MASP divulga projeto inédito de expansão com prédio anexo de 14 andares

Previsto para inaugurar em janeiro de 2024, o novo projeto irá aumentar 66% da área expositiva do museu e contará com soluções sustentáveis

Por Redação 23 ago 2021, 14h55
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Divulgação/CASACOR

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) anunciou seu novo projeto de expansão – uma co-autoria de Júlio Neves com o escritório METRO Arquitetos –, para ampliar o espaço físico do museu, incorporando suas instalações ao prédio vizinho, na esquina da rua Prof. Otavio Mendes com a Avenida Paulista. 

O novo edifício aumentará a área do museu em 6.945 m² e inaugurará 14 novos andares de galerias, salas de aula, reserva técnica, laboratório de restauro, restaurante, loja e áreas de eventos. 

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O projeto irá estabelecer uma conexão subterrânea, já aprovada pela Prefeitura de São Paulo, que irá interligar os dois edifícios: o prédio histórico receberá o nome de Lina Bo Bardi, arquiteta que o projetou, e o novo prédio será batizado de Pietro Maria Bardi, diretor fundador do museu. 

“Pensamos em uma solução arquitetônica para expandir o espaço e atuação do museu equiparando a estrutura física à sua ambição institucional, transformando-o para as próximas gerações”, explica Martin Corullon, sócio do METRO, escritório que possui uma relação profícua com o MASP desde 2015.

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Com previsão de entrega para janeiro de 2024, o prédio Pietro irá contemplar 14 andares. Estes serão ocupados por cinco galerias expositivas e duas galerias multiuso, representando um aumento de 66% de área expositiva do MASP. 

O edifício também abrigará restaurante, bilheteria, loja, reserva técnica, salas de aula e laboratório de restauro. Ao final da reforma, a área total do MASP será de 17.680 m² (hoje, são 10.485 m²). 

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Divulgação/CASACOR

Os ganhos serão múltiplos: a ampliação de acesso ao público, uma vez que será possível acolher um número significativamente maior de visitantes; uma nova e aprimorada estrutura para oferecer cursos e programas públicos (oficinas, palestras, seminários, formação de professores etc.); um ambiente maior e equipado com as últimas tecnologias para o restauro e preservação de obras icônicas, que, somadas às aquisições feitas ano a ano, contam histórias da arte cada vez mais diversas, inclusivas e plurais.

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“O acervo do MASP vem crescendo. Nosso plano é que o edifício Lina seja dedicado à exposição das obras que pertencem à coleção do museu, sobretudo nas áreas do subsolo. Já as novas galerias deverão ser ocupadas com exposições temporárias, todas com pé-direito alto e equipadas com sistema de climatização e iluminação de última geração”, conta Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP. 

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Divulgação/CASACOR

Visando soluções sustentáveis para reduzir a pegada de carbono, o projeto do METRO contará com certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). O uso de LED em toda a iluminação e o sombreamento proporcionado pela fachada dupla diminui a carga térmica interna e alivia o sistema de climatização, tornando o edifício ambientalmente eficiente.

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O custo do projeto é da ordem de R$180 milhões e será totalmente financiado por doações de pessoas físicas – seguindo a característica que o MASP possui desde sua fundação de engajar a sociedade privada nos mais diversos projetos. 

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Divulgação/CASACOR

Trata-se do feito mais significativo na história do museu após a sua transferência da Rua 7 de Abril, na sede dos Diários Associados, para a Avenida Paulista, em 1968. 

Desde então, o prédio projetado por Lina Bo Bardi (1914-1992) transformou-se em cartão-postal da cidade e em símbolo da arquitetura moderna mundial do século XX. 

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