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CASACOR São Paulo 2025: 73 ambientes celebram a conexão com a natureza

A CASACOR São Paulo 2025 acontece no Parque da Água Branca até 3 de agosto e traz 73 projetos que traduzem o tema Semear Sonhos ao Parque da Água Branca

Por Nádia Sayuri Kaku

Publicado em 24 de mai. de 2025, 6:00

Mais de 10 min de leitura
Maurício Arruda - Casa Coral – Cores do Parque. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

Maurício Arruda - Casa Coral – Cores do Parque. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio)

A 38ª edição da CASACOR São Paulo, principal mostra de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas, ocupa pela primeira vez o Parque da Água Branca, de 27 de maio a 3 de agosto. Com o tema Semear Sonhos, o evento convida o visitante a mergulhar em mais de 73 ambientes assinados por renomados profissionais, ocupando uma área construída de mais de 10 mil m² no coração de um parque urbano com vegetação de Mata Atlântica preservada.


"Esta edição marca um novo momento para a CASACOR enquanto negócio e plataforma. O Parque da Água Branca nos oferece a oportunidade de unir conteúdo, experiência e responsabilidade ambiental em um mesmo território", destaca André Secchin, CEO da CASACOR.


Confira todos os ambientes!


Simone Campos Paisagismo – Semeando o Futuro, 2050
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Simone Campos Paisagismo. Semeando o Futuro, 2050. A São Paulo inclusiva e segura sonhada para os próximos 25 anos se materializa no duo de jardins que ladeiam o caminho de entrada da mostra. Plantados pela paisagista que cresceu no entorno, eles somam 165 m2 e acompanham os painéis informativos sobre a história do Parque da Água Branca alocados logo em frente. Há praças de descanso e contemplação com mobiliário urbano confortável, bebedouros para humanos e animais, e espécies frutíferas atraem a avifauna. Já as árvores antigas funcionam como testemunhos da preservação e do respeito à natureza. Os pisos drenantes, capazes de reduzir o acúmulo de água da chuva, atendem quesitos de sustentabilidade.

(Carolina Mossin)
João Panaggio - Claro na Casa Paulistana
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João Panaggio - Claro na Casa Paulistana. Madeira de demolição, pedras naturais e espécies nativas no paisagismo entregam brasilidade nesta tiny house de 170 m², regida pelo modernismo tropical. O reaproveitamento da estrutura metálica merece reconhecimento: é a terceira vez que o arquiteto a utiliza, após duas passagens pela CASACOR Rio de Janeiro. Claraboias asseguram a luz natural, ao passo que obras como a escultura de madeira de Marcelo Silveira e as telas de Lucia Koch, atrás do sofá, e de Marina Hachem, na cabeceira, entre outros nomes escolhidos pela curadora Lurdinha Piquet, permeiam os interiores. O mobiliário prioriza designers brasileiros.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Paula Varga - Jardim Espelho dos Sonhos
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Paula Varga - Jardim Espelho dos Sonhos. Uma visita de reconhecimento ao Parque da Água Branca despertou na paisagista o ímpeto de enobrecer a porção que lhe coube. À sombra do pau-brasil, antigo habitante do jardim de 46 m², ela dispôs móveis esculpidos em madeira maciça (proveniente de árvores caídas e resgatada de forma legal), uma fonte de granito apicoado e ninhos de cerâmica da artista Patricia Degan, que reiteram a simbiose entre a arquitetura e a fauna local. Reserve tempo para admirar os reflexos nos vitrais de demolição espelhados, importantes para a identidade do projeto.

(Bia Nauiack)
Estúdio Musgo - Jardim das Descobertas
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Estúdio Musgo - Jardim das Descobertas. São muitas as simbologias no jardim de 148 m² imaginado pelo arquiteto Denis Bessa como experiência imersiva que entrelaça natureza, arquitetura e reflexões. Os espelhos pelo caminho sugerem autoconhecimento, a fonte remete à fluidez da vida e o estar junto à fogueira induz encontros para compartilhar sonhos. No spa, coração do ambiente, destaca-se a banheira esculpida na brasileiríssima pedra-sabão. A criteriosa seleção, com 95% de espécies nativas, promove a beleza e a diversidade. A opção por plantas já adaptadas ao local reduz a necessidade de manutenção intensiva e reafirma o compromisso ecológico da proposta.

(Carolina Mossin)
Gisele Taranto Arquitetura - Futuros Possíveis por Peugeot
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Gisele Taranto Arquitetura - Futuros Possíveis por Peugeot. Três experiências apontam para a evolução conjunta entre inovação e sustentabilidade. A primeira envolve arte e tecnologia: um túnel imersivo com obras generativas de Marcelo Prates. Na sequência, é possível conhecer o E-2008, modelo 100% elétrico da Peugeot. Por fim, trocas e palestras acontecem numa área mobiliada com peças desenhadas por jovens designers e um banco concebido pela arquiteta. O sistema construtivo do ambiente de 70 m² emprega blocos modulares de plástico reciclado, método que reduz até 90% das emissões de carbono se comparado à alvenaria. Vale também destacar o projeto luminotécnico de Maneco Quinderé.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Kawai Paisagismo - Jardim Simbiose
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Kawai Paisagismo - Jardim Simbiose. O escritório paulista liderado por Vitor Kodama deu vida a um projeto de 161 m2 que reflete a biodiversidade e a beleza espontânea da natureza. Até por isso, foi escolhido para abrigar esculturas da série Agglomerations, da artista curitibana Bruna Mayer, comissionadas pela CASACOR. Volumetrias variadas, contrastes de folhagens e combinações cromáticas sugerem uma imersão num jardim tropical, ao passo que o caminho moldado com ripas de madeira denota a interação entre o ambiente construído e o natural. A ideia parte, por um lado, da geologia da ilha de Kawai, no Havaí, e, por outro, do desejo por cidades que respirem como florestas, com o verde como protagonista.

(Camila Santos)
Roberto Riscala - Natureza Imaginária
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Roberto Riscala - Natureza Imaginária. Na área descoberta do jardim de 77 m², os vasos altíssimos atuam como o skyline das metrópoles, que idealmente seriam erguidas junto ao verde. “Por que a ideia de progresso está alinhada com o construir e não com o plantar? Como a sociedade contemporânea tomada por tecnologias viverá em harmonia com a natureza? Os sonhos semeados aqui derivam do impulso de unirmos o natural e a arte no surgimento de uma coletividade sustentável”, instiga o profissional, veterano com mais de 25 participações na CASACOR. Sua intervenção se estende pela escadaria frontal do edifício, atualmente interditada, e inclui obras de Bia Doria e telas de Gogó e Pimpa Alcantara.

(Bia Nauiack)
Marina Linhares Interiores - Alquimia do Morar Portinari
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Marina Linhares Interiores - Alquimia do Morar Portinari. O encontro entre tecnologia, afeto e ancestralidade marca a casa de 225 m² que a designer de interiores montou em parceria com a Portinari para apresentar a recém-lançada coleção de revestimentos com sua assinatura. A brasilidade se faz presente na linha que remete à textura rugosa das antigas construções de bairro, chamada Petra Taipa – suporte, no estar, para a arte têxtil de Norberto Nicola. Já o brilho dos metais ganha sutileza na Petra Bronze. Quanto ao décor, o modernismo dos anos 1970 dita este manifesto sobre o habitar, pensado para moradores cosmopolitas.

