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Cultura

13 livros de países que disputam a Copa do Mundo 2026

A Copa do Mundo vai além do futebol. Conheça livros de países participantes e descubra diferentes culturas através da literatura!

Por Chrys Hadrian

Presentado en 16 jun 2026, 14:00

Mais de 10 min de leitura
13 livros de países que disputam a Copa do Mundo 2026

(Divulgação/Divulgação)

Um dos grandes benefícios de eventos como a Copa do Mundo é a oportunidade de conhecer melhor diferentes países e culturas. Além da disputa esportiva, o torneio desperta a curiosidade sobre as nações participantes, promovendo um rico intercâmbio cultural entre povos de diferentes partes do mundo. E uma das formas mais interessantes de fazer essa viagem é por meio da literatura, que revela histórias, costumes, contextos sociopolíticos e curiosidades de cada nação.


Dos clássicos da América Latina aos romances contemporâneos da África e da Europa, os livros ajudam a compreender a identidade de um povo além das quatro linhas do campo. A seguir, conheça treze obras marcantes escritas por autores de alguns dos países que competem na Copa do Mundo de 2026.

1. Brasil


O rio que me corta por dentro, de Raul Damasceno

O rio que me corta por dentro - Raul Damasceno.

O rio que me corta por dentro - Raul Damasceno. (Divulgação/Divulgação)

Ambientado no sertão cearense, "O rio que me corta por dentro" acompanha a trajetória de Cícero, um menino que cresce à espera da mãe, que trabalha como empregada doméstica na capital e retorna para casa apenas uma vez por ano. Entre a saudade constante e os sonhos de deixar o interior, ele encontra conforto na amizade de Luzimar, companheiro de aventuras às margens do rio que atravessa a pequena Carrasco. Com o passar dos anos e o desaparecimento da mãe, os dois jovens passam a enfrentar descobertas sobre amor, identidade e pertencimento em uma realidade marcada pelas dificuldades do sertão. Em uma narrativa sensível e poética, Raul Damasceno aborda temas como afeto, memória, masculinidade e desigualdade social, oferecendo um retrato contemporâneo do Brasil profundo e de suas múltiplas experiências humanas.

2. Marrocos


Canção de ninar, de Leïla Slimani

Canção de ninar - Leïla Slimani.

Canção de ninar - Leïla Slimani. (Divulgação/Divulgação)

Vencedor do Prêmio Goncourt, o mais importante da literatura francesa, "Canção de ninar" acompanha Myriam, uma advogada que decide voltar ao trabalho e contrata Louise para cuidar de seus filhos. O que parece ser a solução perfeita para a família, porém, transforma-se em uma relação cada vez mais complexa e perturbadora. Com uma narrativa envolvente e cheia de tensão, Leïla Slimani aborda temas atuais como maternidade, desigualdade social, relações de poder e os desafios da vida moderna. A obra ajudou a consolidar a autora marroquina como uma das vozes mais importantes da literatura contemporânea.

3. Japão


Kitchen, de Banana Yoshimoto

Kitchen - Banana Yoshimoto.

Kitchen - Banana Yoshimoto. (Divulgação/Divulgação)

Publicado em 1988, "Kitchen" revelou Banana Yoshimoto ao mundo e ajudou a consolidá-la como uma das vozes mais importantes da literatura japonesa contemporânea. A obra reúne duas histórias que abordam temas como luto, solidão e recomeço. Na principal delas, Mikage Sakurai encontra conforto na cozinha após perder sua última parente viva, enquanto é acolhida por uma família pouco convencional que lhe oferece um novo senso de pertencimento. Com uma escrita delicada e sensível, Yoshimoto explora as relações humanas, a superação da perda e a busca por conexão, retratando aspectos da vida cotidiana japonesa que conquistaram leitores em diversos países.

4. Portugal


A Máquina de Fazer Espanhóis, de Valter Hugo Mãe

A Máquina de Fazer Espanhóis - Valter Hugo Mãe.

