com equipamentos produzidos artesanalmente no Piauí e o conjunto formado por spa, ducha externa e solário. Canteiros em camadas, aromas naturais e a presença de água, pedra e madeira constroem uma atmosfera sensorial, bem como o espelho de moldura orgânica, já uma marca registrada da paisagista. O piso de cacos de pedra são tomé e arenitos irregulares celebra a imperfeição dos vestígios do tempo.

(Bia Nauiack)
Paulo Azevedo - Memórias Costuradas em Uso
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Paulo Azevedo - Memórias Costuradas em Uso. Na entrada do primeiro casarão do percurso, o hall de 50 m² presume que os espaços que habitamos são extensões das nossas vivências – camadas de histórias que se acumulam e se alteram ao longo do tempo, alinhavando fragmentos do passado e do presente. Uma tenda de 12 m², elemento principal da narrativa amarrada por meio de uma linguagem cativante, ocupa a porção central do ambiente. Imersa no cenário onírico acentuado por tons de azul, a cabana expressa memória e afeto. Tecidos, luz e formas envolvem o visitante, em um chamado à introspecção e à emoção, como se o preparassem para tudo que ainda está por vir.

(Carolina Mossin)
Suite - Casa Magma Portinari
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Suite - Casa Magma Portinari. Este projeto de 215 m² aborda o lar como território de cura. Uma parede curva estrutura a circulação e o layout, descortinando estágios progressivos de intimidade – do hall às áreas de estar, jantar, suíte e banho. Texturas derivadas de terra, cerâmica, pedra e madeira exploram o portfólio de revestimentos da Portinari e reforçam o clima introspectivo, intensificado pela sala rebaixada, as superfícies táteis e a luz natural filtrada. Com esses recursos, a equipe do Suite, autora de todo o mobiliário, orquestrou uma morada onde corpo e espírito convergem para a regeneração e a reconexão.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Teresa Simões Arquitetura - Qalb Boutique Café
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Teresa Simões Arquitetura - Qalb Boutique Café. Da palavra em maltês para coração vem o nome deste café de 313 m² com hall de entrada, salão, adega, sala de almoço, cozinha e área externa. Pedra, madeira, superfícies patinadas e tecidos contribuem para a aura envolvente, pontuada pela intensidade controlada do dourado e do bordô. Entre os materiais, sobressai o marcante quartzito luise blue, aplicado no balcão e nas paredes curvas que conformam o plano de fundo do bar. Já na sala de almoço, os olhos se voltam para os arcos, que reinterpretam a arquitetura original do casarão do Parque da Água Branca sem recorrer à reprodução literal. No forro, a trama de fios entra como elemento cenográfico.

(Carolina Mossin)
Carlos Navero Studio - Banheiro Galeria
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Carlos Navero Studio - Banheiro Galeria. Destacadas pela marcenaria de MDF preto absoluto das paredes, obras de arte de Sônia Menna Barreto, Luiz Martins, Eleutherio Netto e Marcelo Mendonça, entre outros, compõem a pequena galeria que dá acesso ao lavatório e às duas cabines acessíveis neste banheiro de 12 m². Dessa maneira, o arquiteto Carlos Navero mostra que arte e arquitetura também podem se articular, sem perder o feitio intimista, em um ambiente funcional e de uso cotidiano. No piso, o mosaico de travertino arremata a proposta de caráter inclusivo.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Rafaella Manso Arquitetura - Nota em Linhas
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Rafaella Manso Arquitetura - Nota em Linhas. No primeiro casarão do trajeto, a arquiteta Rafaella Manso compôs a escadaria e o lounge junto dela como uma ode à música, representada principalmente pelo piano de 1951, pertencente à avó da profissional e alojado sobre uma plataforma revestida de mármore. Inspiradas na caligrafia da partitura, linhas unificam o espaço por meio do móbile suspenso no vão da escada. Os vitrais, com motivos que obedecem à proporção áurea, filtram a luz natural e reforçam a relação entre ritmo, forma e experiência. O projeto de 74 m² preserva elementos originais, como o piso de granilite e as molduras de gesso.

(Roberta Gewehr)
Camilo Jr - Espaço Gênese
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Camilo Jr - Espaço Gênese. Neste banheiro de 25 m² com ilha de conforto, o arquiteto Camilo Jr. conduz o usuário por diferentes camadas de materialidade. A narrativa pressupõe que a construção humana nasce da relação com o que é palpável e, por isso, introduz pedra, madeira e inox como metáforas, respectivamente, de origem, transformação e contemporaneidade. Os significados se desdobram: a rocha carrega a memória geológica, a marcenaria escura traduz a habilidade em converter a natureza em abrigo, enquanto o aço aporta tecnologia. Obras de arte, como as 18 unidades da série Forjados no Mar, de Hanna Dank, induzem à reflexão entre corpo, movimento e arquitetura.

(Daniela Magario)
Calio Studio Design - Lounge do Artista
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Calio Studio Design - Lounge do Artista. Com 62 m², este espaço em L concebido pelo designer de interiores Francisco Calio simula um telhado de duas águas em sua galeria principal, que contém o canto de leitura com lareira e um par de poltronas desenhadas pelo escritório. Em contraste com a base preta do restante do ambiente, o forro claro parece flutuar, carregando com ele um pendente montado com 130 cápsulas de vidro, também assinado pelo autor do projeto. Em meio ao revestimento negro do piso, uma faixa branca alonga a perspectiva do cômodo e conduz para a segunda área do lounge, mais reservada, de descanso. Ali, uma escada cenográfica de gesso complementa a cena.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Gui & Dado Castello Branco - Apartamento Deca
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Gui & Dado Castello Branco - Apartamento Deca. Arrebatados pelo pé-direito alto, os janelões e a abundância de luz natural, os arquitetos Guilherme (à dir., na foto ao lado) e Dado Castello Branco apresentam um apartamento de 265 m² que poderia estar em qualquer lugar do mundo. O hall leva, de um lado, ao lavabo de visual ousado (com paredes e forro revestidos de tecido listrado bordô) e, em frente, à varanda com paisagismo de Daniel Nunes. Então, adentra-se o living neutro, integrado à cozinha e com atmosfera de sala de música, permeado de livros e obras de arte. A suíte máster conta com closet e sala de banho com lançamentos da Deca (como a banheira oval LK e a bacia Single).

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Felipe de Almeida - Casa Memórias Essenciais
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Felipe de Almeida - Casa Memórias Essenciais. Para o designer de interiores Felipe de Almeida, lar é onde se compartilham os sonhos e a mesa, os objetos têm vida própria e as paredes contam histórias. Em seu loft com ares de celeiro, os janelões do casarão, as tesouras no teto, a marcenaria escura e os papéis de parede florais sublinham o jeito campestre sem renunciar a um quê contemporâneo. Distribuídos entre living, escritório, sala de jogos, cozinha linear, quarto e sala de banho, os 115 m² se preenchem com itens de acervo pessoal em combinações maximalistas, bem ao gosto do autor, que se vale dos estilos Ralph Lauren, farm house, clássico, contemporâneo e boho.

(Bia Nauiack)
MAAI Arquitetura Integrada - Living Ritmo Vital
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MAAI Arquitetura Integrada - Living Ritmo Vital. Com 83 m² divididos em living, bar e lavabo, o ambiente dos arquitetos Arnaldo Pinho, Mônica Pinto e Isabel Veiga pretende, por meio da arquitetura, reorientar o corpo a um estado sustentado e regular seu ritmo. Para isso, o trio escolheu matérias-primas naturais, porosas e de envelhecimento honesto. Nas paredes e no teto, a palha funciona como superfície de amortecimento: absorve ruídos, filtra a luz e reduz a reverberação dos estímulos. Já a madeira oferece estabilidade térmica, conforto tátil e sensação de permanência, enquanto o mármore, com sua densidade e inércia material, equilibra o conjunto.