(Bia Nauiack)
Léo Shehtman Arquitetura e Design - Casa Vitra
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Léo Shehtman Arquitetura e Design - Casa Vitra. O arroubo de transmutar matéria em poesia motivou a composição deste living de 76 m². A partir de um elemento central surpreendente, a parede de tijolo de vidro (os blocos foram usados na mostra de 2022 e guardados desde então), a marcenaria marrom traz peso, em oposição à iluminação etérea da tela tensionada. A paleta passeia entre terrosos e crus, e o tecido na parede aporta aconchego. “Cada escolha exala experiências sensoriais: luz, cor, textura e forma trabalham a fim de acolher os sonhos de hoje e inspirar os de amanhã”, defende Léo.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Daniela Andrade - Café com Tempo
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Daniela Andrade - Café com Tempo. Influenciado pela vibrante história do Parque da Água Branca e seus personagens, eternizados nas aquarelas do artista Iury Simões, surge o café de 203 m². A mesa Célula, desenvolvida pela arquiteta especialmente para esse uso, gera inúmeros arranjos graças a seu formato. A iluminação intimista e as cerâmicas artesanais são dignas de nota, bem como o teto: uma superfície metálica ondulada criada pelo artista Ivan Coelho para se parecer com uma pele líquida flutuante. “E se o inconsciente, as emoções, o fluxo da memória, frequentemente associados à água, pairassem sobre nós, como um céu interior?”, questiona a autora.

(Camila Santos)
Ale Mellos Arquitetura de Interiores - Gazebo da Botânica
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Ale Mellos Arquitetura de Interiores - Gazebo da Botânica. Reconquistar a serenidade que o contato com o verde e o perfume das plantas proporciona é o mote do projeto de 12 m² alocado em uma área de passagem e delineado como refúgio de uma botanista. O mobiliário conta com itens restaurados de segunda mão, boa companhia para as gravuras do catarinense Nestor Jr. e para as ferramentas de trabalho. Os adornos reforçam a personalidade e o esmero da decoração, por sua vez centrada na mistura de estampas. Nas paredes, treliças simulam o almejado enlace com o exterior. A diversidade revela também um pouco do traço do autor, que se afasta do minimalismo com o propósito de alcançar um clima acolhedor, de calma e contemplação ativa.

(Roberta Gewehr)
Helena Elias - Soul Garden
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Helena Elias - Soul Garden. Buscar a harmonia entre opostos. Vem daí o partido deste projeto, e é possível comprová-lo em dose dupla no deque: suas duas cores delineiam o símbolo yin-yang, enquanto a madeira contrasta com o pergolado de ferro. A tensão avança para o calor da sauna e do fogo de chão diante da banheira de gelo. Junto com a equipe, os sócios Helena Elias e Elias Julião de Freitas quiseram estabelecer uma relação simbiótica entre o urbano e o natural. Nos 154 m² de jardim, há ainda um bar. Espécies nativas barram a radiação solar, originando microclimas agradáveis e contribuindo para o conforto térmico passivo, além de reduzirem a demanda hídrica e garantirem resiliência ecológica.

(Israel Gollino)
Daniela Funari Arquitetura - Recanto de Histórias e Cores
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Daniela Funari Arquitetura - Recanto de Histórias e Cores. Na entrada desta área de 82 m², uma estante-pórtico de 3,60 x 3,45 m repleta de literatura nacional e livros de fotos que retratam o Brasil anuncia a intenção da arquiteta: semear sonhos por meio das histórias contidas em cada página. As obras estão disponíveis para leitura durante um descanso na ilha de conforto, onde os visitantes também podem recarregar o celular. A paleta cromática segue a tendência dopamine decor, que persegue espaços vivos e coloridos. As paredes da escadaria ostentam pintura da artista paulista Jade Marangolo. O piso de granilite, original do edifício, foi restaurado.

(Bia Nauiack)
André Bastos e Pedro Luiz de Marqui - Arcadia Banco BRB
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André Bastos e Pedro Luiz de Marqui - Arcadia Banco BRB. Com 140 m², o bar assinado por André Bastos e Pedro Luiz De Marqui ocupa uma porção privilegiada do edifício principal, com varanda e vista para o verde. No teto, duas surpresas: o exclusivo lustre Baccarat vintage e o papel de parede da Versace, que adiciona, de maneira contemporânea, referências dos medalhões palacianos. O revestimento também dita a paleta de cores em tons de azul dos tecidos e estampas adotados na área do balcão, na varanda, na cozinha de apoio e na circulação. Na parte externa, a interação do forro metálico martelado com a iluminação produz um efeito de pôr do sol refletido na água.

(Israel Gollino)
Traço 8 Arquitetura - Trilha Onírica
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Traço 8 Arquitetura - Trilha Onírica. O papel de parede pintado à mão por Dominique Jardy compõe o pano de fundo artístico neste banheiro funcional de 25 m², fartamente iluminado pelas aberturas em arco do edifício. Ao ocupar grande parte do ambiente, plantas purificam o ar e regulam a umidade, como se a vida brotasse da construção. “Semear sonhos é permitir que a natureza penetre a casa e a rotina. É imaginar um mundo onde o concreto não sufoca o verde, ele o protege”, resumem as sócias Priscila Sunao e Letícia Figueiredo. Na parede, pousa a Abelha, de Rapha Preto. A escultura dourada em escala aumentada nos instiga, assim como uma trilha na natureza, que muitas vezes conduz ao inesperado.

(Israel Gollino)
Bruno Carvalho - Casa Toushi Duratex
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Bruno Carvalho - Casa Toushi Duratex. Trazer à tona um novo entendimento sobre a história dos povos da China por meio de símbolos da cultura e do morar é o intuito deste projeto de 176 m². Para isso, o arquiteto considerou elementos como equilíbrio, espiritualidade,memória e delicadeza num layout setorizado em living, casa de chá, quarto e banho. O maior chamariz fica no teto: uma estrutura de MDF homenageia as volumetrias acentuadas da arquitetura asiática. Além disso, o profissional reinterpreta os tradicionais painéis chineses (que utilizam o papel conhecido como toushi), montados com o lançamento Duratex You. Madeira e pedra jade, associadas a resistência e proteção, complementam a materialidade.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Gabriel Rosa - Adega Legado
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Gabriel Rosa - Adega Legado. No imaginário coletivo, o vinho é geralmente vinculado à herança europeia. Não nesta adega, onde o arquiteto desafia essa concepção preestabelecida e enfoca o consumo da bebida no continente africano, onde, há mais de 5 mil anos, no Egito antigo, regava rituais de espiritualidade, fertilidade e conexão com o divino. “Esse resgate transforma o ato de celebrar em um gesto de resistência e pertencimento”, explica o autor. O projeto de 33 m² evoca um santuário graças a recursos como o vitral de cores vibrantes e os arcos na arquitetura. Já a madeira bem trabalhada em tons quentes enaltece a tradição, o artesanal e a permanência, além de lembrar que tanto vinhos quanto sonhos requerem tempo até a hora do desfrute.

(Camila Santos)
Natan Gil Arquitetura - Loft Sussurros das Montanhas
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Natan Gil Arquitetura - Loft Sussurros das Montanhas. Assim como nas enevoadas serras mineiras pela manhã, aqui predomina o branco, interrompido apenas em alguns momentos por alguns móveis, a base da mesa de jantar e o revestimento do banheiro. Cheio de remissões à terra natal do arquiteto, o loft de 88 m² com living, cozinha, quarto e banho conta histórias por meio de peças autorais. Janelões se abrem para o verde, dissolvendo a fronteira entre dentro e fora, cidade e mata. Essas conexões propõem um novo modo de habitar, no qual a natureza sobressai e a arquitetura prescinde de barreiras visuais, preferindo entrelaçar lembranças e texturas.

