Na CASACOR São Paulo 2026, a acessibilidade surge como parte natural (e indispensável!) da arquitetura, ampliando possibilidades de acesso aos espaços
Publicado em 17 de jun. de 2026, 12:00

Isabella Nalon Arquitetura e Interiores - A Poética do Ritmo. Esta ilha de conforto de 45 m² convoca a música e a literatura para estimular um estado de conexão interior, clareza e força – do qual, para Isabella, brotam as escolhas mais autênticas da vida e da arquitetura. O pórtico de acesso desemboca em uma sala de música, uma caixa cromática envolta em paredes e teto na cor rosê. Toca-discos e vinis sugerem uma escuta analógica, consciente. A transição para a biblioteca marca o avanço para uma dimensão ainda mais introspectiva, pontuada pelas estantes e pelo uso do ladrilho hidráulico no piso. Texturas como veludo, buclê, madeira e cerâmica artesanal enriquecem a sensorialidade do ambiente. (Roberta Gewehr/CASACOR)
Além da estética dos 70 ambientes, a CASACOR São Paulo 2026 se preocupa em garantir que as áreas onde ocupa o Parque da Água Branca sejam acessíveis para todos os públicos. Sendo assim, o evento adota soluções inclusivas ao longo do percurso para garantir que pessoas com deficiência auditiva, visual e/ou motora aproveitem a experiência completa com liberdade, autonomia e dignidade.
Em relação à mobilidade, a 39ª edição do evento implantou elevadores e plataformas a marca Montele, referência nacional na área desde 1982, em sete dos ambientes. Instalados em pontos estratégicos, esses recursos asseguram o acesso a todos os pavimentos e mezaninos sem interferir nas propostas arquitetônicas. O resultado são projetos que demonstram como a acessibilidade pode ser integrada ao design de maneira natural e funcional.
Rafaella Manso Arquitetura - Nota em Linhas. (Roberta Gewehr/CASACOR)
Inspirado pela música, o ambiente de 74 m² utiliza formas, linhas e proporções para criar uma narrativa visual que parte de um piano de 1951 pertencente à avó da arquiteta. O projeto de Rafaella Manso também preserva elementos originais do imóvel, como o piso de granilite e as molduras de gesso. Para garantir acesso ao piso superior, além da escadaria, o espaço conta com um elevador Montele.
Lounge do Artista, do Calio Studio Design, do designer de interiores Francisco Cálio. (Adriana Barbosa/CASACOR)
Assinado por Francisco Calio, o lounge de 62 m² explora contrastes entre luz e sombra, além de destacar peças autorais de mobiliário e iluminação. A composição inclui um espaço de leitura, escada cenográfica e recursos de acessibilidade que integram a proposta estética.
Ohma - Ilha da Alma. Entre a mente que pensa e o coração que sente, existe um terceiro lugar: a alma. E ela não é algo rígido, mas, sim, mistura e movimento. Esse foi o fundamento que os arquitetos Nicholas Oher e Paloma Bresolin adotaram nesta ilha de conforto de 40 m². Tons claros e terrosos induzem a calma, enquanto os azuis estimulam o pensamento, a memória e o que não se vê. Há uma intenção na fluidez das formas, que guiam o olhar e o corpo pelo ambiente, passando pelo desenho orgânico da marcenaria, da lareira, das cortinas e, sobretudo, pelo design do mobiliário e pela curadoria de objetos e obras de arte. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
Nicholas Oher e Paloma Bresolin, do OHMA, criaram uma ilha de conforto de 40 m² guiada pela ideia de fluidez entre mente, coração e alma. Tons terrosos, nuances de azul e formas orgânicas aparecem na marcenaria, no mobiliário e na seleção de objetos. O projeto também tem acesso com elevador, permitindo que o trajeto seja realizado de forma mais inclusiva.
Panapaná Estúdio - Galeria Elo. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Camila Santos/CASACOR)
Assinada por Isadora Araujo, a galeria de 86 m² foi concebida como um espaço de convivência e pausa ao longo do percurso da mostra. Tons de cobre e bronze, iluminação indireta e revestimentos com aparência de pedra natural ajudam a criar uma atmosfera acolhedora, enquanto o mobiliário e as tapeçarias fazem referência ao modernismo brasileiro. Além das áreas comerciais, o ambiente abriga banheiros e fraldários, ampliando o conforto de todos os visitantes.
Marta Martins - Restaurante Raiz. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Camila Santos/CASACOR)
Com 220 m², o restaurante de Marta Martins propõe uma experiência ligada ao compartilhamento e à conexão com a natureza. A paleta combina tons terrosos, madeira, verde e vinho, enquanto obras de artistas convidados ajudam a construir a identidade do espaço. O equipamento de acessibilidade instalado no ambiente mostra que é possível atender a todos os públicos sem abrir mão da elegância.
Isabella Nalon Arquitetura e Interiores - A Poética do Ritmo. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Roberta Gewehr/CASACOR)
Música, literatura e materiais sensoriais orientam a proposta desta ilha de conforto desenvolvida por Isabella Nalon em 45 m². Com acesso diretamente pelo elevador, o percurso conduz o visitante por uma sala de música e uma biblioteca, criando diferentes momentos de introspecção.
João Panaggio - Casa da Marcenaria Brasileira | Duratex. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
Com 250 m², o projeto de João Panaggio reúne peças de diferentes gerações do design nacional em uma curadoria que percorre a história da marcenaria brasileira. A arquitetura destaca elementos como a passarela suspensa, a escada helicoidal e os grandes expositores verticais. Para que todos os visitantes possam percorrer o espaço de forma completa, o ambiente conta com uma plataforma Montele.
Vale relembrar que, durante a CASACOR São Paulo 2025, o evento recebeu o Selo de Acessibilidade pelo terceiro ano consecutivo. A certificação foi concedida pela da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) após a avaliação das rampas, carrinhos motorizados, elevadores, mapas táteis e recursos de audiodescrição presentes na mostra.
Iniciativas como a parceria entre a CASACOR SP e o ICOM permitem que pessoas com deficiência auditiva possam participar, interagir e vivenciar plenamente a mostra. (Adriana Barbosa/CASACOR)
Quando: de 2 de junho a 9 de agosto de 2026
Horários: terça a domingo e feriados, das 11h às 22h
Onde: Parque da Água Branca — Rua Dona Ana Pimentel, 40
Ingressos: de R$ 70,50 (meia) a R$ 161 (inteira)
Bilheteria: online, aplicativo oficial da CASACOR e venda presencial no local
Redes sociais: @casacor_oficial
Mais informações:https://casacor.abril.com.br/pt-BR/mostras/sao-paulo-2026