(Camila Santos)
Ohma - Ilha da Alma
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Ohma - Ilha da Alma. Entre a mente que pensa e o coração que sente, existe um terceiro lugar: a alma. E ela não é algo rígido, mas, sim, mistura e movimento. Esse foi o fundamento que os arquitetos Nicholas Oher e Paloma Bresolin adotaram nesta ilha de conforto de 40 m². Tons claros e terrosos induzem a calma, enquanto os azuis estimulam o pensamento, a memória e o que não se vê. Há uma intenção na fluidez das formas, que guiam o olhar e o corpo pelo ambiente, passando pelo desenho orgânico da marcenaria, da lareira, das cortinas e, sobretudo, pelo design do mobiliário e pela curadoria de objetos e obras de arte.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Natan Gil - Casa Cosentino Sanare
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Natan Gil - Casa Cosentino Sanare. Uma casa feita não para chegar, mas para retornar, acolher-se. Sintetizada no verbo em latim sanare, a filosofia deste loft envolve cura, introspecção e fé. No espaço minimalista – e, ao mesmo tempo, escultural –, o vazio e o silêncio amplificam a sensibilidade dos 106 m² repartidos entre living, cozinha e sala de jantar. O arquiteto experimenta as várias possibilidades dos materiais da Cosentino, especialmente no mobiliário, todo desenhado pelo escritório, a exemplo da mesa de jantar. A imagem de Nossa Senhora Aparecida invoca uma presença invisível que sustenta a vida, ao passo que a claraboia no teto inclinado da cozinha simboliza a luz do divino.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Bruno Borges - BSB Arquitetura - Banho da Saudade
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Bruno Borges - BSB Arquitetura - Banho da Saudade. Quem você é quando ninguém está olhando? O arquiteto Bruno Borges faz essa provocação com este banheiro unissex de 33 m², tratado como uma experiência de reconhecimento. Na entrada, as obras de Bruno Passos e Caio Cruz tecem um passeio pela psique humana. Na antessala, o sofá Bacio, de Karol Suguikawa, de veludo macio, e o tapete Profundezas, desenhado pelo profissional, dão a medida do acolhimento. Uma passagem listrada leva às cabines e, ao fundo, à bancada de inox com os lavatórios. Um vitral ladeia o banco esculpido em quartzito tempest green com aspecto vitrificado, de onde parece emergir a escultura Levitação, de Leopoldo Martins.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
João Panaggio - Casa da Marcenaria Brasileira  Duratex
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João Panaggio - Casa da Marcenaria Brasileira | Duratex. A marcenaria brasileira tematiza este espaço de 250 m², que reúne peças de várias gerações de designers, com curadoria de Lissa Carmona em três atos: o primeiro festeja nomes como Etel Carmona, Claudia Moreira Salles, Lia Siqueira e Lina Bo Bardi; o segundo aborda Jorge Zalszupin e sua coleção Cubo, dos anos 1970; e o último expõe poltronas autorais em uma linha do tempo. Esse acervo se insere em uma arquitetura de formas puras, com uma passarela em vão livre, a escada helicoidal e três totens piso-teto com prateleiras giratórias. A estante exibe utensílios indispensáveis ao ofício, como encaixes, ferramentas e amostras. Lurdinha Piquet assina a seleção de obras de arte.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Gabriel Fernandes - Casa Simonetto - Tributo a Janete Costa
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Gabriel Fernandes - Casa Simonetto - Tributo a Janete Costa. Com living integrado à cozinha, esta morada de 160 m² presta homenagem a Janete Costa, arquiteta e designer pernambucana reconhecida por valorizar a arte popular, e enaltece o saber fazer brasileiro. Impõe-se a estante com acabamento de pau-ferro, lançamento da Simonetto, customizada com gavetas de madeira entalhadas uma a uma pelo artesão Nelinho, de Tiradentes, MG. Tecidos feitos em tear manual por uma comunidade de mulheres comprovam o desejo do autor por causar impacto social positivo. No centro, a lareira reforça a monumentalidade e simetria do projeto, que reúne obras de arte do acervo de Janete e de artistas que trabalharam com ela.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Nildo José  NJ+ Arquitetos - Casa Coral Celeiro Alvorada
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Nildo José | NJ+ Arquitetos - Casa Coral Celeiro Alvorada. De um lugar íntimo vem o projeto do arquiteto Nildo José: uma homenagem à memória de seu pai. O verbo selar, ou guardar o que importa, guiou as escolhas, tomando a arquitetura como suporte para o que permanece. No living, uma estante ocupa o pé-direito duplo com livros e fotografias de pai e filho – para alcançar a porção mais alta, há um mezanino, acessível por uma escada helicoidal pintada de roxo. Lembranças da fazenda se expressam na bancada de travertino com figuras rurais esculpidas. Cores terrosas e naturais tingem a área de 213 m², que contém ainda quarto e banheiro.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Felipe Saurin - Arquivo Vivo
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Felipe Saurin - Arquivo Vivo. O arquiteto e designer Felipe Saurin revisita a cena cultural de Nova York entre os anos 1960, com sua elegância estruturada, e a década seguinte, mais libertária. Em 68 m², o hall escuro e espelhado, um aceno à boate Studio 54, se descortina para um living repleto de luz natural, painéis de madeira nas paredes e feições modernistas, além de um banheiro. O clima alude aos escritórios da série Mad Men, porém com o toque irreverente emprestado da moda do estilista Halston, animal print, geometrias marcantes, espelhos envelhecidos e veludos. Em um ponto de destaque, figura o bar de latão revestido de pergaminho, referência ao trabalho do designer francês Jacques Adnet.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Studio Costa+Azevedo - Casa Origens Mercado Livre
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Studio Costa+Azevedo - Casa Origens Mercado Livre. A dupla Josemar Costa e André Azevedo criou um apartamento completo e quase sem divisões em 53 m² – “uma casa que entrega o melhor do Brasil pelo olhar de quem seleciona, coleciona e mistura com uma estética voltada ao design e à arte”, segundo os autores. A brasilidade e a latinidade comparecem no uso de cores e estampas (sobressaem o amarelo das cortinas e o marsala das paredes), enquanto a seleção criteriosa de móveis e objetos revela personalidade, a exemplo da poltrona modernista LC1. No hall, um cobogó desenhado pelos profissionais indica a singularidade das soluções adotadas.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Victor Niskier + Arqnisk - Torre Paulo
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Victor Niskier + Arqnisk - Torre Paulo. Em sua estreia na CASACOR São Paulo após seis edições na mostra carioca, o arquiteto Victor Niskier abraçou o desafio de ocupar um espaço verticalizado de 84 m² e três pavimentos, que contém uma escada de passagem obrigatória. O profissional não se contentou em projetar um mero ambiente de circulação – em vez disso, imaginou uma torre-refúgio. Chega-se pelo topo, de onde se tem a visão da estante Colmeia, adaptada ao pé-direito duplo e revestida de couro envelhecido. No andar intermediário fica o home office com estar, bar e academia, com mais móveis criados por ele, a exemplo da mesa de trabalho Bahia, em quartzito azul macaúbas.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Léo Shehtman Arquitetura e Design - Casa Pulsante
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Léo Shehtman Arquitetura e Design - Casa Pulsante. A marcenaria em tom marsala reina absoluta no espaço com hall, living e cozinha. Para o arquiteto Léo Shehtman, a escolha cromática implica, de um lado, rigor e controle, e, de outro, introspecção, acolhimento e intensidade. Sobre esse pano de fundo dramático, o loft de 84 m² com viés maximalista introduz elementos que interrompem a saturação, como a iluminada sala de estar com itens mais neutros. Acomodada em um nicho revestido de cerâmica em formato retangular, a cozinha ganha ares cenográficos. Os materiais complementares (pedra, madeira e tecidos) aportam textura e humanidade.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Felipe Carolo - Casa Jacob  Itaú Personalité
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Felipe Carolo - Casa Jacob | Itaú Personalité. O arquiteto rende homenagem aos 100 anos de vida de seu avô, Jacob, com um loft transpassado por sensibilidade e nostalgia. O impacto começa na entrada, pela porta trabalhada com chapas de alumínio dobrado. No interior, os 77 m² incorporam lembranças da casa dos avós – algumas literais, como mobiliário herdado. Peças vintage adquiridas em galerias também comparecem à proposta, que valoriza a longevidade dos materiais e a atemporalidade estética. Atente para escolhas como a escultura viva da artista floral Aline Matsumoto, o pendente Flying Disc, do designer Ingo Maurer, e a luminária Moon, de Davide Groppi.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Lucas Carrara - Arquitetura e Design - Tramas e Transbordos
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Lucas Carrara - Arquitetura e Design - Tramas e Transbordos. Este banheiro de 35 m² enaltece o simples ao ressignificar elementos corriqueiros e inseri-los em um novo contexto. É o que acontece com a cadeira dobrável de bar: originalmente de estrutura metálica, ela é reinterpretada e transformada em uma peça escultórica de resina. A paleta quente, que mescla bordô, vinho, rosa queimado e verde, emana a alegria cotidiana da América Latina, materializada nos tecidos exclusivos de Maria Clara Ferrez, no painel de pratos cerâmicos de Samia Bilachi, inserido no arco da janela a fim de tensionar o limite entre arquitetura e arte, e nos detalhes confeccionados com quartzito explosion rouge.

