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Arquitetura, Sustentabilidade

Centro comunitário oferece um local seguro para mulheres refugiadas

O projeto, assinado por Rizvi Hassan, utiliza materiais encontrados na região para criar um espaço que se integre ao ambiente no entorno

Por Ana Carolina Harada

Publicado em 23 de dez. de 2020, 7:00

03 min de leitura
Centro comunitário oferece um local seguro para mulheres refugiadas

(Reprodução)

Vista interna do centro comunitário a partir do pátio

(Reprodução/CASACOR)

Refugiados Rohingya - uma minoria étnica islâmica que perseguição na Ásia - têm lutado com vulnerabilidades em termos de abrigo básico, saúde, nutrição e saúde emocional por um bom tempo. Por causa disso, tristemente, um dos maiores e mais populosos campos de refugiados em Bangladesh acabou se tornando o lar temporário de quase um milhão de pessoas, incluindo muitos adolescentes e crianças.
Vista interna do centro comunitário com ênfase nas ripas de bambu

(Reprodução/CASACOR)

Para tentar apoiar as famílias, o arquiteto Rizvi Hassan, junto da ONU, Bangladesh Govt, BRAC & Unicef ​​e outras organizações, criou um novo centro comunitário voltado para mulheres e meninas. O objetivo do espaço é ser um local que vai além da mera sobrevivência, oferecendo uma espécie de local seguro, onde elas possam aprender, criar, compartilhar, e denunciarem situações de violência,

Arquitetura social


Bambu compõe a estrutura principal e palha foi aplicada com lona na cobertura. Como tratam-se de matérias primas não tratadas, será preciso renová-las de tempos em tempos. Os materiais utilizados são muito básicos e foram escolhidos por estarem disponíveis nas proximidades. Também foi levado em consideração que, como o local fica em uma área sujeita a ciclones, era preciso evitar insumos que pudessem ser perigosos durante o ciclone.
Vista interna do centro comunitário a partir do pátio

(Reprodução/CASACOR)

Algo curioso é que o Centro fica muito perto do habitat de elefantes asiáticos, então é possível ver os elefantes descendo das colinas ao fundo com frequência. Isso acabou influenciando a arquitetura, que foi pensada de forma a não gerar perturbações para os animais, se “camuflando” na paisagem.
Vista de uma das salas centro comunitário com enfeites coloridos pendurados e desenhos nas paredes

(Reprodução/CASACOR)

Um pátio interno conecta as salas circundantes em um espaço central. O interior contrasta com os tons do bambu e ganha uma atmosfera viva graças às cores das pinturas dos moradores da comunidade.