(Carolina Mossin)
Casa Cosentino - O Compartilhar
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Romário Rodrigues - Casa Cosentino - O Compartilhar. Orientado pela noção de que o futuro precisa ser social, o loft de 83 m² lança um chamado ao encontro. Por isso, o layout se desdobra em áreas para receber, se aquecer, dividir leituras ou simplesmente estar. Molduras de madeira à frente das janelas originais, seguindo seu formato, enquadram a paisagem como pintura viva. Na curadoria de arte, o cearense Carlos André Juaçaba escalou nomes como Vik Muniz, Ernesto Neto e Frans Krajcberg. No mobiliário, peças de Jader Almeida e Roberta Banqueri se misturam a superfícies de Silestone e Dekton, como a ampla bancada.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
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Natália Xavier - Ciclos do Agora. Com veios verdes marcantes e leve toque rosado, o painel de mármore verde stelantis domina esta ilha de conforto de 33 m². A rocha também serve de suporte para um relógio inspirado nos modelos de Sol, que só marcam as horas, e por isso insinuam a interrupção do tempo para vivermos o instante com plenitude. Afinal, embora sonhar com o futuro seja importante, é no presente que os desejos ganham raiz, forma e direção. O projeto acolhe com uma paleta orgânica, materiais naturais e iluminação cênica. No mobiliário, o design sensorial aparece no aconchego do sofá, desenhado sob medida por Victor Vasconcelos, e na tradição da poltrona Jangada, de Jean Gillon.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Sala2 Arquitetura e Design - Sala Clareira
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Sala2 Arquitetura e Design - Sala Clareira. A jornada pelo estar de 44 m2 começa num hall revestido de estampas que evocam uma floresta. O cenário desacelera o movimento e reduz gradualmente os estímulos externos. Então, de repente, a sala se abre como uma clareira. “A mudança súbita de proporções surpreende o corpo antes da compreensão cognitiva. Dessa forma, propomos aos visitantes abandonar respostas imediatas para explorar novos territórios mentais”, diz a arquiteta Vanessa Martins Miranda. Para isso, ela lança mão de elementos como a lareira, que emula as fogueiras ancestrais, um tapete verde como a grama e a poltrona dourada, metáfora para o Sol. Com correntes metálicas, a instalação Ondulante, de Amalia Giacomini, sugere a fluidez entre estrutura e liberdade.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
PN+ | Paula Neder - Loft Alvorá
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PN+ | Paula Neder - Loft Alvorá. O loft se tinge de tons entre o nude e o rosa, festejando o frescor da manhã e a expectativa de um novo dia que vem com a alvorada. As cores desenham uma atmosfera delicada, reforçada por texturas na parede, tecidos leves e materiais naturais, como pedra, madeira e tramas artesanais. Trata-se de um abrigo para os sonhos e a poesia do despertar, onde tudo se conecta: cozinha, estar, jantar, quarto, closet e banheiro dividem os 72 m². Pensado para uma mulher contemporânea ligada em moda e arte têxtil, o projeto contempla obras como a tapeçaria suspensa que funciona como divisória, da designer mineira Ana Vaz, e os organdis tingidos pela francesa Ysabel de Maisonneuve.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Mauro Contesini - Bosque do Silêncio
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Mauro Contesini - Bosque do Silêncio. A quietude associada aos pinheiros tem origem curiosa: um componente natural das árvores possui propriedades herbicidas, o que inibe o crescimento de outras plantas ao redor e, consequentemente, afasta a fauna. Nesse cenário tranquilo, o vento e seu assobio se tornam uma grande presença. O engenheiro agrônomo e paisagista aproveitou essa qualidade sonora já presente no lugar para complementar o bosque existente com referências essencialmente japonesas. A escultura de Bia Doria e os painéis montados com tecidos sobressaem nos 302 m².

(Roberta Gewehr)
Giovanni Vespe Arquitetura - Solos do Tempo
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Giovanni Vespe Arquitetura - Solos do Tempo. Materiais como pedra e madeira remontam à estética das construções vernaculares neste banheiro de 39 m², no qual a iluminação cria a impressão de estar ao ar livre. Explorado em diferentes texturas – canelada, acidata e miniboreal –, o vidro afirma seu valor atemporal no painel diante da janela, que estabelece um jogo de sombra e transparência. Na bancada, o mármore forest green lembra a Floresta Amazônica vista do alto, como se os veios marrons reproduzissem o curso dos rios. A mesma pedra aparece nos puxadores das portas das cabines.

(Israel Gollino)
Ana Maria Vieira Santos - Loft
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Ana Maria Vieira Santos - Loft. Ressignificar itens vividos é o cerne deste loft de 93 m²: móveis de antiquário se distribuem pelo ambiente com piso de quartzito nacional, vegetação tropical e iluminação cênica. Com living, cozinha, bar, home office, sala de jantar e área para TV, a ambientação contempla todas as necessidades de um lar contemporâneo. No mobiliário, épocas e estilos se misturam: o tambor japonês do início do século 20 serve de apoio lateral, enquanto a mesa tem assinatura de Franz Weissmann. Entre as obras de arte, há uma escultura de parede de Emanoel Araujo e um conjunto de pinturas de Maria Lira.

(Roberta Gewehr)
Armentano Arquitetura - Entre Copas Deca
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Armentano Arquitetura - Entre Copas Deca. A cooperação consolidada no Parque da Água Branca pela feira de agricultura orgânica embasou a pensata do escritório de João Armentano. O projeto de 253 m² integra hospitalidade sofisticada com o conforto do lar, reinterpretando em diferentes patamares os diversos usos da cozinha – especialmente aqueles ligados à sociabilidade. O acesso acontece por um túnel que leva a uma plataforma elevada com vista para o verde. Ali, nove janelões revelam a copa das árvores. O nível intermediário engloba o bar e a grande bancada. Por fim, ligeiramente rebaixado, o estar acessa a varanda, que abriga a horta.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Renzo Cerqueira - Hall Raízes
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Renzo Cerqueira - Hall Raízes. A entrada de uma casa é onde tudo começa. É o primeiro contato de quem chega, bem como o ponto de transição entre o mundo externo e o universo particular de seus habitantes. O hall de 20 m² simboliza esse portal, ligação entre o que está por vir e o que ainda se sonha. O espaço se materializa com as cores caramelo e azul, que tingem mobiliário, revestimentos, objetos e obras de arte. Ao fundo, a dupla formada por mármore recortado e espelho reveste a parede e a bancada. A escolha dos materiais e o desenho do espaço busca ecoar a fluidez do morar contemporâneo, enquanto as peças de design pretendem enraizar elementos naturais no cotidiano.

(Camila Santos)
Rodra Arquitetura - Estúdio Potiguar
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Rodra Arquitetura - Estúdio Potiguar. Durante a pandemia, o home office assumiu papel fundamental na vida doméstica. Nesta versão de 28 m², esse conceito se expande e gera um espaço que une criatividade, aconchego e identidade cultural, para ser desfrutado além das horas úteis. O arquiteto Rodrigo Cunha, natural de Natal, costura histórias, cores, texturas e tradições do Nordeste: os bordados do sofá procedem de Timbaúba dos Batistas, interior potiguar, e o tecido de leta (usado em redes de pesca) remete às casas de veraneio do estado. As obras de arte e de design transmitem memória e brasilidade.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
Dado Castello Branco Arquitetura - Living do Colecionador
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Dado Castello Branco Arquitetura - Living do Colecionador. O arquiteto Guilherme Castello Branco entabulou uma parceria com o pai, Dado, na concepção deste living com vista para o parque. O projeto faz valer suas dimensões generosas: são 103 m², quase 5 m de pé-direito, grandes janelas e dois espaços de estar, além de uma copa com bar. Como peça-chave para abrigar o acervo de um colecionador, a estante de madeira se estende até o teto, onde há outro refinamento: o forro abaulado, iluminado em todo o perímetro para ressaltar a superfície arredondada. Na área de servir, a marcenaria exibe lajotas cerâmicas inseridas em sua estrutura.

(Juliano Colodeti, do MCA Estúdio)
La Rous Studio - Eternum Vitae
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La Rous Studio - Eternum Vitae. A sala de 30 m² se propõe a resgatar a ancestralidade por meio de rastros deixados na natureza – como fósseis, texturas, flores e minerais – e de atributos da trajetória do escritório da arquiteta Larissa Perna, que transita entre a Espanha e São Paulo. Tudo em uma mescla de referências mid-century com tendências contemporâneas. O piso de placas irregulares de travertino bege bahia (originário da Chapada Diamantina) representa o Brasil, enquanto o forro abaulado alude às abóbadas de Barcelona, onde o estúdio foi fundado. Já a intervenção artística de argamassa com relevo é assinada pela catalã Noemi Carpu.