(Daniela Magario)
PN +  Paula Neder - Carmim
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PN + | Paula Neder - Carmim. Uma mulher madura que honra a própria história é a moradora imaginária do loft de 84 m² dotado de releituras contemporâneas da tradição francesa, como as boiseries e molduras nas paredes. A clássica base em branco e preto (reiterada por telas em grande formato de Raul Mourão) ganha toques de carmim e compõe um refúgio recheado de arte, artesanias, texturas e espaço para o autocuidado (note a bicicleta ergométrica perto da cama). A decoração exalta os têxteis, como as cortinas com estampa de Dominique Jardy. No living se destacam a colagem de Bebel Franco entre os janelões e o móbile de Eugenio Vojkovic no canto.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Marcos Serrano Miralles Arquitetura - SPA Raízes
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Marcos Serrano Miralles Arquitetura - SPA Raízes. Aquietar o ruído, desacelerar o corpo e devolver presença ao instante: a partir desses três pontos o arquiteto ergueu este banheiro de 60 m². A base neutra vem carregada de texturas, tais como o linho rústico do enxoval, a nogueira thar aplicada em portas e gabinetes e o travertino em cacos nos pisos e paredes. Já o forro emprega lâminas acústicas fabricadas com garrafas pet recicladas. “O espaço acolhe com delicadeza, como se a arquitetura pudesse, por alguns momentos, reorganizar o ritmo interno. Nos ancoramos na força simbólica das raízes, que sustentam e conectam”, fala. O frigobar que acondiciona produtos de skincare aporta uma dose de humor.

(Bia Nauiack)
Marcelo Salum - Casa Brastemp
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Marcelo Salum - Casa Brastemp. Reside no uso destemido das cores o grande trunfo deste projeto de 195 m², imaginado para uma cozinheira profissional. A paleta vibrante destaca os eletrodomésticos da Brastemp e contempla outros interesses da personagem, como arte, arquitetura, moda e música. Na entrada, o visitante pode se aprofundar na história da marca e, na sequência, lavanderia, sala de jantar, cozinha, laboratório da chef, escritório, estar, lavabo e bar abrem uma gama de encantamentos. Não deixe de olhar para cima: o profissional recompôs as sancas de gesso faltantes como forma de contribuir para a requalificação do casarão histórico.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Michele Wharton - Lounge Mi Corazón
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Michele Wharton - Lounge Mi Corazón. Uma morada latina dos anos 1980 guiou a memória afetiva da designer, filha de panamenhos, e resultou nesta calorosa sala de estar de 30 m². “Mergulhei no tempo em que a casa pulsava como extensão das emoções”, revela. A composição aposta em uma fusão de referências: tapetes persas, porcelanas chinesas e vasos cloisonné se entrelaçam com a cultura latino-americana. Voluptuosa, ela aparece nas molas (bordado típico do Panamá) das almofadas, nas cerâmicas artesanais e nas polleras, traje tradicional convertido em arte. Repare no afresco de pavão, que evoca proteção, sabedoria, amor, realeza e poder.

(Camila Santos)
Tulio Xenofonte Arquitetos - Loft Milanese
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Tulio Xenofonte Arquitetos - Loft Milanese. Neste loft, o ideal de estilo vem da luxuosa Milão dos anos 1960 e 70, atualizado com uma releitura contemporânea tanto nos acabamentos quanto nos tecidos e mobiliário. No primeiro quesito, um revestimento termomoldável preenche paredes, rodapés, parte do teto e até a estante. No segundo, surgem móveis de traço brasileiro e tapetes que reaproveitam recortes e refugos de fábrica. O layout emprega o que o arquiteto chama de cápsulas de função, que otimizam os quatro cantos do espaço de 86 m² para alocar sala de jantar, cozinha, banheiro e closet/home office, cômodos ao mesmo tempo setorizados e integrados à porção central, onde ficam o living e o quarto.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Estudio Musgo - Refúgio Fleury
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Estudio Musgo - Refúgio Fleury. Divisor do circuito de visitação, o jardim assinado pelo paisagista Denis Bessa e sua equipe se coloca como um intervalo sensorial. Provocar pequenos deslocamentos na atenção dos passantes — por meio de contrastes entre as texturas das plantas ou mesmo da variação da incidência de luz sobre elas, por exemplo — dispara uma espécie de reorganização pessoal. A paisagem de 270 m² tira partido de figuras geométricas que se desdobram em recortes no deque de garapeira, em uma linguagem ritmada e precisa. Espalhados pelo caminho, há espelhos de Tomas Graeff e poltronas de balanço Astúrias, de Carlos Motta.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Felipe Rossi Arquitetura - Casa Limiar R
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Felipe Rossi Arquitetura - Casa Limiar R. Diluir as margens entre ambientes internos e externos por meio de lâminas de vidro ajudou a trazer a paisagem tombada do Parque da Água Branca para perto deste pavilhão. A casa de 80 m² ganha contornos idílicos, mas com todo o conforto que a modernidade permite. “Reconhecemos a arquitetura como esse espaço de travessia, onde a simplicidade é construída com intenção”, comenta o arquiteto Felipe Rossi. Bancadas de aço inox se contrapõem às paredes esculturais de travertino rosso que avançam desde o hall, passando pelo living gourmet, pela suíte e pelo closet. No teto, uma claraboia deixa ver a copa das árvores, em uma solução tão inesperada quanto elegante.

(Daniela Magario)
Senac São Paulo + Estúdio Guto Requena - Arena do Conhecimento
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Senac São Paulo + Estúdio Guto Requena - Arena do Conhecimento. Feito sob medida para abrigar palestras e bate-papos, este espaço inaugura a parceria entre a CASACOR e o Senac São Paulo. Sob a coordenação do Estudio Guto Requena e mais três professores da graduação, oito alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo atuaram no desenvolvimento do projeto. O grupo discutiu questões como a escolha dos revestimentos – visando a opção mais sustentável e acusticamen­te eficiente – e a definição da ilumi­nação, importante para proporcionar concentração, e não sono, em um local de aprendizado. Outro conceito relevante se insinua no layout, definido por um sofá que contorna a área de 100 m² e acomoda até 40 pessoas. Outras dez podem se sentar nos pufes. “Essa circularidade remete às cirandas, às rodas de samba e de capoeira, coletividades importantes na nossa cultura, em um formato sem hierarquia”, explica o arquiteto Guto Requena.