A Máquina de Fazer Espanhóis - Valter Hugo Mãe. (Divulgação/Divulgação)

Vencedor do Prêmio Oceanos, "A Máquina de Fazer Espanhóis" é uma das obras mais conhecidas do escritor português Valter Hugo Mãe. O romance acompanha António Silva, um barbeiro octogenário que, após a morte da esposa, passa a viver em um asilo e se vê obrigado a revisitar suas memórias e refletir sobre a passagem do tempo. Com uma escrita sensível e marcada por reflexões sobre envelhecimento, solidão, amor e identidade, o autor constrói um retrato emocionante da sociedade portuguesa contemporânea. A obra combina humor, melancolia e crítica social, consolidando-se como um dos grandes romances da literatura portuguesa do século XXI.

5. Alemanha


A Montanha Mágica, de Thomas Mann

A Montanha Mágica - Thomas Mann.

A Montanha Mágica - Thomas Mann. (Divulgação/Divulgação)

Publicado em 1924, "A Montanha Mágica" é considerado um dos grandes clássicos da literatura alemã e uma das obras mais influentes do século XX. O romance acompanha Hans Castorp, um jovem engenheiro que chega a um sanatório nos Alpes suíços para uma breve visita, mas acaba permanecendo por anos. Durante esse período, ele convive com personagens que representam diferentes correntes filosóficas, políticas e culturais da Europa às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Ao abordar temas como tempo, doença, amor, morte e transformação pessoal, Thomas Mann constrói uma narrativa profunda que reflete as tensões de uma época e oferece um retrato marcante da sociedade europeia do início do século XX.

6. México


Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel

Como Água para Chocolate - Laura Esquivel.

Como Água para Chocolate - Laura Esquivel. (Divulgação/Divulgação)

Misturando romance, culinária e realismo mágico, "Como Água para Chocolate" tornou-se um dos livros mexicanos mais conhecidos internacionalmente. A trama acompanha Tita, uma jovem impedida de viver seu grande amor devido às tradições familiares. Cada capítulo é apresentado por meio de receitas típicas mexicanas, criando uma experiência literária rica em sabores, emoções e referências culturais. A obra é uma excelente porta de entrada para a literatura do México.

7. Haiti


Senhores do Orvalho, de Jacques Roumain

Senhores do Orvalho - Jacques Roumain.

Senhores do Orvalho - Jacques Roumain. (Divulgação/Divulgação)

Publicado em 1944, "Senhores do Orvalho" é considerado o romance mais importante da literatura haitiana. A obra acompanha Manuel, um jovem que retorna à sua aldeia após anos fora e encontra a comunidade sofrendo com a seca e conflitos internos. Determinado a melhorar a vida dos moradores, ele inicia uma busca por uma fonte de água capaz de transformar a região. Além de retratar a realidade rural do Haiti, o livro aborda temas universais como cooperação, esperança e resistência. A narrativa também oferece um rico panorama da cultura haitiana, tornando-se uma excelente porta de entrada para conhecer o país além dos estereótipos frequentemente associados a ele.

8. Cabo Verde


Chiquinho, de Baltasar Lopes

Chiquinho - Baltasar Lopes.

Chiquinho - Baltasar Lopes. (Divulgação/Divulgação)

Lançado em 1947, "Chiquinho" é um dos maiores clássicos da literatura cabo-verdiana. O romance acompanha a trajetória de um jovem que cresce em meio às dificuldades enfrentadas pela população das ilhas, como a seca, a pobreza e a necessidade constante de emigrar em busca de melhores oportunidades. Ao longo da narrativa, Baltasar Lopes apresenta tradições, costumes e desafios sociais que ajudaram a moldar a identidade nacional de Cabo Verde. A obra é frequentemente apontada como um marco cultural do país e continua sendo uma referência para quem deseja compreender a história e a formação da sociedade cabo-verdiana.