(Juliano Colodeti)
Marta Martins - Casa nas Nuvens
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Marta Martins - Casa nas Nuvens. Este quarto infantil de 25 m² constitui o primeiro solo fértil no qual as sementes dos sonhos de duas irmãs serão cultivadas. Com carinho, leveza e liberdade, os setores de descanso e brincar foram concebidos para estimular a imaginação, incentivar a autonomia e construir lembranças. O teto se torna protagonista com as luminárias em forma de nuvem, e a poltrona trançada suspensa que faz as vezes de balanço condiz com o clima lúdico. No mezanino, o cantinho de leitura remete a um ninho reservado e ganha aconchego com uma paleta suave, composta por tons de rosa, verde e areia. Candy colors também aparecem no tapete listrado que veste o piso.

(Camila Santos)
Yara Elias - Quarto Gruta do Bebê
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Yara Elias - Quarto Gruta do Bebê. Com vontade de compor uma aura de magia e encantamento, a arquiteta pesquisou exemplos de abrigos naturais, como cavernas e ninhos. Além disso, abraçou preceitos da arquitetura biomimética e associou características do brutalismo a aspectos lúdicos, concretizados em paredes irregulares, semelhantes às de uma gruta, que servem como pano de fundo para objetos e móveis coloridos. Tudo isso resultou num ambiente de 23 m² estimulante e confortável para o desenvolvimento. Pautada por tons claros, a decoração traz peças artesanais e formas orgânicas. “A ideia é que o bebê descubra e explore gradativamente as belezas da vida fora do útero”, diz.

(Bia Nauiack)
Beatriz Quinelato Arquitetura - Sopro
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Beatriz Quinelato Arquitetura - Sopro. Texturas naturais, cores terrosas e formas suaves respondem pelo jeito caloroso desta suíte máster de 45 m², idealizada como refúgio urbano sob a ótica de um estilo de vida simples e consciente. Entre os materiais, distinguem-se as pedras brutas usadas na bancada do banheiro, na área do boxe e na base da lareira, além do forro de madeira com trama quadriculada. A cama está rodeada de arte: do teto pende a curiosa escultura Seres, de madeira e cerâmica, assinada por André Ferri. Rente à cortina, vê-se Palavra Cruzada, um delicado emaranhado de resina e cobre, trabalho de Luiz Hermano.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Atelier Marko Brajovic - Ninho
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Atelier Marko Brajovic - Ninho. “Ele tem sofás que são como grandes ovos em que podemos deitar, observar o céu, ver as árvores, ouvir os sons”, comenta Marko, ressaltando a vocação do projeto de servir como local de encontro. A equipe envolvida contou com consultorias de ornitólogos, botânicos e outros especialistas para estudar diferentes ninhos e suas formas, componentes, estratégias e técnicas construtivas. “O Ninho resulta da observação das aves mais destemidas e inovadoras, que aproveitam elementos naturais e até resíduos para criar seu refúgio com alta tecnologia”, pontua o arquiteto.

(Roberta Gewehr)
Carlos Navero e Melissa Camargo - Reflexos da Tradição
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Carlos Navero e Melissa Camargo - Reflexos da Tradição. Montar um ambiente com acenos às memórias do passado para ser usado no futuro guiou a dupla de designers de interiores nesta sala de jantar com cozinha integrada. Com 53 m² e uma atmosfera de encantamento, a área se reveste de afetividade traduzida em elementos originais da construção, como o piso centenário recuperado, e materiais novos. Entre eles, destacam-se as ripas do teto em formato boleado e o papel de parede de palha natural com desenho que remete à técnica de tingimento ikat.

(Israel Gollino)
Maurício Arruda - Casa Coral – Cores do Parque
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Maurício Arruda - Casa Coral – Cores do Parque. Os nove tons que colorem esta casa de 141 m² dialogam com pigmentos das árvores do Parque da Água Branca. Para defini-los, o arquiteto contou com a ajuda da pesquisadora Maibe Maroccolo, que fez um mapeamento da área, e, a partir dele, relacionou as nuances naturais com a cartela de tintas da Coral. “O principal objetivo é despertar um novo olhar para a vegetação e a beleza que já nos cerca”, explica Maurício. A ambiência é 100% brasileira: peças antigas, design contemporâneo e arte popular celebram nossas raízes e pautam a troca entre tradição e inovação. Materiais reaproveitados estão em evidência, a exemplo da pedra usada na bancada da cozinha, que era uma sobra da marmoraria.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Fernanda Zulzke Interiores - Jardim de Inverno
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Fernanda Zulzke Interiores - Jardim de Inverno. O que alimenta os nossos sonhos? Um canto para escrever diante da paisagem, ler um livro e conviver. A partir dessa imagem, nasceram a antessala e o banheiro funcional de 35 m². O estilo clássico norteia o visual, a começar pela pintura artística de chinoiseries, móveis de madeira talhados à mão e vasos e luminárias de cerâmica moldados para o projeto. No banheiro, os azulejos e ladrilhos originais revivem na composição com papéis de parede franceses aplicados nas paredes e no teto. “Tudo enaltece a história da arquitetura local, com remissões às casas do interior da França e à vida pulsante do Parque da Água Branca”, explica a designer de interiores.

(Israel Gollino)
Paola Ribeiro - Estúdio Verso
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Paola Ribeiro - Estúdio Verso. Um quê de refúgio permeia este loft de 112 m², que inclui sala de estar integrada à cozinha, além de mezanino com quarto e banheiro. “Verso é o outro lado, a intimidade do morar. Por isso recorremos à elegância poética dos pieds-à-terre, lugar de escapadas, de pausa”, explica a designer de interiores. Graças aos janelões que escancaram o entorno verde, o tempo parece correr mais devagar. A proposta para uma morada de férias ou fim de semana foi ambientada com texturas naturais, tons neutros e decoração afetiva, com obras de arte e mobiliário contemporâneo. A iluminação indireta completa o clima de introversão.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
_B0A4171-1- 44 - Juliano Colodeti MCA
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Pedro Coimbra - Galeria Vertical. Mais do que uma transposição entre dois pavimentos, esta escultural escada metálica foi elevada ao status de galeria de arte. A arquitetura de São Paulo e seus grandes arquitetos foram os principais impulsionadores dessa abordagem. “Usei a cor vermelha como referência ao Masp, projetado por Lina Bo Bardi”, revela o autor. A homenagem a um dos maiores museus do país prossegue no acervo eclético das obras que preenchem as paredes do espaço de 60 m2, que traz criações de artistas como Dudu Garcia, Yacunã Tuxá, Rodrigo Bivar e Fiona von Fürstenberg.

(Juliano Colodeti)
Fichberg Arquitetura e Interiores - Déjà Vu
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Fichberg Arquitetura e Interiores - Déjà Vu. Os sócios Eloy e Felipe Fichberg combinam memórias do estilo art nouveau com a exuberância da fauna, flora e cultura brasileiras em um recanto contemplativo de 49 m². Na área do banheiro, chamam a atenção os vitrais que retratam povos indígenas e a Mata Atlântica. Já o piso de mosaico, produzido com porcelanato reutilizado, exibe figuras de frutas tropicais, como cacau, açaí, abacaxi, jabuticaba e caju. Na sala, os profissionais fazem uma ponte entre passado e presente com a mistura de móveis clássicos e exemplares de design contemporâneo. Uma reflexão sobre representatividade feminina vem à tona por meio da obra da artista Silvana Mendes.