(Roberta Gewehr)
Leticia Nannetti - Âmbar
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Leticia Nannetti - Âmbar. Ponderações da arquiteta sobre como queremos habitar no decorrer da vida induziram a concepção deste estúdio de 54 m² com acessibilidade universal. A paleta percorre tons de mel, marrom, cereja e verde, enquanto o mobiliário ergonômico tem cantos suavizados, e acessórios ricos em texturas ampliam a dimensão tátil do conjunto. Realizados especialmente para o projeto, os vitrais criam atmosferas envolventes ao longo do dia. O âmbar, resina vegetal fossilizada que eterniza reminiscências de outros tempos, dirige o pensamento para a maturidade e leva a uma resposta da arquitetura embasada em cuidado e acolhimento.

(Bia Nauiack)
Wesley Lemos - Geometria do Afeto
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Wesley Lemos - Geometria do Afeto. Curadoria e expografia dão as mãos para que a essência tropical floresça diante do pano de fundo branco e preto deste ambiente nada convencional: 99 m² repartidos em seis lances de escada (três de cada lado do hall). O térreo guarda lugar para leitura e práticas analógicas; o mezanino investiga sincretismos; e, no último piso, situa-se um pequeno lounge. Há um pouco de tudo: técnicas ancestrais e modernas, grafite e pixo, marcenaria autoral e peças de design brasileiro. O profissional, que se divide entre Sergipe, Bahia e São Paulo, expõe criações suas, como a poltrona da linha Wura, o assento baixo Ijokó e a escultura Eya.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Marta Martins - Restaurante Raiz
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Marta Martins - Restaurante Raiz. A mente desacelera e o coração se aquece por meio do alimento compartilhado. Com 220 m², o Restaurante Raiz oferece um ponto de equilíbrio repleto de referências – e deferências – à natureza. A paleta se volta aos tons terrosos, amadeirados, ao vinho e ao verde (este último, nas lâminas ultracompactadas padrão potenza green montecchio que aparecem no bar), complementada pela estamparia da artista Dominique Jardy, que forra trechos de uma das paredes laterais e os sofás à frente deles. Na entrada, o mural de Arthur Grangeia foi desenvolvido sob encomenda para o ambiente, que comporta cerca de 80 pessoas.

(Camila Santos)
Mia Kamimura Arquitetura e Design - Entre o Visível e o Invisível
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Mia Kamimura Arquitetura e Design - Entre o Visível e o Invisível. Revestidas de ripas abauladas de granito abstrato, rocha com veios marcantes que vão do bege ao cinza, passando pelo verde, as bancadas sobressaem no banheiro de 32 m² com fraldário proposto pela arquiteta Mia Kamimura (na foto com o marido e sócio, Rafael Sandim). A pedra também guiou a paleta complementar com rosê e dourado – na marcenaria, revezam-se os tons freijó e hibisco. As cabines empregam vidro comutável PDLC, que alterna entre os estados transparente e leitoso a partir de um pulso elétrico acionado pelo trinco. Assim, a privacidade está garantida ao fechar a porta.

(Roberta Gewehr)
Isabella Nalon Arquitetura e Interiores - A Poética do Ritmo
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Isabella Nalon Arquitetura e Interiores - A Poética do Ritmo. Esta ilha de conforto de 45 m² convoca a música e a literatura para estimular um estado de conexão interior, clareza e força – do qual, para Isabella, brotam as escolhas mais autênticas da vida e da arquitetura. O pórtico de acesso desemboca em uma sala de música, uma caixa cromática envolta em paredes e teto na cor rosê. Toca-discos e vinis sugerem uma escuta analógica, consciente. A transição para a biblioteca marca o avanço para uma dimensão ainda mais introspectiva, pontuada pelas estantes e pelo uso do ladrilho hidráulico no piso. Texturas como veludo, buclê, madeira e cerâmica artesanal enriquecem a sensorialidade do ambiente.

(Roberta Gewehr)
Duno Arquitetura + Interiores - Hall Tempo de Chegar
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Duno Arquitetura + Interiores - Hall Tempo de Chegar. Com este hall de 21 m², as arquitetas Fernanda Prado e Catarina Biselli tentam silenciar o ritmo frenético do mundo exterior. O corredor de entrada se converte em local de contemplação, e, por que não, permanência – verdadeiro manifesto contra a pressa contemporânea, pontuado por objetos que representam o correr das horas, como ampulhetas e relógios. A proeminência cabe ao painel curvo de madeira escura, que abraça o ambiente por meio de suas ondulações. O cantinho de leitura, com luminária exclusiva desenhada por Luisa Lempa, arremata a cena, reforçando a intimidade e o chamamento a ficar.

(Daniela Magario)
Marina Salles Arquitetura e Interiores - Home Office Entre Veios
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Marina Salles Arquitetura e Interiores - Home Office Entre Veios. Do teto aos tacos originais recuperados, passando por biombo e persianas, a madeira extrapola sua função construtiva para protagonizar este home office de 31 m². Mais que local de trabalho, o cômodo alcança um clima de concentração e conforto, elevando a marcenaria e a carpintaria ao status de arte. Na estante autoral, técnicas tradicionais realçaram as características naturais da matéria-prima, enquanto sua estrutura modular permite a desmontagem sem perdas. Itens como a escultura de Heloisa Crocco e os tecidos produzidos em teares artesanais sublinham a preferência pela manualidade.

(Bia Nauiack)
Atelier Navarro Arquitetura - Living Origens
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Atelier Navarro Arquitetura - Living Origens. Neste living de 80 m², José Navarro questiona o papel da arquitetura em um mundo saturado pelo consumo. Dois elementos de peso orientam a narrativa espacial: na entrada, uma estante que homenageia o mestre Isay Weinfeld exibe uma composição provocativa de vasos com plantas artificiais e falsos prêmios ambientais, em uma crítica ao greenwashing. Num segundo momento, o debate ganha corpo por meio de uma marcenaria em L que abraça o ambiente e acomoda uma primorosa curadoria de obras de arte e objetos. No conjunto, as escolhas reforçam a longevidade e a atemporalidade como estratégias conscientes.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Tarsiana de Barros - Sala de Banho Experiência Sensorial
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Tarsiana de Barros - Sala de Banho Experiência Sensorial. Além de quatro cabines – sendo uma delas acessível e equipada com fraldário e poltrona –, este banheiro de 42 m² inclui uma sala de banho, lembrando que o cuidado diário com o corpo pode tornar-se um ritual de desaceleração. Texturas como os painéis amadeirados (nas paredes e cabines) e o travertino (na base da banheira freestanding, no painel ao lado dela e nas bancadas) parecem ter continuidade no exterior do Parque, visível por entre as tramas das cortinas e através dos janelões. Iluminação natural e cênica se complementam e valorizam os traços orgânicos do projeto.

(Roberta Gewehr)
Daniel de Castro Cunha Arquitetura e Interiores - Suíte do Casal
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Daniel de Castro Cunha Arquitetura e Interiores - Suíte do Casal. A cor verde, escolhida por seu poder de acolhimento, se desdobra nesta suíte máster de 49 m². Variações do tom, desde uma nuance mais acinzentada até outra próxima do musgo, aparecem na marcenaria, no papel de parede e na tapeçaria desenvolvida sob medida. Já o mobiliário conta a história dos últimos tempos por meio do design, com criações de diferentes épocas: peças francesas robustas do século 19 e uma cadeira escandinava dos anos 1960 dividem o palco com luminárias contemporâneas. Destacam-se itens desenhados pelo escritório, como as estantes e a extensa cabeceira acolchoada da cama.

