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SUBTLE: sutilezas do papel desafiam os sentidos na JAPAN HOUSE

Com curadoria e direção de arte do designer Kenya Hara, a mostra tem a marca do minimalismo japonês e fica aberta até 10 de setembro

Entre os dias 29 de julho e 10 de setembro, a JAPAN HOUSE São Paulo abriga a exposição SUBTLE – sutilezas em papel. Com curadoria e direção de arte do designer Kenya Hara, a mostra tem a marca do minimalismo japonês. Familiar e acessível, apresenta criações inovadoras com o material que despertam os sentidos, por meio de experiências múltiplas e sofisticadas de design e tecnologia.

Flor de Papel – Haruka Misawa. “As aparas que aparecem quando aponto meu lápis possuem uma forma cuja beleza considero fascinante. Enroladas como uma coroa em forma de anel, as lascas mais se parecem com pétalas de flor. Minha ideia foi reproduzir esta imagem impressionante usando camadas de papel, fazendo com que a flor ‘desabrochasse’ ao raspar uma peça cilíndrica de papel em forma de lápis…”

Flor de Papel</strong (Divulgação/CASACOR)

SUBTLE é uma remontagem da exposição exibida na Takeo Paper Show no Japão, que já passou por Taipé e Milão e ainda circulará por Londres e Los Angeles. As obras convidam o espectador a observar com atenção cada detalhe, desvendando o que não fica evidente ao primeiro olhar. São itens sutis, delicados e leves, como o washi, papel japonês considerado um tesouro, feito artesanalmente com técnicas tradicionais.

Te Amo/ Te Odeio – Yoshiaki Irobe. “Utilizei o papel para criar uma mensagem que fosse ambígua tanto em termos do que os olhos viam como em termos de seu significado. Como designer gráfico, meu trabalho diário envolve uma combinação de texto e grafismos para transmitir uma mensagem e, na maioria dos casos, essa mensagem tem que ser facilmente compreendida. No entanto, o tema SUBTLE oferece a oportunidade de adotar uma abordagem mais ambígua ou ‘vaga’ para a tarefa…”

Te Amo/ Te Odeio</strong (Divulgação/CASACOR)

A exposição, instalada no segundo andar do centro cultural, apresenta 27 criações que resgatam e aprofundam o sentido do papel ao evidenciar sua diversidade de texturas, cores, técnicas e aplicações. As peças foram divididas em quatro temas: o primeiro – SUBTLE: CRIAÇÃO – é dedicado às criações concebidas por profundos entendedores do potencial e particularidades do material, que expressaram suas ideias de forma única e absolutamente sutil. Entre eles estão arquitetos, designers, artistas e diretores de arte e animação.

Chapéus de Chocolate – Kenya Hara. “Quando estava no ensino médio, ficava fascinado pela atmosfera que se revelava quando olhávamos o plâncton no microscópio. Em vez de vir de uma direção fixa, a luz se levantava a partir de objetos translúcidos e das sombras de seus componentes ainda mais translúcidos. Quando começaram a surgir os objetos de papel cortados a laser, eles me lembraram do plâncton que via quando menino. Com objetos muito pequenos, a física muda…”

Chapéus de Chocolate – Kenya Hara. “Quando estava no ensino médio, ficava fascinado pela atmosfera que se revelava quando olhávamos o plâncton no microscópio. Em vez de vir de uma direção fixa, a luz se levantava a partir de objetos translúcidos e das sombras de seus componentes ainda mais translúcidos. Quando começaram a surgir os objetos de papel cortados a laser, eles me lembraram do plâncton que via quando menino. Com objetos muito pequenos, a física muda…” (Divulgação/CASACOR)

O segundo – SUBTLE: COLEÇÃO – revela uma coleção com exemplos que convidam o visitante a percorrer as próprias experiências e memórias relacionadas ao papel, como rendas, dobraduras e envelopes.

Dobras – Decência e Santidade. “Desenhar em um papel branco com tinta preta é um ato irreversível, mas o ato de dobrá-lo claramente possui sua própria forma de irreversibilidade. Uma vez que um papel é dobrado, não é possível retornar ao estado original. Por outro lado, existe, nesse ponto, uma oportunidade de dar valor ao gesto ao se aplicar a arte da dobradura…”

Dobras – Decência e Santidade. “Desenhar em um papel branco com tinta preta é um ato irreversível, mas o ato de dobrá-lo claramente possui sua própria forma de irreversibilidade. Uma vez que um papel é dobrado, não é possível retornar ao estado original. Por outro lado, existe, nesse ponto, uma oportunidade de dar valor ao gesto ao se aplicar a arte da dobradura…” (Divulgação/CASACOR)

Embelezamento – Deslumbrante papel rendado. “Este produto é conhecido como “papel de renda”, feito com uma técnica que estampa e corta a matriz ao mesmo tempo. Assim como a palavra gâteau evoca sua composição, ornada extravagantemente com creme chantilly, esta peça nos faz pensar em festividades só de olhar para ela. Por ser ricamente ornamentado, ou talvez por estar ligado a uma imagem de festa, o papel rendado traz à tona nosso espírito e sentimentos…”

Embelezamento – Deslumbrante papel rendado. “Este produto é conhecido como “papel de renda”, feito com uma técnica que estampa e corta a matriz ao mesmo tempo. Assim como a palavra gâteau evoca sua composição, ornada extravagantemente com creme chantilly, esta peça nos faz pensar em festividades só de olhar para ela. Por ser ricamente ornamentado, ou talvez por estar ligado a uma imagem de festa, o papel rendado traz à tona nosso espírito e sentimentos…” (Divulgação/CASACOR)

O terceiro – PAPEL: UM RETRATO – trata-se de uma exibição do fotógrafo Yoshihiko Ueda que, por meio de seu olhar, traduz a paixão japonesa pelo material, registrando-o sem nada além de jogo entre luz e sutis texturas e dobraduras. Por último – PAPÉIS ESPECIAIS – apresentando o contínuo desenvolvimento tecnológico do papel por meio de obras criadas pelo escritório de arquitetura noiz, explorando o setor de papéis especiais do Japão.

noiz – NT RASHA | TOM DA GRAVIDADE é feito em NT RASHA – “padrão de papel especial pioneiro no Japão, lançado em 1949, e produzido em 120 cores atualmente. O material se destaca pela textura clássica, pela suavidade e por ser o mais recomendado quando se quer enfatizar as qualidades mais básicas do material. Aqui, a noiz projetou uma peça com base na ideia de campo gravitacional, em que três cores (branco, preto e vermelho), posicionadas em picos, comunicam a visão de mundo NT RASHA, com gradações determinadas algoritmicamente.”

noiz – NT RASHA | TOM DA GRAVIDADE</strong (Divulgação/CASACOR)

SUBTLE – sutilezas em papel

QUANDO?

De 29 de julho a 10 de setembro.

ONDE?

JAPAN HOUSE São Paulo – Avenida Paulista, 52 – Segundo andar.

Horário de funcionamento:
Terça-feira a sábado: das 10h às 22h.
Domingos e feriados: das 10h às 18h.
Entrada gratuita.

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