(Bia Nauiack)
Frezza & Figueiredo Arquitetura e Interiores - Amado Hotel
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Frezza & Figueiredo Arquitetura e Interiores - Amado Hotel. Antenados com o movimento de revitalizar imóveis antigos de forma criativa e sustentável, o designer de interiores Fabricio Frezza e o arquiteto Gabriel Figueiredo propõem um lobby de hotel butique na área de circulação de 49 m² com recepção, galerias, lounge, bar e hall com vista para o parque. A fim de dialogar com o prédio e a natureza, apostaram numa decoração balizada por memórias afetivas, com peças provenientes de antiquários e feiras, além de uma detalhada curadoria de obras de arte, tecidos, objetos e móveis contemporâneos. “Semeamos perspectivas ao retomar o passado para entender nossas raízes e projetar novos sonhos”, diz Fabricio.

(Carolina Mossin)
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Studio Roca - Casa Brastemp. Por que não acomodar a lavanderia dentro do banheiro? Essa é uma das provocações colocadas pelos arquitetos Caio e Carlos Carvalho nesta casa de 170 m2. A integração inesperada (ao menos na cultura brasileira) incentiva o público a repensar hábitos cristalizados. O clima disruptivo também inspirou a paleta, que exibe tons vibrantes e combinações ousadas, alinhadas às tendências internacionais, mas com alma brasileira. Em nome do reaproveitamento, depois da mostra as divisórias de vidro vermelho vão se converter em mobiliário pelas mãos dos arquitetos.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
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Gabriel Fernandes - Casa de Novela. “É uma casa solar, que contempla o Rio de Janeiro como lugar de poesia e glorifica as mulheres e todo o alcance que elas tiveram na sociedade por meio da teledramaturgia nacional”, explica o arquiteto. Essa narrativa toma conta dos 86 m2, repartidos entre salas de estar e jantar, quarto, banheiro e closet. Entre os pontos altos, há as estantes, projetadas em homenagem ao Palácio Capanema, um marco modernista carioca, e o mobiliário totalmente brasileiro. Tecidos com estampas assinadas pelo profissional revestem os nichos preenchidos com blocos cerâmicos, fruto de uma parceria do autor do ambiente com o Instituto Maria do Barro, que atende mulheres em situação de vulnerabilidade.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Catê Poli e João Jadão - Jardim da Alameda
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Catê Poli e João Jadão - Jardim da Alameda. Numa localização privilegiada entre os dois prédios históricos que abrigam a mostra, esta praça ao ar livre propicia aos visitantes um respiro antes de continuarem o passeio. “Essa situação é praticamente um sonho numa cidade como São Paulo, que muitas vezes não valoriza seu patrimônio”, observa a paisagista. De fabricação nacional, móveis de linhas orgânicas dispostos entre um paisagismo frondoso – com espécies tropicais, incluindo folhagens e árvores como jabuticabeiras – povoam o pátio de 160 m² e harmonizam seu formato estreito e comprido. Jardineiras metálicas reaproveitadas pela terceira vez na CASACOR e vasos vietnamitas completam o jardim.

(Roberta Gewehr)
Gleuse Ferreira Arquitetura - Meu Verde, Meu Sertão
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Gleuse Ferreira Arquitetura - Meu Verde, Meu Sertão. A proposta da bilheteria, na qual a paisagem do interior nordestino encontra o design sofisticado, veio da arquiteta que carrega muita história em si mesma – Gleuse é bisneta de Lampião e Maria Bonita. Na área de 89 m², seu querido sertão se transfigura em sentimento, memória e força criativa. Em tom terracota, o piso cimentício merece atenção, bem como os três móbiles de ferro do artista José Munhoz. Atrás do sofá, outra arte digna de nota é o painel de MDF colorido assinado por Marcelo Eco. “Este ambiente brota do desejo de reconectar o homem à terra e à potência de transformar o árido em poesia”, resume a profissional.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Modular Studio + Stage.AEC - Forneria San Paolo
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Modular Studio + Stage.AEC - Forneria San Paolo. Como laboratório de um novo modelo de ocupação urbana, este restaurante de 165 m² funciona num pavilhão industrializado de madeira e metal. Trata-se de uma parceria do Modular Studio, dos arquitetos Alessandra Cipriani, Higor Cipriani e Felipe Savassi, com o Stage.AEC, de Helena Obino, Cesar Sallum e José Rocha, responsáveis pelos interiores. Com materiais renováveis, a arquitetura tem baixo impacto ambiental. Já o décor celebra a herança italiana da marca com uma pegada acolhedora, de tons quentes e texturas rústicas, e espaços de convivência.

(Divulgação)
Brunete Fraccaroli - Lar Amar
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Brunete Fraccaroli - Lar Amar. Este loft de 96 m² é dedicado a uma personagem real, Lara, que tem deficiência visual e lidera a Laramara, organização que promove a inclusão social, educacional e cultural de pessoas com essa condição. Guiada pelo design universal, a arquiteta elaborou um projeto com acessibilidade, conforto e adaptabilidade sem abrir mão do luxo. Para isso, a decoração adota tons neutros e muitas texturas. Com living, sala de jantar, cozinha e suíte, o espaço possui medidas compatíveis com as das placas de revestimento inteiras, evitando, assim, recortes e desperdício de material.

(Carolina Mossin)
OHMA - Escalada Brasileira
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OHMA - Escalada Brasileira. Os caminhos intuitivos das favelas orientaram a intervenção nesta escadaria interna, um percurso dinâmico em três etapas – cada uma com sua paleta cromática –, que representam o início (tons terrosos), a travessia (bordôs, rosas e vermelhos) e a chegada (neutros, azuis e verdes). Alinhado com o tema da mostra, o espaço dos arquitetos Nicholas Oher e Paloma Bresolin convida a ponderar sobre a potência coletiva típica das nossas comunidades, capazes de cultivar sonhos e realizá-los. A rica seleção de design e obras de arte entrelaça linguagens diferentes a fim de construir uma narrativa sobre pertencimento e reinvenção.

(Camila Santos)
Lui Costa - Entre Sonhos. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.
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Lui Costa - Entre Sonhos. Com 269 m², este café integrado a diversos lounges acomoda o espaço de eventos da CASACOR. O lampejo veio dos começos da vida, como o brotar de uma semente ou a luz da manhã, o que culminou na utilização de madeira, pedras, tecidos leves e revestimentos em tons terrosos, além do mobiliário de contornos orgânicos. Com papel importante no ambiente, as plantas de espécies brasileiras não estão ali só para decorar, pois atuam para melhorar a qualidade do ar e o clima.

(Camila Santos)
Janaina Casagrande - Banheiro Raiz
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Janaina Casagrande - Banheiro Raiz. O banheiro funcional de 24 m² explora a dualidade entre o urbano e o orgânico, o duro e frio versus o que acolhe e transforma, e convoca à reconexão. Como metáfora da vida moderna, os mármores das bancadas sofreram recortes que dão personalidade ao desenho. Nas duas superfícies deapoio, um vão abre passagem para uma planta – lembrete de que sempre é possível voltar à natureza. Tons terrosos e iluminação indireta intensificam o clima de introspecção. “Para construir um futuro sustentável, precisamos resgatar nossa essência”, afirma a arquiteta.

(Israel Gollino)
Marcos Serrano Miralles Arquitetura - Galeria de Artes
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Marcos Serrano Miralles Arquitetura - Galeria de Artes. Bancos de traço curvilíneo e móveis assinados por designers brasileiros compõem o espaço de 108 m², dedicado à exibição e contemplação de obras de arte vindas da Luciana Brito Galeria. Para realçá-las, o arquiteto desenhou painéis inspirados nas famosas pinturas geométricas do holandês Piet Mondrian (1872-1944), além de planejar um paisagismo exuberante. Outro acerto é a estante de 4,25 m de altura, adornada com cerâmicas elaboradas pela arquiteta e artista Dini Sena. Em um dos corredores, há um escritório para atender clientes.