(Bia Nauiack)
TT Interiores - Amanhecer no Campo
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TT Interiores - Amanhecer no Campo. Setorizado em áreas de dormir, estudar e brincar, este quarto infantil de 30 m² ganha vida por meio de materiais naturais – como linho, madeira e barro – aliados a uma iluminação acolhedora e a uma paleta de cores que induz a calma. A estética reverencia a fauna e a flora da Floresta Amazônica com um mobiliário de formas orgânicas e lúdicas que aludem a animais, à vegetação e aos rios. A imersão no bioma é complementada pelo papel de parede botânico assinado por Ju Brandão, enquanto o elemento-surpresa cabe a uma casinha de passarinho: é preciso abrir sua porta para revelar a contribuição exclusiva das artistas Gogó e Pimpa Alcantara.

(Daniela Magario)
Marta Calasans - Pequena Amazônia - Quarto do Filho
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Marta Calasans - Pequena Amazônia - Quarto do Filho. Setorizado em áreas de dormir, estudar e brincar, este quarto infantil de 30 m² ganha vida por meio de materiais naturais – como linho, madeira e barro – aliados a uma iluminação acolhedora e a uma paleta de cores que induz a calma. A estética reverencia a fauna e a flora da Floresta Amazônica com um mobiliário de formas orgânicas e lúdicas que aludem a animais, à vegetação e aos rios. A imersão no bioma é complementada pelo papel de parede botânico assinado por Ju Brandão, enquanto o elemento-surpresa cabe a uma casinha de passarinho: é preciso abrir sua porta para revelar a contribuição exclusiva das artistas Gogó e Pimpa Alcantara.

(Daniela Magario)
Rodra Cunha - Rodraarq - Fantasia à Mesa
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Rodra Cunha - Rodraarq - Fantasia à Mesa. Com 45 m², a sala de jantar assinada pelo escritório do arquiteto Rodra Cunha parte do universo visual do filme Marie Antoinette, de Sofia Coppola, e revisita a corte francesa do século 18 sob um olhar autoral e vibrante. A estética rococó se atualiza, bem como o uso de tons pastel, texturas sobrepostas e iluminação cênica, que incorpora alguns neons. Do teto – ornamentado com papel de parede e molduras que remetem aos grandes palácios da época – pende o imponente lustre de Murano, cujo brilho se difunde suavemente no espaço. No centro, reina a mesa desenhada pelo profissional.

(MCA Estúdio)
Altera Arquitetura e Interiores - Reflexões Intemporais
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Altera Arquitetura e Interiores - Reflexões Intemporais. Esta cozinha integrada à sala de almoço é compreendida como ponto central de nutrição e encontro. A marcenaria em tom marsala profundo camufla os eletrodomésticos, tornando a tecnologia invisível, e ganha sofisticação com metais red gold e tampo de quartzito taj mahal. Muitas vezes relegada ao plano secundário da residência, a lavanderia prova seu potencial para abraçar rituais terapêuticos de bem-estar. A sensação de serenidade é fortalecida pela iluminação cenográfica, somada ao uso do buclê e ao aconchego do piso original de madeira. O projeto de 40 m² se completa com um louceiro walk-in, revestido de papel de parede botânico. No mobiliário, há peças do Estúdio Vira e de Jader Almeida.

(Daniela Magario)
(Cyro) Arquitetura - Ruído Branco
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(Cyro) Arquitetura - Ruído Branco. Ruído branco é um som constante que combina frequências e, assim, consegue abafar distrações externas. O loft do arquiteto Cyro Neto quer operar de forma parecida, como um dispositivo silencioso para filtrar o essencial. Com 50 m² integrando cozinha, estar, quarto, closet e banheiro, o layout se resolve com volumes de marcenaria. Essa estratégia libera o ambiente para a experiência sensorial, a exemplo do toque do carpete ao redor da cama. No estar, a claraboia causa surpresa. “Por trás da leveza e amplitude representadas pelas altas paredes e teto brancos, ela serve de janela para o caos dos estímulos que coabitam nossa mente”, explica o autor. O painel de azulejaria leva a assinatura de Rômulo Lass.

(Carolina Mossin)
Maria Araujo Arquitetura - Casa Brasiliense
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Maria Araujo Arquitetura - Casa Brasiliense. Sediado em Brasília, o escritório de Maria Araujo se reporta à capital federal neste estúdio de 61 m² com living integrado à cozinha e suíte. Uma sequência de pórticos de MDF na cor hibisco marca a planta ortogonal – seu tom vivo não só dá ritmo à estrutura como contrasta com os elementos de madeira, como o piso de tacos originais revitalizados e a marcenaria em painéis de sucupira e pau-ferro. A paleta quente realça a seleção criteriosa de mobiliário, que percorre desde ícones do modernismo e uma emblemática cadeira assinada por Charles Rennie Mackintosh até peças contemporâneas e desenhos autorais da arquiteta. Obras de artistas do Centro-Oeste intensificam a identidade regional.

(Camila Santos)
Estúdio Clara Nahas - Estúdio Semibreve
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Estúdio Clara Nahas - Estúdio Semibreve. Na música, semibreve é a figura de maior duração, a nota que se estende. Como ela, este estúdio de 55 m² quer acolher o tempo demorado, celebrando a trajetória da arquiteta Clara Nahas, filha de uma pianista. Um volume cilíndrico revestido de cerâmica bordô define a planta: de um lado, ele acomoda a escrivaninha e, do outro, o banheiro. A cozinha se integra tanto ao canto da música, onde reina a vitrola, quanto ao living desprovido de televisão – pois esta é uma casa dedicada à prosa. Sobre a mesa de jantar, pendente de capim-dourado do projeto Jalapoeira Apurada. Não deixe de notar a partitura, devidamente enquadrada, que a mãe de Clara compôs no dia em que ganhou sua bebê.

(Carolina Mossin)
Eduardo Baldelomar - Coliving Chiquitano
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Eduardo Baldelomar - Coliving Chiquitano. Da cultura dos chiquitos, povo originário do leste da Bolívia, vem a autenticidade deste coliving de 31 m² idealizado pelo conterrâneo Eduardo Baldelomar. “A mistura de raízes nativas com a influência das missões jesuíticas moldou a arquitetura da região, que culminou no estilo barroco mestiço da selva, representado em seis templos reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Mundial”, explica. Dividido entre recepção, sala e copa, o projeto toma a arte como eixo ao reunir mais de 200 obras de autores bolivianos e artesãos indígenas. O traço incorpora elementos característicos das missões, como nave central, colunas, arcos, molduras e boiseries.

(Carolina Mossin)
Beatriz Quinelato - Cozinha Brastemp - Um Lugar de Transformação
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Beatriz Quinelato - Cozinha Brastemp - Um Lugar de Transformação. Com foco no uso intuitivo e funcional da cozinha, Beatriz Quinelato abordou-a como lugar onde a vida acontece no dia a dia. “Por isso, esta proposta de 72 m² reserva passagens amplas para a circulação e enfatiza uma organização que facilita a rotina”, afirma a arquiteta. A tecnologia dos produtos da Brastemp, aliada a materiais de fácil manutenção, reforça essa intenção. Em tons de marsala e verde, a paleta resulta em uma liga aconchegante e contemporânea, além de coerente com a identidade visual da marca. Em sintonia com os princípios de sustentabilidade da CASACOR, a profissional desenhou móveis que poderão ser doados e reutilizados depois do encerramento da mostra.

