Green buildings: uma solução ecológica para a arquitetura das metrópoles

Planejados para causar pouco impacto no meio ambiente, os prédios sustentáveis ajudam a reajustar o microclima e melhoram a qualidade de vida nas cidades

Por Giovanna Jarandilha - Atualizado em 5 jun 2020, 15h49 - Publicado em 2 jun 2020, 16h49
Fachada lateral do hotel eleito em 2018 como o mais sustentável do mundo. O projeto foi concebido pelo estúdio WOHA e se localiza em Singapura. Divulgação/CASACOR

Você já ouviu falar sobre green building? Tendência na construção civil, o green building é um tipo de edificação planejada para causar pouco impacto no meio ambiente. Esse planejamento se dá em todas as etapas de seu ciclo de vida, desde o desenho do projeto, até depois de sua finalização. Para garantir uma obra ambiental e responsável, diferentes recursos são aplicados em sua estrutura, como materiais verdes, painéis de energia solar e captação de água da chuva.

Pensadas para funcionar com máxima eficiência, as construções verdes também levam em conta o meio em que estão inseridas, tomando o cuidado de preservar a qualidade de vida dos moradores daquela região. O bem-estar das pessoas, inclusive, é uma das principais motivações dos green buildings, que direcionam suas ações ecológicas — como a utilização de fontes energéticas renováveis, as baixas emissões de gases do efeito estufa e o reaproveitamento de materiais —, para causar um benefício direto na saúde dos habitantes.

Um levantamento do US Green Building Council (USGBC) de 2019 afirma que o Brasil ocupa a quarta posição, entre dez países e regiões fora dos Estados Unidos, com maior área certificada LEED — selo que avalia quais edificações atendem aos requisitos ambientais e energéticos deliberados pelo órgão. O país soma mais de 1.450 projetos certificados pelo LEED.

Abaixo, separamos algumas construções verdes ao redor do mundo que se destacam pelas variadas soluções sustentáveis. Confira!

Divulgação/CASACOR

Lançado na Austrália em 2013, o One Central Park ambicionava ser a mais alta parede viva já construída. A vegetação densa, que se espalha ao longos dos 166 metros de altura dos prédios residenciais, foi dividida entre espécies nativas e outras exóticas. Um heliostato foi posicionado entre as duas torres, que, a partir do seu movimento, reflete luz solar sobre o jardim ao longo de todo o dia. O projeto leva o nome do especialista em jardins verticais, Patrick Blanc, e o renomado arquiteto Jean Nouvel.

Divulgação/CASACOR

Projetado para ser, ao mesmo tempo, um hotel e um jardim, o Parkroyal on Pickering explorou o potencial verde por toda sua estrutura curvilínea. Com uma verdadeira floresta em meio ao cenário urbano de Singapura, a construção exibe 15 mil m² — apenas na fachada — de vegetação natural, da qual fazem parte muitas plantas tropicais, com suportes de janaúba e palmeiras. Além disso, o projeto conta com um sistema de auto irrigação a partir de água da chuva, energia por captação solar e isolamento térmico natural. O projeto recebeu diversos prêmios internacionais, entre eles o reconhecimento como o hotel mais sustentável do mundo e a certificação ambiental Green Mark Platinum de Singapura. A assinatura é do studio WOHA.

Divulgação/CASACOR

Em Curitiba, o empreendimento Bosco Centrale trouxe em sua concepção externa um expressivo bosque vertical, que pode ser aproveitado de todos os andares do edifício. Com assinatura do paisagista Benedito Abbud, o prédio é marcado pela presença da natureza. “Além da preocupação visual e física, nos atentamos a biofilia, que nada mais é do que uma estratégia para reconectar as pessoas com a natureza e o ecossistema. O termo é um complemento para a arquitetura verde, que diminui o impacto ambiental do mundo construído e utiliza design inteligente para criar espaços mais naturais e preservados nas cidades”.

Divulgação/CASACOR

As duas torres do Bosco Verticale despontam no skyline de Milão como grandes paredes verdes. Projetado pelos arquitetos do Studio Boeri, o complexo abriga 480 árvores de porte médio e grande, além de outras 300 de pequeno porte. Ainda 11 mil plantas perenes e rasteiras e 5 mil arbustos compõem a floresta vertical. A camada de vegetação, que substitui materiais tradicionais com uma policromia de folha nas paredes, ajusta o microclima, filtra a luz solar e contribui para o aumento nas populações de fauna e flora.

 

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