MAM inaugura a nova instalação da artista Lenora de Barros

Retromemória, de Lenora de Barros, é a nova atração do MAM, o Museu de Arte Moderna de São Paulo

Por Cristina Bava Atualizado em 1 abr 2022, 17h29 - Publicado em 2 abr 2022, 10h00

 

A instalação Retromemória de Lenora de Barros
“Retromemória”, caligrafada e escrita com as mãos direita e esquerda simultaneamente por Lenora de Barros. Divulgação/CASACOR/CASACOR

A nova instalação “Retromemória”, de Lenora de Barros, acaba de ser inaugurada no MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo. O trabalho foi desenvolvido especialmente para a Sala de Vidro – a convite de Cauê Alves, curador chefe do museu. A instalação estabelece um diálogo direto com a obra Spider (Aranha), concebida por Louise Bourgeois em 1996, que foi exibida no MAM São Paulo por cerca de 20 anos nesse mesmo espaço.

Lenora de Barros (1953) Mesa de Ping-Poems
Lenora de Barros (1953) Mesa de Ping-Poems (da série Pussyquetes), 2000 – Gomide&Co. Divulgação/CASACOR

Em Retromemória, as imagens refletidas pelos espelhos junto às palavras – escritas com a mão direita e esquerda simultaneamente – são fragmentadas em sílabas impressas em vinil formando a grande aranha de metal, que reflete a memória do local diante do seu diálogo artístico com Louise Bourgeois.

O trabalho é composto também por uma instalação sonora que ecoa a voz da própria artista Lenora Barros, proferindo as palavras “memória”, “aranha”, “emaranha” repetidamente. Ao se entrelaçarem, essas palavras produzem novos sons e sentidos, como uma teia dominando o espaço. O gráfico e o fonético da palavra se aproximam da dimensão “verbivocovisual” inventada pelo poeta irlandês James Joyce. O tratamento sonoro é assinado pelo compositor e produtor cultural verbivocovisual.

Lenora de Barros (1953) Homenagem a George Segal, 1990:2013
Lenora de Barros (1953) Homenagem a George Segal, 1990:2013 Registro fotográfico: Ruy Teixeira – Gomide&Co. Ruy Teixeira/CASACOR

Para o curador-chefe Cauê Alves, “no momento em que o MAM apresenta em sua programação a segunda geração da arte moderna e a abstração geométrica, Lenora de Barros nos faz pensar sobre as obras que já foram exibidas no museu, nos ajudando a superar as perdas e enfrentar os desafios do presente“.

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“A estrutura silábica representa esses fragmentos de memória e, no caso deste trabalho, remete diretamente à memória da Aranha de Louise. A expressão na caligrafia, na projeção de luzes e reflexos, além da dimensão sonora criada, formam essa teia pelo espaço expositivo”, comenta Lenora de Barros.

Serviço “Retromemória” de Lenora de Barros

 

Período expositivo: 02 de abril a 03 de julho

Local: MAM – Museu de Arte de São Paulo. Parque Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portões 1 e 3

Horários: terça à domingo, das 10h às 18h

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