As linhas retas contrastam sutilmente as curvas do Palácio das Mangabeiras, ressaltando o contemporâneo de forma arrojada e jovial. A proposta era criar um ambiente que dialogasse com o todo, expressando por uma solução contemporânea a memória modernista e trazendo elegância a partir da forma, dos materiais e das texturas. Era criar um ambiente que falasse por si só, receptivo às mais diversas interpretações. A área externa, surgindo entre Palácio e fonte, tem capacidade para 45 pessoas e se traduz como ponto de encontro, experiência sensorial, que se reafirma com o vislumbre da Serra do Curral e com o paisagismo assinado por Droysen Tomich ao conectar coesa e harmoniosamente o entorno. O café é marcado pela horizontalidade e explora os materiais de maneira a trabalhar as texturas que a terra, a madeira e o aço podem trazer à tona. A vedação reforça os planos horizontais propostos, estendendo-se para além do bloco, ao mesmo tempo em que dialoga com o paisagismo. Uma viga metálica surge da bancada e se estende ao jardim, entre as palmeiras existentes, servindo como apoio. O mobiliário se dispõe de maneira a trazer conforto e possibilidades de apropriação diversificadas. O lavabo busca trazer sofisticação e aconchego aliados à uma relação sensorial emergente das texturas. Foi pensado em cores neutras, formato retangular e remetendo à uma caixa de madeira que cria diálogo com o mobiliário fixo.