9. Senegal


Uma Carta Tão Longa, de Mariama Bâ

Uma Carta Tão Longa - Mariama Bâ.

Uma Carta Tão Longa - Mariama Bâ. (Divulgação/Divulgação)

O livro "Uma carta tão longa", da premiada autora senegalesa Mariama Bâ, narra a história de Ramatoulaye, uma mulher que escreve para uma amiga após a morte do marido. A partir dessa correspondência, a autora aborda questões relacionadas ao papel feminino, à poligamia, à educação e às transformações sociais ocorridas no Senegal após a independência. Com uma escrita delicada e reflexiva, autora apresenta um olhar íntimo sobre os desafios enfrentados pelas mulheres africanas em uma sociedade marcada pelo encontro entre tradição e modernidade. O resultado é uma obra sensível, capaz de dialogar com leitores de diferentes culturas.

10. Côte d'Ivoire (Costa do Marfim)


Les Soleils des indépendances (Os Sóis das Independências), de Ahmadou Kourouma

Les Soleils des indépendances - Ahmadou Kourouma.

Les Soleils des indépendances - Ahmadou Kourouma. (Divulgação/Divulgação)

Considerado um dos romances mais importantes da literatura africana francófona, o livro "Os Sóis das Independências" acompanha Fama Doumbouya, um homem que vê seu status social desaparecer após as mudanças políticas trazidas pela independência dos países africanos. Por meio da trajetória do protagonista, Ahmadou Kourouma discute temas como identidade, poder, tradição e os desafios enfrentados pelas novas nações africanas. A obra se destaca pela linguagem inovadora e pela forma crítica como analisa os impactos das transformações políticas e sociais na vida cotidiana.

11. Argentina


O Túnel, de Ernesto Sabato

O Túnel - Ernesto Sabato.

O Túnel - Ernesto Sabato. (Divulgação/Divulgação)

Considerado um clássico da literatura argentina, "O Túnel" apresenta a história de Juan Pablo Castel, um pintor obcecado por uma mulher chamada María. A narrativa psicológica mergulha nos pensamentos do protagonista e explora temas como solidão, ciúme e obsessão. Com uma escrita intensa e reflexiva, Ernesto Sabato constrói um romance curto, mas profundo, que se tornou uma das obras mais influentes da literatura latino-americana.

12. Bósnia e Herzegovina


O Livro das Minhas Vidas, de Aleksandar Hemon

O Livro das Minhas Vidas - Aleksandar Hemon.

O Livro das Minhas Vidas - Aleksandar Hemon. (Divulgação/Divulgação)

Nesta obra autobiográfica, Aleksandar Hemon reúne histórias pessoais para refletir sobre memória, identidade e deslocamento. Nascido em Sarajevo, o autor viu sua vida mudar radicalmente após a guerra da Bósnia, quando passou a viver nos Estados Unidos. Ao alternar episódios da infância, juventude e vida adulta, Hemon constrói um retrato emocionante das consequências dos conflitos armados sobre indivíduos e famílias. "O livro das minhas vidas" também ajuda a compreender aspectos da história recente dos Bálcãs, uma região ainda pouco explorada pelos leitores brasileiros.

13. Jordânia


Pilares de Sal, de Fadia Faqir

Pilares de Sal - Fadia Faqir.

Pilares de Sal - Fadia Faqir. (Divulgação/Divulgação)

Ambientado na Jordânia durante o século XX, "Pilares de Sal" acompanha duas mulheres que enfrentam limitações impostas por uma sociedade profundamente patriarcal. Por meio de suas histórias, Fadia Faqir discute temas como liberdade, honra, casamento e direitos femininos, oferecendo um olhar crítico sobre as estruturas sociais da época. A autora combina ficção e contexto histórico para criar uma narrativa envolvente que permite ao leitor conhecer aspectos da cultura jordaniana raramente retratados na literatura mais popular.

CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Chrys Hadrian.