(MCA Estúdio)
Panapaná Estúdio - Galeria Elo
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Panapaná Estúdio - Galeria Elo. A arquiteta Isadora Araujo assina um espaço que funciona como confraria para recarregar as baterias – metaforicamente, por meio da presença visual do cobre. “Mais do que uma galeria de lojas, trata-se de um ponto de convergência onde a manualidade e a tecnologia se abraçam”, explica. Além da área comercial, a galeria de 86 m² inclui banheiros e fraldários. Iluminação indireta, revestimentos em tons de cobre e bronze e texturas de parede com efeito de pedra natural são algumas das apostas da profissional para alcançar uma atmosfera intimista. Mobiliário e tapeçarias inspirados no modernismo brasileiro, a partir de ícones como Tarsila do Amaral e Lina Bo Bardi, completam o projeto.

(Camila Santos)
Henrique Mariani - Através das Lentes
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Henrique Mariani - Através das Lentes. “Assim como uma lente altera a maneira como enxergamos a realidade, a arquitetura amplia nossa percepção”, defende o arquiteto Henrique Mariani. Com 55 m², a ótica Gustavo Eyewear consiste em uma base neutra para que os produtos sobressaiam. O design autoral responde por detalhes como os puxadores em formato de óculos e prateleiras com bordas chanfradas, como as hastes das armações. Um ponto de respiro surge com o jardim, sem a pressão do consumo imediato. Já as superfícies empregam materiais naturais, como madeira e pedra, além de tramas que evocam as manualidades. No forro, aplicaram-se painéis produzidos com garrafas pet recicladas.

(Daniela Magario)
Maicon Cesca Architecture - Sala Renovatio
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Maicon Cesca Architecture - Sala Renovatio. A lavanderia de 32 m², batizada por Maicon Cesca com o termo do latim para renovação, revisita o ambiente com outras atividades. A estante sob medida não só organiza equipamentos, roupas e produtos de limpeza como reserva um canto para café e vinho, já que a área também é entendida como potencial espaço de estar – daí a presença da poltrona Agnes, de autoria do arquiteto. Ao lado do tanque, uma cuba resolve o banho de pets de pequeno porte. Junto à janela, a bancada revestida de pedra é acompanhada por banquetas do mesmo material, e um jardim vertical de musgo incrementa a presença do verde.

(MCA Estúdio)
Studio Garoa - Loja do MASP
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Studio Garoa - Loja do MASP. Os princípios adotados por Lina Bo Bardi no Museu de Arte de São Paulo (Masp) nortearam os arquitetos Larissa Moraes e Jeronimo Faria Neto no desenho desta pop-up store de 42 m², imaginada como galeria de arte contemporânea. O mais evidente deles é o intuito de encadear materialidade e vazio. Revestida de porcelanato, com o tampo apoiado apenas nas extremidades, a bancada central alude ao vão livre do famoso edifício da Avenida Paulista. Em uma das laterais do espaço, a parede recortada serve de vitrine para peças de mobiliário, e, na outra, a estante organiza itens de design e arte brasileira – tudo sob o foco de uma iluminação cênica semelhante à do universo museológico.

(Camila Santos)
Studio Sitta + Barbo - Tempo de Estar
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Studio Sitta + Barbo - Tempo de Estar. A livraria-chocolateria de 117 m², com títulos da UniSaber e doces da Chocolat du Jour, encerra o passeio pelo segundo casarão da mostra. “Depois de tanto conteúdo visual, chega o momento de desaceleração. Por isso, projetamos um lugar de permanência”, explicam as arquitetas Amanda Sitta e Bruna Barbo. O piso cerâmico xadrez dialoga diretamente com o padrão dos janelões. No mobiliário, formas arredondadas suavizam a composição. A arte está presente por meio da obra criada por Liara Marchello especialmente para a ocasião e a pintura dos balcões feita in loco pela artista Lila Marques. A trilha sonora, composta por Rapha Sousas, também é original.

(Camila Santos)
Carol Barreto - Samádi House  Powered by Denza
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Carol Barreto - Samádi House | Powered by Denza. Em uma viagem a Bali, na Indonésia, a arquiteta Carol Barreto experimentou um modo de viver orientado pela espiritualidade, e reconheceu uma profunda conexão com a Bahia, sua terra natal. A casa de 114 m² com garagem nasce desse espelhamento, além de incorporar o conceito budista samádi, a quietude total da mente, em ambientes de relaxamento como spa, sauna e espaços de contemplação que incentivam uma pausa na vida corrida. A profissional também se ancorou no design biofílico ao escolher materiais naturais como pedras, fibras, cerâmica e madeira. Para a estrutura, investiu no sistema construtivo light steel frame, que garante rapidez e redução de resíduos durante a obra.

(Camila Santos)
Mariana Plaza e Nadia Asencio - Ruído Bar
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Mariana Plaza e Nadia Asencio - Ruído Bar. Ao sair do segundo casarão da mostra, chega-se a este bar de 115 m² com lugares ao ar livre sob largos ombrelones. Dotada de um sistema de brises para fechamento, a pérgula metálica de 4,20 x 5,40 m aloca o balcão, cuja parede de fundo exibe um mural de 5 m realizado por Jade Marangolo. A arquiteta Mariana Plaza e a designer de interiores Nadia Asencio se valeram de uma memória em comum, as tardes de carteado em família, para definir o projeto de caráter lúdico, com grafismos e figuras geométricas que lembram os naipes do baralho. As mesas seguem a mesma lógica ao reproduzir proporções e marcações típicas de tabuleiros.

(Camila Santos)
Pedro Rabelais Paisagismo - Entre Folhas
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Pedro Rabelais Paisagismo - Entre Folhas. Neste jardim de 95 m², o paisagista carioca Pedro Rabelais segue a premissa de que o lar é o primeiro território de cura. O projeto nasceu da geometria do espaço, que fica em uma esquina, e o transformou em ponto de encontro. “O vértice se tornou o coração da área”, revela. A partir daí, dois trechos de vegetação se irradiam em direção aos ambientes vizinhos, criando uma sensação de continuidade. Espécies como a palmeira-leque e o jasmim-manga, harmonicamente organizadas, resultam em uma composição frondosa. Para a manutenção, o profissional prevê apenas materiais orgânicos e água de reúso. Depois do fim do evento, todas as plantas serão reutilizadas.

(Carolina Mossin)
Volar Interiores - Casa Ecomorada
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Volar Interiores - Casa Ecomorada. A pequena cabana vermelha de 60 m² pulsa como um coração em meio ao verde do Parque da Água Branca. A cor deriva de um verniz que mantém aparentes os veios da madeira garapeira. Assinado pelas designers de interiores Erica Gonçalves e Cinthia Gontijo, o projeto de linhas simples, erguido com sistema construtivo modular de forma a otimizar a ocupação do terreno, contempla o estar com sala de jantar e cozinha integradas, além de varanda e uma rampa lateral para acessibilidade. No interior, a claraboia projeta a luz natural e oferece a vista do céu. Repare nos revestimentos de piso e bancada, produzidos artesanalmente com uma argila feita de pastilhas de porcelana descartadas.

(Daniela Magario)
Alexandre Galhego Paisagismo - Clareira na Mata
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Alexandre Galhego Paisagismo - Clareira na Mata. O jardim do paisagista Alexandre Galhego surge ao redor de uma imponente figueira do Parque da Água Branca. Assumida como organizadora da área de 285 m², a anciã convive agora com vegetação predominantemente nativa, disposta em vasos sobre o deque elevado – medidas que preservam o solo e asseguram a reversibilidade da intervenção. Painéis de biribas de madeira atuam como filtros visuais e garantem uma experiência introspectiva ao público, que pode desfrutar dos recantos com mobiliário aconchegante e lareiras ecológicas, e nutrir-se da sombra da velha árvore, do som dos pássaros e do contato com o verde.

