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A história de Léo Shehtman com a CASACOR

O arquiteto, que participa desde a primeira edição da mostra, conta sua relação com o evento e o que impactou em sua vida

LeoShehtman

Quando questionado sobre o que representa ser o arquiteto que mais participou da CASACOR, desde a sua inauguração em 1986, Léo Shehtman brinca “sinto-me velho” e completa “mas também muito feliz e grato por tudo isso, e tenho certeza que é fruto de muita persistência e dedicação ao que eu faço”.

Sempre muito extrovertido, simpático e bem-humorado, Léo Shehtman contou um pouco sobre a sua vida com a CASACOR, a arquitetura e o design. O profissional seguiu o caminho do seu pai, que também era arquiteto e se formou pela Universidade Braz Cubas, em 1980, e como relatado, com dedicação e persistência conseguiu conquistar o seu espaço no mercado, sendo referência para o ramo e mercado que atua. Confira na entrevista abaixo um pouco sobre a trajetória do arquiteto!

1. Conte um pouco sobre sua história. Porque optou pela arquitetura?

Meu pai era arquiteto, por isso sempre admirei e tive contato com a arquitetura. Quando fiquei mais velho, achei muito cômodo seguir pelo mesmo caminho que ele. Então fui cursar medicina, e fiz apenas seis meses e desisti, odiei. Logo, acabei em arquitetura, não teve como escapar, é o que eu adoro fazer.

2. Quando você se sentiu reconhecido pelo seu trabalho com arquitetura e decoração?

Quando meu primeiro projeto, o da cobertura do meu apartamento, foi capa da Casa Cláudia. Eu tinha 23 anos.

3. Você já ganhou algum prêmio na área?

Já ganhei vários, Prêmio CASACOR 2008, com a Casa Bolha, Prêmio CASACOR 2015, Prêmio Revista Olga Krell, Prêmio Projeto Destaque 2010, Prêmio Miami – Lampa WTC entre outros que sou muito grato.

4. Como surgiu o convite para participar pela primeira vez da CASACOR? Quem fez o convite?

As fundadoras da CASACOR, Dona Angélica Rueda e Dona Yolanda Figueiredo me convidaram. Participei desde a primeira edição.

5. Como foi seu primeiro projeto na CASACOR? Quais as inspirações, o que usou naquela época para criar o ambiente?

Lembro que meu primeiro projeto foi um bar embaixo de uma escada, inovador para a época. Usei inspirações do arquiteto alemão Meyer.

6. Quais foram os desafios na época em que você começou a participar da mostra?

Todo projeto é um desafio, mas lembro de algumas passagens, porque naquela época as pessoas não estavam acostumadas com tecnologia modernidade, essas coisas. Lembro um ano que fiz um piso de vidro – que hoje é comum, mas naquela época era muito inovador, algumas pessoas tiravam o sapato para andar, outras pisavam bem devagar com medo de quebrar (risos).

7. Você é o arquiteto que mais participou da mostra, o que isso representa para você?

Que estou velho (risos), brincadeira. Sinto-me muito feliz e grato por tudo isso, e tenho certeza que é fruto de muita persistência e dedicação ao que eu faço.

8. Qual projeto você acha mais marcante dentre os que já realizou na CASACOR e por quê?

Gosto muito da passagem do ano que fiz um salão de cabeleireiro e maquiagem, em 2011, e a Cláudia Raia chegou sem maquiagem, com o cabelo molhado e fez tudo lá. Foi um espetáculo, todos pararam para ver.

9. Desde o começo da mostra, houve apenas uma edição que você não participou. Por quê?

Não lembro o ano, mas sei que eu estava cheio de projetos em Miami, e aí ficou meio em cima do prazo e eu optei por não participar. Foi isso.

10. Você também já participou de mostras da CASACOR em outros Estados fora de São Paulo. Conte um pouco sobre elas, como foi o convite? Quais foram os Estados que você participou?

Campinas, interior de SP, Vitória no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Brasília. Recebo os convites, e acho muito interessante participar. Quando dá participo, mas não dá para fazer todos.

11. O que mudou na mostra nesses 30 anos? Como você vê o mercado de arquitetura e decoração no Brasil?

O mercado do Brasil está passando por um momento difícil, como em todos os segmentos. Mas considero que o mercado de arquitetura no Brasil é para se orgulhar. A arquitetura brasileira é uma que tem projeção internacional, acho os arquitetos brasileiros muito bons.

12. Como foi participar da CASACOR neste ano, edição comemorativa de 30 anos?

Para mim, participar do 30º ano de CASACOR foi incrível. Eu, que participo desde a primeira edição e só deixei de participar de uma, sempre levo para os meus projetos o que é a tendência e as novidades do momento no mundo. Este ano quis fazer algo bem diferente, com uma pegada sustentável. Reaproveitou uma estrutura já existente – o trem – e dei uma nova utilidade para ele, o transformando em um conceito de moradia.

Confira na galeria abaixo algumas fotos do acervo pessoal do arquiteto que ilustram esses 30 anos do profissional com a CASACOR!

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