(Bia Nauiack)
Maai Arquitetura Integrada
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Maai Arquitetura Integrada - Ciclo Vivo. A potência dos recomeços e a ideia de transformação contínua levaram os arquitetos Arnaldo Pinho, Monica Pinto e Isabel Veiga a imaginar a convivência entre passado, presente e futuro a partir da sustentabilidade. O pensamento se consolida nesta sala e bar de 56 m², que enaltece o edifício tombado ao restaurar o piso de madeira e a porta de entrada originais, além de aproveitar a ventilação natural e a vegetação para assegurar conforto térmico. A economia circular aparece no reúso da pedra brasileira yellow bamboo, aplicada na exuberante jardineira e na bancada do bar.

(Bia Nauiack)
MAJ Arquitetura - Cabana do Parque
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MAJ Arquitetura - Cabana do Parque. No estúdio de 50 m² idealizado por Marília Junqueira, living, cozinha e suíte armam um recanto de introspecção em meio à natureza. O acolhimento chega com elementos como o forro com aplicação de tecido e o pórtico enquadrando as janelas, além do tablado revestido de mármore com bordas irregulares, que eleva a banheira freestanding e encaixa a cama. Livros, plantas e um baú antigo acendem memórias e afetos, em um mix de peças contemporâneas e rústicas. Na curadoria da Galeria Eduardo Fernandes, parte das obras de arte emprega materiais reciclados.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Rodolfo Consoli - Studio Oniria
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Rodolfo Consoli - Studio Oniria. Um abrigo onde o relógio desacelera e as superfícies contam histórias. Oniria é intensidade, uma espécie de lugar entre mundos onde a matéria vibra e a imaginação toma corpo. É assim que o arquiteto define seu estúdio de 63 m², formado por sala, cozinha com bar, banheiro e quarto comcloset e mesa de trabalho. A cor vermelha (em diversas tonalidades, texturas e estampas) é o trunfo do ambiente, numa ousadia que se expressa com veemência no mármore de veios demarcados presente em bancadas, painéis, pórticos, rodapés e em detalhes do piso de madeira original.

(Juliano Colodeti)
Bezerra Panobianco Arquitetura - Ecos Brandos
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Bezerra Panobianco Arquitetura - Ecos Brandos. Quantos sonhos cabem numa casa? A pergunta direcionou Expedito Bezerra e Lucas Panobianco na concepção do estúdio de 100 m². Ele se reveste de uma paleta monocromática em tons sobre tons e de materiais que se repetem (como a parede de tijolos vazados), o que responde pela unidade visual entre living com bar, cozinha, jantar, closet, sala de banho e quarto. O macramê em grande formato de Sandra Luiza, na sala, e criações de artistas como Fabiana Queiroga e Antônio Poteiro, ambos ligados ao estado de Goiás, sublinham o caráter onírico da cabana contemporânea.

(Juliano Colodeti)
06 - Luciana Moreno - Roberta Gewehr-DSC03920
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Luciana Moreno Arquitetura - Respiro. Especialista em wellness, a arquiteta converteu o primeiro banheiro funcional do percurso em estação de rito e cuidado, um preâmbulo para a continuidade da vivência na arte, no design e na inovação oferecida pela volta na CASACOR. Os 53 m² se traduzem em um local acolhedor, com estar, cabines acessíveis, trocador para bebês e ponto de abastecimento de água potável, combinando bom desenho, praticidade e biofilia. No mobiliário, entre as peças autorais da profissional, o pufe Bubi usa bolas de tênis e tecido reciclado. Na decoração, os objetos artesanais de madeira valorizam a economia circular.

(Roberta Gewehr)
Felipe Carolo Arquitetura - Estúdio Theodoro
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Felipe Carolo Arquitetura - Estúdio Theodoro. Com estética calcada na Bauhaus e nos ideais do modernismo brasileiro, este estúdio rememora a Casa Lana, projeto de Ettore Sottsass de 1965. Os 72 m² distribuem home office, living, cozinha integrada ao jantar, quarto e banheiro, apartados pela marcenaria abaulada e por painéis de madeira certificada com orifícios centrais. Elementos com história, textura e geometria ganham evidência, como as placas de laminado melamínico, o tapete multicolorido, o veludo e as luminárias de vidro soprado. O mobiliário alterna design nacional com peças de Fritz Hansen e Marcel Breuer.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Tetriz Arquitetura - Casa das Águas
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Tetriz Arquitetura - Casa das Águas. Fluidez e tranquilidade estão no cerne do banheiro-conceito assinado pelas arquitetas Renata Veronesi e Danielly Vasconcelos. A começar da entrada, uma sala de descompressão com pé-direito duplo e pilares que lembram troncos cuja copa desemboca no teto, tudo iluminado pela telatensionada. O jardim lateral, contornado por um sofá curvo, confere frescor ao ambiente de 41 m². O movimento das águas e o mundo silvestre inspiram o espaço e justificam a preferência por materiais naturais, peças com traços orgânicos e texturas que convidam ao toque – como a tapeçaria artesanal.

(Camila Santos)
Tufi Mousse Arquitetura - Casa Rumo
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Tufi Mousse Arquitetura - Casa Rumo. O nome do estúdio simboliza uma jornada em busca de novos horizontes, celebrando a união entre o modernismo brasileiro e a inovação. Nos 72 m² com estar integrado à cozinha, escritório, quarto e banheiro, a madeira marca presença nas poltronas de Carlo Hauner e no sofá Hauner, de Sergio Rodrigues, ícones do design modernista. Em contraponto, o laminado em preto e branco de Ettore Sottsass recobre paredes, mobiliário e a marcenaria da cozinha com a estética maximalista dos anos 1980. Tudo acompanhado de obras de artistas brasileiros, como Manfredo de Souzanetto, autor da tela posicionada na sala de jantar.

(Denilson Machado)
Daniel de Castro Cunha Arquitetura e Interiores - Escritório Urbano de uma Jovem Amazona
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Daniel de Castro Cunha Arquitetura e Interiores - Escritório Urbano de uma Jovem Amazona. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

(Carolina Mossin)
Rafael Granero Arquitetura - Galeria Botânica
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Rafael Granero Arquitetura - Galeria Botânica. Cacos de mármore reaproveitados no piso, mais do que revelar atenção com a sustentabilidade, ilustram a fragilidade e a beleza das coisas imperfeitas nesta galeria que vai muito além de uma área de transição entre as lojas e um dos restaurantes da mostra. Cada elemento do ambiente de 93,50 m² é uma provocação e solo fértil para a imaginação e a interação, uma chance de reconexão com nossos sentidos mais primitivos – a exemplo da pedra bruta, matéria-prima do banco curvo, e do teto espelhado que reflete o piso e, assim, brinca com as percepções dos visitantes a cada passo.

(Israel Gollino)
Leda Simões - Gabinete de Memória
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Leda Simões - Gabinete de Memória. No limiar da livraria de 126 m², o túnel confeccionado com placas de drywall compondo arcos e o piso na cor terracota apontam o caminho para os sonhos e a esperança, um lugar de acolhimento, sensações únicas e curiosidade, bem à maneira da ação da literatura sobre nossa vida. E assim os visitantes adentram o salão de exposição dos produtos, repleto de cantos de estar com vegetação, tecidos ecológicos, peças autorais da arquiteta (a mesa, o aparador e as estantes) e formas orgânicas – a exemplo dos pilares inspirados em troncos – que convidam a momentos intimistas.