(Carolina Mossin)
STAGE.AEC - Praça Forneria
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STAGE.AEC - Praça Forneria. O restaurante Forneria San Paolo ocupa um pavilhão térreo, tombado, e um pátio adjacente, que somam 381 m². O acesso acontece pela construção histórica, na qual os arquitetos Cesar Sallum, Helena Obino e José Rocha implantaram os banheiros e a cozinha aberta. Protegida por uma cobertura de lona com painéis modulares de linho (por sua vez, sustentada por quatro perfis metálicos autoportantes), esta praça acomoda o bar e as mesas sobre o piso original de paralelepípedos. Sem perfurações estruturais nem fixações permanentes, tudo é removível: a desmontagem prevê o reaproveitamento integral dos componentes.

(Carolina Mossin)
Hugo Ribas - Pira Sesá - Olho de Peixe
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Hugo Ribas - Pira Sesá - Olho de Peixe. Há sabedoria na pausa. Com essa certeza, o arquiteto Hugo Ribas chegou à vocação deste pátio, localizado no final do extenso percurso da CASACOR São Paulo 2026: propiciar descanso. Elevado do solo, o deque forma o caminho entre as 20 árvores existentes no local – devidamente in­tocadas, como pedem as intervenções nos jardins do Parque. Nele, há recantos para deixar-se estar, com móveis assinados pelo arquiteto e designer Paulo Alves, conhecido por seu trabalho com madeira. Uma construção autoportante erguida com drywall abriga obras comissionadas da jovem manauara Auá Mendes, do povo mura. A área verde de 139 m2 se configura ainda como ponto de encontro, pois nela devem acontecer as rodas de conversa do Museu das Culturas Indígenas, instituição parceira da mostra e vizinha do Parque da Água Branca.

(Camila Santos)
Estúdio Carlos Fortes - Iluminação das fachadas e áreas externas
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Estúdio Carlos Fortes - Iluminação das fachadas e áreas externas. Ao anoitecer, praças, jardins e fachadas dos prédios que abrigam a mostra reluzem graças ao projeto luminotécnico de Carlos Fortes, arquiteto especializado em iluminação, e Débora Espósito, sua sócia. “O objetivo é integrar as intervenções realizadas pelo elenco ao conjunto arquitetônico e paisagístico do Parque”, comenta ele. O tom amarelo-ocre das paredes fica ainda mais vivo com a luz das lâmpadas de led de baixa temperatura (1 800 K) e índice de reprodução de cores (IRC) acima de 90%, que também atende aos parâmetros relacionados ao baixo consumo de energia e à proteção dos animais que habitam o entorno.

(MCA Estúdio)
Studio Gaibola - SPEAKEASY
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Studio Gaibola - SPEAKEASY. Um ar enigmático se irradia no bar secreto de 98 m², que funciona somente durante eventos fechados. Em um ambiente monocromático, persianas contornam o balcão central e revelam apenas as mãos do bartender – única parte operacional visível ao público. “Todas as interferências foram eliminadas para que o protagonismo coubesse ao preparo dos drinques. Quem os faz é percebido apenas pela sombra”, explica o arquiteto Federico Concilio. Como um antídoto para a avalanche cotidiana de estímulos, o espaço oferece aos convivas a sensação de estar em um casulo. O décor minimalista – pautado por couro e carpete – acolhe e convida a viver plenamente o momento.

(Carolina Mossin)

O lar como espaço de reencontro


Em meio à presença cada vez mais acelerada da inteligência artificial no cotidiano e aos efeitos provocados pelo excesso de informações, esta edição da CASACOR propõe um convite aos sentidos: uma pausa. O tema Mente e Coração revela a força de outras inteligências — orgânica, psíquica, ancestral — como caminhos para nos religarmos a nós mesmos, aos outros e ao espaço que habitamos.

Favaro Arquitetos - Galeria Muxarabi. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Favaro Arquitetos - Galeria Muxarabi. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Bia Nauiack/CASACOR)

Logo na chegada, o visitante é envolvido pela atmosfera da edição por meio da fachada de muxarabis desenvolvida por José Luiz Favaro e Yuri Matsui Ramos. Como uma membrana entre o parque e a mostra, a estrutura contorna o perímetro sem ocultar totalmente o interior, preservando transparências e criando uma transição sensível entre dois universos. Seus recortes orgânicos filtram a luz e projetam sombras que se misturam às da vegetação, convidando o público a desacelerar e atravessar, pouco a pouco, para a experiência da CASACOR.

O primeiro jardim da edição, assinado por Ana Lui e Karen Marini, conduz o visitante por um caminho entre flores e folhagens até um dos símbolos da mostra: a bilheteria criada por Viviane Teles. Vista de cima, sua estrutura forma uma grande mandala. O projeto explora o que a arquiteta chama de inteligência orgânica, em diálogo com a bioarquitetura e as construções experimentais em bambu. Esses dois projetos de introdução dão o tom de Mente e Coração, tema que investiga o propósito dos materiais, dos símbolos e dos gestos que compõem a casa latino-americana.

Viviane Teles - Biobilheteria. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Viviane Teles - Biobilheteria. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Carolina Mossin/CASACOR)

Concebido a partir de um seminário realizado no Sesc Pompeia, com a presença de Teles, Maria Homem e do líder indígena Carlos Papa, o tema se apresenta como um contraponto às ideias modernas da casa como suporte do progresso, da eficiência e da manutenção de uma vida produtiva.

Na sequência do percurso, o projeto de Pam Faccin tensiona uma das questões centrais do patrimônio: como preservar um parque que, ao longo do tempo, também incorporou espécies exóticas? A paisagista responde com uma investigação do bioma original do território, utilizando exclusivamente espécies da Mata Atlântica e tratando o paisagismo como uma forma de escuta e reconhecimento do lugar. A grande praça diante dos prédios históricos, criada por Maria Fernanda Marques Paisagismo, amplia essa relação entre arquitetura, natureza e cuidado. Entre árvores centenárias, o projeto propõe hotéis de insetos — estruturas pensadas para atrair, proteger e abrigar polinizadores, como abelhas solitárias, e insetos auxiliares, como joaninhas e crisopas.

Maria Fernandes Marques Paisagismo - Da Terra ao Solo. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Maria Fernandes Marques Paisagismo - Da Terra ao Solo. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Roberta Gewehr/CASACOR)

Todo o projeto externo foi executado em piso elevado, preservando o solo e minimizando impactos ambientais, enquanto os jardins foram implementados em vasos. A iluminação também foi cuidadosamente planejada para não interferir na fauna local, especialmente nos animais de hábitos noturnos.

Destaques do circuito


Gabriel Fernandes - Casa Simonetto - Tributo a Janete Costa. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Gabriel Fernandes - Casa Simonetto - Tributo a Janete Costa. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)

Ao longo do percurso, a CASACOR São Paulo 2026 reúne projetos que traduzem o tema Mente e Coração em diferentes escalas de experiência — da casa ao jardim, da contemplação ao encontro. No Prédio 23, o visitante acessa a mostra por um hall com instalação de Paulo Azevedo, concebida como uma cabana de memórias afetivas e contemplação. Entre os destaques, estão a Casa Magma Portinari, assinada pela Suite; a casa com varanda criada por Dado e Guilherme Castello Branco para a Deca; o ambiente de Gabriel Fernandes para a Simonetto, em homenagem à arquiteta e designer Janete Costa; e a ampla casa de Nildo José para a Coral, em que tintas e texturas evidenciam as tendências da marca.