(Divulgação)
Meneghisso & Pasquotto - Natureza em Essência
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Meneghisso & Pasquotto - Natureza em Essência. Sócios há 20 anos, Mariana Meneghisso e Alexandre Pasquotto apresentam um banheiro inspirado na parceria e na congruência. Em 27 m², eles dosam materiais que evocam aspectos masculinos (parede rústica de cerâmica, formas angulosas) e femininos (as curvas dos cachepôs, flores perfumadas). Em frente às cabines, o destaque recai sobre a arte de concreto do soteropolitano Gustavo Maciel, com pássaros em revoada. Na área de estar com jardim, brilha a floresta pintada à mão por Juliana Pelegrinello no painel de tecido que vai do chão ao teto – este, por sua vez, revestido do mesmo vinílico que recobre as paredes.

(Camila Santos)
Erick Camilo Studio Arqline - Reflexos
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Erick Camilo | Studio Arqline - Reflexos. “Nosso ambiente expressa como os sonhos se refletem e se multiplicam na realidade”, afirma o autor do projeto que hospeda a ótica Gustavo Eyewear. A loja de 63 m² nasce como um diálogo entre o orgânico e o imaginário, alimentado pela dualidade entre natureza e percepção humana. A marca que transforma visão em estilo serve de metáfora para essa jornada, como óculos cujas lentes filtram e ampliam nossos desejos. São pontos focais o painel de lâmina de carvalho nas paredes, a marcenaria de laca metalizada e o mobiliário assinado por designers brasileiros.

(Carolina Mossin)
Lá na Teka Arquitetura & Interiores - Feira na Rosenbaum
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Lá na Teka Arquitetura & Interiores - Feira na Rosenbaum. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

(Roberta Gewehr)
Fernanda Rubatino Arquitetura - Casa Buriti
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Fernanda Rubatino Arquitetura - Casa Buriti. Orientado por princípios da biofilia, o restaurante operado pelo Mesa Viva incorpora materiais sustentáveis, iluminação natural e uma paleta de cores que remete à terra, ao céu e à vegetação. O espaço de 262 m² recebe e envolve o visitante em uma atmosfera que pulsa brasilidade e respeito pela natureza. Para isso, integra elementos como jardins verticais, fontes, mobiliário de madeira certificada e ventilação cruzada, explorando transparências e grandes aberturas. Peças artesanais e atemporais compõem o mobiliário nacional.

(Juliano Colodeti)
Elkis+ Paisagismo - Jardim Tropical
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Elkis+ Paisagismo - Jardim Tropical. Um caminho sinuoso, pavimentado com piso drenante, abre passagem pelo bosque, enriquecido pelo escritório paulistano comandado por Caroline e Gilberto Elkis. A composição botânica soma mais de dez espécies tropicais, entre as quais estão alpínia, areca, asplênio, pleomele, ravenala e outras tantas forrações de menor porte que dão forma ao projeto de cerca de 400 m² repleto de texturas, perfumes e cores. Prepare-se para cruzar com uma vaca nelore de aço corten em tamanho real, bem-humorada escultura de Rapha Preto.

(Carolina Mossin)
Zanardo Paisagismo - Jardim do Círculo de Pedras
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Zanardo Paisagismo - Jardim do Círculo de Pedras. Abraçado pela vegetação existente, o ambiente de 373 m² de Luciano Zanardo carrega uma paleta outonal e aposta em símbolos ligados à espiritualidade. Exemplo disso é o círculo de pedras: construído com cinco rochas sedimentares do Nordeste (pesando cerca de 800 kg cada uma), ele remete a menires fascinantes em diversas partes do mundo – de Stonehenge, no Reino Unido, ao Sítio Arqueológico do Rego Grande, no Amapá. Os dois livings ajardinados contam com mobiliário assinado por Marta Manente, Ibanez Razzera, Victor Leite e Jayme Bernardo.

(Bia Nauiack)
Henrique Freneda - Casa Viva
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Henrique Freneda - Casa Viva. Como no poema Casa Arrumada, de Lena Gino, a tiny house de 29,50 m² sugere um lar vivo, com movimento, afetos e memórias. A morada se destina a um homem moderno, maduro, bem-sucedido, que valoriza o design, a arte e o convívio. Trata-se de um exemplo de construção seca, feita com madeira de reflorestamento, placas cimentícias e vidro com proteção UV, sem geração de resíduos e livre de materiais de alto impacto ambiental. Com cozinha, área de estar, suíte e jardim ao redor, o projeto delega a iluminação geral a um grande lustre em forma de vitória-régia, desenho do arquiteto executado por Cauê Scudeller.

(Roberta Gewehr)
Studio Otto Felix - bar, speakeasy
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Studio Otto Felix - bar, speakeasy. Da reinterpretação dos bares secretos que surgiram nos anos 1920 durante a Lei Seca nos Estados Unidos nasceu este speakeasy de 135 m². Com desenvoltura, o arquiteto mistura referências da belle époque e do art nouveau neste lugar escondido, porém marcante, com salão principal, dois banheiros e cozinha. O balcão de madeira maciça com tampo de mármore é o cerne do ambiente. Para o décor, o escritório desenvolveu o papel de parede e a banqueta TT. A iluminação indireta gera um clima cênico e intimista.

(Denilson Machado)
Estúdio Carlos Fortes - Iluminação das Fachadas e Áreas Externas
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Estúdio Carlos Fortes - Iluminação das Fachadas e Áreas Externas. O arquiteto especializado em lighting design e sua sócia, Débora Esposto, assinam a iluminação especial das fachadas dos edifícios ocupados pela mostra, além dos jardins, alamedas e instalações artísticas que permeiam o circuito. “O percurso inspira a observação das marcas deixadas pela passagem do tempo”, comenta Carlos Fortes. Daí o realce da pintura amarelo-ocre e os relevos e baixos-relevos das fachadas. De olho na sustentabilidade e no respeito à fauna local, optou-se por leds de baixo consumo, cores quentes e alto índice de reprodução de cores (IRC) – acima de 90%.

(Carolina Mossin)
Mônica Costa Paisagismo - Lounge Água Branca
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Mônica Costa Paisagismo - Lounge Água Branca. À sombra da esplendorosa sibipiruna, sentinela diante de décadas de transformações urbanas, plantas tropicais – como costelas-de-adão, marantas e filodendros – incrementam a paisagem com texturas e volumes exuberantes. Em sua sexta participação consecutiva na mostra, a arquiteta estabelece uma relação parcimoniosa entre o patrimônio histórico e a renovação sustentável. A madeira certificada se estende pelo deque e aparece também no mobiliário, todo assinado por Jader Almeida. Posicionado diante da fachada tombada, o lounge de 71 m² se torna um manifesto da conexão entre passado e futuro, design e natureza.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)
Pedro Rabelais Paisagismo - Pátio Paulistano
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Pedro Rabelais Paisagismo - Pátio Paulistano. Este é um jardim que, segundo seu autor, floresce no intervalo: 34 m² de uma lacuna sutil entre o traço da arquitetura e o gesto da natureza, o projetado e o espontâneo, a estrutura e o orgânico. Nele, formas geométricas não impõem limites, mas sim oferecem o ritmo, o direcionamento e a fluidez almejados para a cidade do futuro. A vegetação tropical cresce com liberdade, suportada por vigas metálicas dispostas no chão. As peças, escondidas pelo maciço verde, derivam da obra do ambiente vizinho. Sobre o deque, escultura de Ana Holck.

(Denilson Machado, do MCA Estúdio)

Ao se aproximar da entrada da mostra, o visitante é recebido pela instalação Abram-se as cortinas, da arquiteta Victoria Braga, uma homenagem à história do local que utiliza estrutura de andaimes envolvida por tecidos que delimitam o perímetro da mostra sem obstruir a vista dos icônicos casarões. "Estar no Parque da Água Branca, com toda sua memória e conexão com a cidade, torna essa edição ainda mais especial", afirma Lívia Pedreira, presidente do conselho curador.