Deca transforma o banho em experiência sensorial na CASACOR Goiás 2026

(Edgard César/CASACOR)

A experiência segue por ambientes que exploram diferentes modos de morar, como os estúdios de Felipe Saurin e do Studio Costa+Azevedo para o Mercado Livre, o loft de Léo Shehtman, a Casa Jacob | Itaú Personnalité de Felipe Carolo, o loft de bossa carioca de PN+ | Paula Neder e a Casa Brastemp, assinada por Marcelo Salum, com atmosfera pop, tons vermelhos, neons e referências lúdicas. Na área externa entre os prédios, ganham destaque o Refúgio Fleury, criado pelo Estúdio Musgo por Denis Bessa em celebração aos 100 anos do grupo Fleury, e a casa de vidro de Felipe Rossi, que integra áreas internas e externas e deixa a natureza entrar.

Senac São Paulo + Estúdio Guto Requena - Arena do Conhecimento. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Senac São Paulo + Estúdio Guto Requena - Arena do Conhecimento. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Roberta Gewehr/CASACOR)

No Prédio 22, o percurso começa pela Arena do Conhecimento, assinada pelo Senac-SP + Estudio Guto Requena, em uma ação inédita que reuniu alunos para criar um ambiente dedicado a palestras, encontros e debates sobre inovação, sustentabilidade e tecnologia na arquitetura. Com apoio do Lar Center, a programação será aberta ao público e começa com a Semana Senac do Conhecimento, entre os dias 9 e 12 de junho.

O edifício reúne ainda ambientes dedicados a novas formas de viver, trabalhar e conviver, como o estúdio universal de Letícia Nannetti Arquitetura, pensado sob a ótica da acessibilidade atemporal; o restaurante Mesa Viva, de Marta Martins Arquitetura; a Cozinha Show da Brastemp, por Beatriz Quinelato Arquitetura; e o co-living de Eduardo Baldelomar, da Bolívia, inspirado em uma região histórica de seu país, marcada pela arquitetura barroca e pela herança guarani. O mall CASACOR amplia a experiência com lojas e espaços culturais, como a loja Gustavo Eyewear, assinada por HM Arquitetura, e o espaço da loja do MASP, desenvolvido pelo Studio Garoa. Na reta final do prédio, o Café Livraria com Chocolat du Jour e UniSaber, assinado pelo Studio Sitta+Barbo, propõe um espaço de permanência e encontros.

Studio Sitta + Barbo - Tempo de Estar. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Studio Sitta + Barbo - Tempo de Estar. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Camila Santos/CASACOR)

O percurso retorna às áreas externas com ambientes integrados ao parque, como a tiny house com academia e sauna assinada por Carol Barreto Arquitetura para a Denza, o bar projetado pela Aria Studio, o jardim de Pedro Rabelais Paisagismo e a última tiny house do circuito, com projeto da Volar Interiores. O encerramento passa pelo jardim de Alexandre Galhego Paisagismo, que conduz o público à Forneria San Paolo, da Stage.AEC, e pela instalação de Hugo Ribas, com obras comissionadas da artista indígena manauara Auá Mendes.

Volar Interiores - Casa Ecomorada. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Volar Interiores - Casa Ecomorada. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Daniela Magario/CASACOR)

A edição também reforça o diálogo entre arte, território e processo criativo. Em 2026, a CASACOR São Paulo comissiona trabalhos dos artistas Charles Lessa, do Ceará; Jorge Souza, de Pernambuco; e Carol Ambrósio, de São Paulo, acompanhando a produção das obras em suas regiões de origem e ampliando a presença da arte como eixo narrativo da mostra. Sustentabilidade e impacto ambiental

Sustentabilidade e patrimônio


A CASACOR São Paulo é atualmente a única exposição cultural do Brasil com operação lixo zero. Todo o resíduo gerado pela mostra é desviado de aterros sanitários e reinserido na cadeia produtiva ou destinado a iniciativas de impacto social.

O paisagismo da edição de 2026 segue diretrizes ainda mais rigorosas para garantir a preservação dos jardins do Parque da Água Branca. Não houve qualquer interferência nas árvores do parque, que fazem parte do patrimônio ambiental tombado e cujo manejo é realizado exclusivamente pela concessionária responsável pelo espaço.

Estudio Musgo - Refúgio Fleury. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Estudio Musgo - Refúgio Fleury. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)

Também seguindo as diretrizes da edição anterior, toda a vegetação utilizada na mostra foi mantida em vasos apoiados sobre o solo, sem plantio direto nos canteiros, permitindo sua remoção após o encerramento do evento. As espécies escolhidas obedecem a critérios específicos e não poderão ser tóxicas para animais nem possuir espinhos.

A iluminação das áreas externas também seguiu parâmetros específicos voltados à preservação ambiental, com assinatura do Estudio Carlos Fortes. Os ambientes utilizam luz com temperatura de cor de 1.800 K, em tonalidade amarelo-avermelhada, e IRC acima de 90 — características que reduzem impactos sobre a fauna local. Diferentemente da luz branca, que pode ser interpretada pelos animais como luz solar, a iluminação adotada pela CASACOR busca preservar os ciclos naturais da vida silvestre presente no parque.

Estúdio Carlos Fortes - Iluminação das fachadas e áreas externas. Projeto da CASACOR São Paulo 2026.

Estúdio Carlos Fortes - Iluminação das fachadas e áreas externas. Ao anoitecer, praças, jardins e fachadas dos prédios que abrigam a mostra reluzem graças ao projeto luminotécnico de Carlos Fortes, arquiteto especializado em iluminação, e Débora Espósito, sua sócia. “O objetivo é integrar as intervenções realizadas pelo elenco ao conjunto arquitetônico e paisagístico do Parque”, comenta ele. O tom amarelo-ocre das paredes fica ainda mais vivo com a luz das lâmpadas de led de baixa temperatura (1 800 K) e índice de reprodução de cores (IRC) acima de 90%, que também atende aos parâmetros relacionados ao baixo consumo de energia e à proteção dos animais que habitam o entorno. (MCA Estúdio/CASACOR)

Serviço – CASACOR São Paulo 2026

  • Quando: de 2 de junho a 9 de agosto de 2026

  • Horários: terça a domingo e feriados, das 11h às 22h

  • Onde: Parque da Água Branca — Rua Dona Ana Pimentel, 40

  • Ingressos: de R$ 70,50 (meia) a R$ 161 (inteira)

  • Bilheteria: online, aplicativo oficial da CASACOR e venda presencial no local

  • Redes sociais: @casacor_oficial

  • Mais informações: https://casacor.abril.com.br/sao-paulo-2026

De banheiros com cabines acessíveis a rampas e circulação livre para cadeiras de rodas, a acessibilidade segue como uma das palavras-chave da CASACOR São Paulo. Em 2025, o evento recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo de Acessibilidade da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), reforçando o compromisso da mostra com uma experiência mais inclusiva e confortável para diferentes públicos.

O evento não é pet-friendly. Devido à natureza contemplativa da mostra e ao alto fluxo de visitantes, não é permitida a entrada de animais, exceto cães-guia e cães de apoio emocional.

A CASACOR São Paulo 2026 tem apoio da Lei Rouanet e Vale+ Cultura, com Patrocínio Master Deca; Patrocínio Coral; Patrocínio Local Duratex, Brastemp e Mercado Livre; Banco Oficial Itaú; Carro Oficial Denza; Apoio Local Portinari; Escola Oficial Senac; Parceira de Reparos e Manutenção Porto Serviço; Café Oficial Orfeu; Fornecedor Oficial SABESP; Cerveja Oficial Stella Artois; Media Partner Eletromidia; e Hospedagem Oficial Noon. Realização Editora Globo e Ministério da Cultura.