O percurso começa com jardins sensoriais assinados pela estreante Simone Campos e por Helena Elias, seguidos pelo Bosque do Silêncio, do veterano Mauro Contesini, que valorizou os pinheiros existentes sem intervir. Na sequência, a instalação Ninho, de Marko Brajovic, simboliza a conexão entre o humano e a natureza. O centro do Ninho será utilizado para a idealização do Projeto Expedition Point, que se apresenta como uma arena voltada para palestras e conversas educativas. A programação conta com nomes como Jorge Forager, Nik Sabey, Clarice Borian, Alessandra Araujo, Thais Raiz, Amanda Ramos, Luís da Mata e o próprio Marko Brajovic, idealizador do projeto.


Atelier Marko Brajovic - Ninho. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

Atelier Marko Brajovic - Ninho. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Roberta Gewehr/CASACOR)


A bilheteria, assinada pela Gleuse Ferreira Arquitetura, e o primeiro banheiro unissex, projetado por Luciana Moreno, são pontos de destaque. Nos jardins externos, brilham os projetos de Gilberto Elkis em parceria com sua filha Caroline Elkis, além dos trabalhos de Mônica Costa, Pedro Rabelais, Paula Varga, Estúdio Musgo e Kawai Paisagismo.


Entre os destaques arquitetônicos está a primeira tiny house da mostra, criada pelo carioca João Panaggio. No Prédio 23, entrada principal, o veterano Roberto Riscala assina o paisagismo de boas-vindas, enquanto o lounge da Peugeot, projetado por Gisele Taranto, combina sofisticação e tecnologia.


PN+ | Paula Neder - Loft Alvorá. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

PN+ | Paula Neder - Loft Alvorá. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)


No hall de entrada, a instalação de Bruna Mayer mescla arte e natureza. Ao lado, a arquiteta Marina Linhares assina o espaço da Portinari com cores vibrantes, enquanto Léo Shehtman apresenta um ambiente masculino e nostálgico. Outros ambientes notáveis incluem os projetos de Traço 8 Arquitetura (Letícia Figueiredo e Priscila Sunao), Bruno Carvalho, Gabriel Rosa, Natan Gil, Romário Rodrigues, Natalia Xavier, Vanessa Martins (SALA2), Paula Neder, Giovanni Vespe e Ana Maria Vieira Santos, além do lounge Banco BRB, assinado pelos arquitetos André Bastos e Pedro Luiz de Marqui.


Felipe Carolo Arquitetura - Estúdio Theodoro. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

Felipe Carolo Arquitetura - Estúdio Theodoro. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)


O ambiente da Deca, assinado por João Armentano, traz o conceito Entre Copas, seguido pelos projetos de Renzo Cerqueira e Rodrigo Cunha (Rodra Arquitetura). Dado Castello Branco, em parceria com seu filho Guilherme, apresenta um living de colecionador, enquanto entre os estreantes destacam-se Larissa Perna (La Rous Studio), Marta Martins, Yara Elias (Lynhas Arquitetura), Felipe Carolo e Fernanda Zulzke.


Armentano Arquitetura - Entre Copas Deca. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

Armentano Arquitetura - Entre Copas Deca. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)


A escada vermelha inspirada no MASP, projetada por Pedro Coimbra, leva à obra de Juliana dos Santos, que dá acesso ao espaço da Coral, de Mauricio Arruda, que propõe uma casa afetiva, enquanto o Studio Roca (Carlos e Caio Carvalho) assina o ambiente da Brastemp. Completam o primeiro prédio os ambientes de Beatriz Quinelato, Carlos Navero e Melissa Camargo, Paola Ribeiro, Fichberg Arquitetura (Felipe e Eloy Fichberg), Frezza & Figueiredo (Fabrício Frezza e Gabriel Figueiredo) e Gabriel Fernandes.


A alameda para o segundo prédio é emoldurada pelo paisagismo de Catê Poli e João Jadão. No Prédio 22, destacam-se os ambientes da veterana Brunete Fraccaroli e Meneghisso & Pasquotto, OHMA (Nicholas Oher e Paloma Bresolin), Janaina Casagrande, Marcos Serrano Miralles, MAAI Arquitetura (Monica Pinto, Arnaldo Pinho e Isabel Veiga), Marília Aguiar Junqueira, Rodolfo Consoli, Bezerra Panobianco, Tetriz Arquitetura, Tufi Mousse e Daniel de Castro Cunha. O ambiente intitulado Entre Sonhos, assinado pelo arquiteto Lui Costa, é integrado a diversos lounges e acomoda um espaço reservado para eventos. Por fim, a segunda tiny house da mostra é a Casa Viva, de Henrique Freneda, com paisagismo de Luciano Zanardo.


André Bastos e Pedro Luiz de Marqui - Arcadia Banco BRB. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

André Bastos e Pedro Luiz de Marqui - Arcadia Banco BRB. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Israel Gollino/CASACOR)


As operações gastronômicas incluem o Café Crema, operação da GHS Live, a doceria Doce Arte, os restaurantes Forneria San Paolo, Mesa Viva e o Guilhotina Bar.


A programação da CASACOR também reflete seu compromisso com inclusão e cultura. Haverá, semanalmente, quatro horários com entrada gratuita, mediante agendamento via App CASACOR (às terças e quartas-feiras, a partir das 18h). Além disso, 30% da mostra terá acesso gratuito permanente ao longo de todo o período do evento, mediante cadastro, além de Rodas de Conversa em parceria com o Museu das Culturas Indígenas.


Todas as construções são temporárias e seguem as diretrizes de tombamento, com melhorias realizadas nos prédios, tais como limpeza interna, higienização das fachadas, instalação de elevadores para acessibilidade, manutenção das coberturas, remoção de divisórias danificadas por cupins e implementação de sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), além da nova academia com novos equipamentos, bebedouro e acessibilidade, sob supervisão dos órgãos de patrimônio. O evento conta com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e do Governo do Estado de São Paulo. A 38ª edição tem patrocínio master da Deca; Banco Oficial BRB; Carro Oficial Peugeot; Tinta Oficial Coral; além dos patrocinadores locais Duratex e Brastemp. Conta também com apoio local da Portinari e parceria midiática com a revista Veja.


"A CASACOR é um evento de arquitetura efêmera. Tudo que foi construído será desmontado com o máximo cuidado, respeito e responsabilidade com o patrimônio do Parque. Nosso compromisso é trazer aos seus frequentadores inspiração, além de promover melhorias aos imóveis utilizados", explica Darlan Firmato, Diretor de Operações.


PN+ | Paula Neder - Loft Alvorá. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

PN+ | Paula Neder - Loft Alvorá. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)


SERVIÇO - CASACOR São Paulo 2025



Quando: de 27 de maio a 03 de agosto de 2025


Onde: Parque da Água Branca, Rua Dona Ana Pimentel, 37 - São Paulo/SP


Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 11h às 21h (fechamento da bilheteria física 15 minutos após o último horário. A visita poderá acontecer até às 21h)


Bilheteria digital: https://appcasacor.com.br/events/sao-paulo-2025


Valores ingressos:


Inteira - R$121


Meia- R$ 60,50


Compra de ingresso de meia-entrada:

  • Idoso a partir de 60 anos
  • Estudante apresentando o documento válido com foto ou recibo de pagamento
  • PNE (portador de necessidade especiais) e seu acompanhante (conforme lei 12.933/13)
  • Professor da rede pública e privada, apresentando o documento válido com foto
  • Promoção de pré-venda não válida para meia entrada
  • Comprovação de meia-entrada será exigida na porta.

Importante: gratuidade de entrada para crianças com idade comprovada de até 10 anos. 1 (um) CPF pode comprar no máximo 10 ingressos. Venda Grupo: Compras acima de 10 ingressos ou por CNPJ, envie e-mail para bilheteriacasacor@abril.com.br


Sobre a CASACOR

Empresa do Grupo Abril, a CASACOR é reconhecida como a maior plataforma cultural de arquitetura, paisagismo, arte e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas e em 2025 chega à sua 38ª edição em São Paulo em um novo endereço, o Parque da Água Branca.